segunda-feira, 29 de abril de 2013

Meditação do Dia - Narcóticos Anônimos


Segunda-Feira, 29 DE ABRIL DE 2013

"E se..."

"O viver só por hoje alivia o peso do passado e o medo do futuro. Aprendemos a tomar as acções que forem necessárias e deixar os resultados ao cuidado do nosso Poder Superior." 
Texto Básico, p. 105

Durante a nossa adicção activa, o medo do futuro e daquilo que pudesse acontecer era uma realidade para muitos de nós. E se fossemos presos? E se perdêssemos o emprego? E se enviuvássemos? E se fossemos à falência? E assim por diante... 

Não era raro passarmos horas, dias até, a pensar no que poderia acontecer-nos. Construíamos conversas inteiras e cenários, antes mesmo de algo acontecer, e depois traçávamos o nosso caminho em função de "e se..." Ao agirmos assim, estávamos a preparar-nos para uma série de frustrações. Ao ouvirmos o que se diz nas reuniões, aprendemos que viver no presente, e não no mundo do "e se", é a única forma de pôr fim às nossas previsões de desgraças e tristezas. Só podemos lidar com aquilo que seja real hoje, e não com as nossas terríveis fantasias do futuro. 

Vir a acreditar que o nosso Poder Superior tem apenas o melhor guardado para nós é uma forma de combatermos esse medo. Ouvimos dizer nas reuniões que em cada dia o nosso Poder Superior não nos dará mais do que aquilo com que possamos lidar. E sabemos por experiência própria que, se pedirmos, o Deus em que viemos a acreditar tomará certamente conta de nós. 

Mantemo-nos limpos em situações adversas ao praticarmos a nossa fé nos cuidados de um Poder superior a nós mesmos. Cada vez que o fizermos, teremos menos medo dos "e se" e estaremos mais à vontade com aquilo que de facto é.

Só por hoje: Encararei o futuro positivamente e com fé no meu Poder Superior.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Reflexão do dia - Alcoólicos Anônimos

26 de Abril de 2013


                  FELICIDADE NÃO É O PONTO PRINCIPAL

Não acho que a felicidade ou a infelicidade seja o ponto principal. Como enfrentamos os problemas que chegam a nós?

Como aprendemos através deles, e transmitimos o que aprendemos aos outros, se é que querem aprender?

NA OPINIÃO DO BILL PG. 306


Na minha busca "para ser feliz" mudei de empregos, casei e me divorciei, tentei curas geográficas e me endividei - financeiramente, emocionalmente e espiritualmente. Em A.A. estou aprendendo a crescer. Ao invés de exigir que pessoas, lugares e coisas me façam feliz, posso pedir a Deus que me faça aceitar a mim mesmo. Quando um problema me domina, os Doze Passos de A.A. me ajudam a crescer através da dor. O conhecimento que ganho pode ser um presente para outros que sofrem do mesmo problema. Como disse Bill: "Quando chega a dor, se espera que aprendamos a lição com boa vontade, e ajudamos os outros a aprenderem. Quando a felicidade chega, a aceitamos como dádivas e agradecemos a Deus por obtê-la."

Crédito: Alcoólicos Anônimos do Brasil

Meditação Diária - Narcóticos Anônimo


Sexta-feira, 26 de abril de 2013
Auto-aceitação

"A aplicação dos Doze Passos da recuperação é o meio mais eficaz para alcançar a auto-aceitação. "

IP Nº 19, “Auto-aceitação”


A maioria de nós chegou a Narcóticos Anônimos sem muita auto-aceitação. Olhávamos para os danos que causamos em nossa adicção ativa e nos rejeitávamos. Tínhamos dificuldade em aceitar nossa auto-imagem produzida pelo passado.

A auto-aceitação chega mais depressa quando, primeiro, aceitamos que somos portadores de uma doença chamada adicção, porque é mais fácil nos aceitar como pessoas doentes do que como pessoas ruins. E, quanto mais fácil nos aceitamos, mais facilmente aceitamos a responsabilidade sobre nós mesmos.

Alcançamos a auto-aceitação através de um processo de recuperação contínuo. Trabalhar os Doze Passos de Narcóticos Anônimos nos ensina a aceitar a nós mesmos e a nossas vidas. Princípios espirituais como entrega, honestidade, fé e humildade ajudam a aliviar o peso de nossos erros do passado. Nossa atitude muda com a aplicação destes princípios em nossas vidas diárias. A auto-aceitação cresce na medida em que progredimos na recuperação.

Só por Hoje: A auto-aceitação é um processo motivado pelos Doze Passos. Hoje, eu irei confiar neste processo, praticando os passos e aprendendo a me aceitar melhor.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Meditação do Dia - Narcóticos Anônimos


QUARTA-FEIRA, 24 DE ABRIL DE 2013.


Doze Passos de vida

"Através da abstinência total e da prática dos Doze Passos de Narcóticos Anônimos, as nossas vidas começaram a ter sentido." 
Texto Básico, p. 9


Antes de chegarmos a Narcóticos Anônimos as nossas vidas centravam-se no uso. Na maior parte das vezes sobrava-nos pouca energia para os nossos empregos, para as nossas relações, ou para outras atividades. Servíamos apenas a nossa adicção. 

Os Doze Passos de Narcóticos Anônimos oferecem uma forma simples de mudarmos as nossas vidas. Começamos por nos manter limpos, um dia de cada vez. 

Quando as nossas energias não estão mais canalizadas para a nossa adicção, vemos que temos as forças para prosseguir outros interesses. À medida que crescemos em recuperação, tornamo-nos capazes de manter relações saudáveis. Começam a confiar em nós no trabalho. Os passatempos e as diversões tornam-se mais convidativos. 

Através da participação em Narcóticos Anônimos, ajudamos outros. Narcóticos Anônimos não nos promete que iremos encontrar bons empregos, relações românticas, ou uma vida preenchida. Mas quando trabalhamos os Doze Passos o melhor que podemos, descobrimos que conseguimos tornar-nos no tipo de pessoas capazes de encontrar trabalho, de manter relações íntimas, e de ajudar outros. Deixamos de servir a nossa doença, e começamos a servir Deus e os outros. Os Doze Passos constituem a chave para transformarmos as nossas vidas.

Só por hoje: Vou ter a sabedoria para utilizar os Doze Passos na minha vida, e a coragem para crescer na minha recuperação. Vou praticar o meu programa para me tornar um membro responsável e produtivo da sociedade.

sábado, 20 de abril de 2013

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos


20 de abril de 2013
Desligamento

"A adicção é uma doença da família, mas só conseguimos modificar a nós mesmos."
IP Nº 13, “Juventude e recuperação”

Muito de nós vêm de famílias gravemente conturbadas. Às vezes, a insanidade que reina entre nossos familiares parece esmagadora. Às vezes, sentimos vontade de fazer as malas e mudar para longe.

Rezamos para que nossa família se una a nós na recuperação, mas, para nossa grande tristeza, isto nem sempre acontece. Às vezes, apesar de nossos grandes esforços para levar a mensagem, descobrimos que não podemos ajudar aqueles por quem temos a maior estima. Nossa experiência em grupo tem nos ensinado que, frequentemente, estamos tão próximos de nossos parentes que não podemos ajudá-los. Aprendemos que é melhor deixá-los aos cuidados de nosso Poder Superior.

Descobrimos que, quando paramos de tentar apaziguar os problemas de nossos familiares, damos o espaço necessário para que eles possam resolver suas próprias vidas. Ao relembrá-los de que não somos capazes de resolver seus problemas por eles, nos damos à liberdade de viver nossas próprias vidas. Temos fé que Deus ajudará nossos familiares. Muitas vezes, a coisa mais importante que podemos dar às pessoas que amamos é o exemplo contínuo de nossa recuperação. Pela sanidade de nossa família e por nossa própria sanidade, devemos deixar nossos familiares encontrarem seus próprios caminhos de recuperação.

Só por Hoje: Eu vou procurar fazer minha programação e deixar minha família aos cuidados do Poder Superior.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ajuda para quem precisa

Ter ajuda para poder ajudar

30-07-2010

A maior parte das pessoas não entende nada de adicções. Infelizmente isto inclui muitos clínicos e profissionais da terapia e da ajuda, como psicólogos.

A maior parte dos médicos medicaliza e não compreende de onde vem a adicção nem o meio em que se desenvolve. Assume apenas a vertente química e esquece a mais importante que é a vivencial.

A psiquiatria oferece aos adictos precisamente aquilo que estes procuram: alienação e formas de alívio rápido, evitando a necessidade de ir ao fulcro da questão que é a necessidade de mudar de vida.

 A maior parte das pessoas não compreende que a adicção, seja ela qual for, não é uma falha de carácter, uma mania superficial que se supera com uma simples decisão.

Os adictos não são tolos, nem burros, nem idiotas. Muitos são pessoas de enorme inteligência e, inclusivamente ocupam cargos de grande responsabilidade social.

A adicção é uma doença que ultrapassa o habitual entendimento do conceito de doença, já que não é apenas uma doença de corpo, não é uma circunstância ou um estado de coisas.

A adicção é uma resposta de sobrevivência. A adicção decorre sempre de experiências traumáticas do ponto de vista do indivíduo. A adicção é uma doença de vida, uma doença total, no sentido em que se relaciona com todos os aspectos da vida do adicto, porque está localizada no que este tem de mais profundo em si.

Assim, não há medicamento, não há férias, não há mudar de ares, não há conversa, não há nada que termine com uma adicção, a não ser com uma completa e profunda alteração de hábitos de vida a par com toda uma reformulação da auto-imagem, da forma como o adicto encara a vida, a si mesmo.

 A família está habitualmente ligada à fonte da adicção, mesmo que isso não pareça óbvio. Ninguém gosta de sentir culpa e, na realidade nada tem a ver com culpa. Tem a ver com dinâmicas, ou seja com o significado de cada um dentro de um grupo, de uma família.

A família é, habitualmente, quem menos pode ajudar, porque a família traz consigo a origem, precisamente do que trouxe o adicto até ali.

Mesmo que doa pensar assim, mesmo que pareça injusto, mesmo que pareça um absurdo, esta é a dura realidade SEMPRE. Não há excepção.

Se a família quiser ajudar, precisa antes de mais de ter ajuda, para compreender como foi que tudo isto se processou e de ajuda para encarar cada dia de forma a, senão ajudar, ao menos não atrapalhar ainda mais.

Caminhar cuidadoso - Texto do A.A,


AA pode ser descrito como um método para recuperação do alcoolismo, no qual os membros ajudam-se mutuamente, compartilhando entre si uma enorme gama de experiências semelhantes em sofrimento e recuperação do alcoolismo.
Bill W.

Raramente vimos alguém fracassar tendo seguido cuidadosamente nosso caminho.

O programa de A. A. de recuperação do alcoolismo, acreditamos, funcionará para quase todos que sinceramente desejem parar de beber. Pode igualmente funcionar para aqueles que são estimulados a procurar o A. A. Muitos de nós fizemos nosso primeiro contato com A. A. em razão de pressão social ou trabalhista. Depois tomamos nossa própria decisão.

Temos visto alguns alcoólicos vacilarem um pouco antes de entenderem o programa. Temos visto outros fazerem apenas esforços superficiais para seguir os princípios graças aos quais, comprovadamente, milhares de nós, agora, conservamos nossa sobriedade; geralmente, os esforços superficiais não bastam.

Mas não importa o quanto desprovido de recursos possa estar o alcoólico, ou quanto mais alto ele ou ela figure na escala social ou econômica. Sabemos, por experiência e observação própria, que o A. A. oferece uma maneira sóbria de sair da cadeia de confusões e problemas causados pela bebida. Muitos de nós achamos ser uma maneira agradável.

Quando pela primeira vez procuramos o A. A., muitos de nós tínhamos uma série de problemas graves – problemas envolvendo dinheiro, família, emprego e com nossas próprias personalidades. Logo descobrimos que nosso problema principal imediato era o álcool. Controlado este, conseguimos, com sucesso, resolver os outros,. Nem sempre resolvemos estes problemas com facilidade, mas, estando sóbrios, temos podido lidar com eles de um modo muito mais eficiente do que quando bebíamos.

Houve época em que muitos de nós acreditávamos ser o álcool a única coisa que tornava a vida suportável. Não podíamos nem conceber uma vida sem a bebida. Hoje, através do programa de A. A., não nos sentimos privados de nada. Pelo contrário, sentimo-nos livres e achamos que uma nova dimensão se acrescentou às nossas vidas. Temos novos amigos, novos horizontes e novas atitudes. Após anos de desespero e frustração, muitos de nós sentimos que realmente começamos a viver pela primeira vez. Gostamos de compartilhar essa nova vida com qualquer pessoa que ainda sofra do alcoolismo, como outrora nós sofremos, e procurar um modo de sair da escuridão e encontrar a luz.

Crédito: JUNAAB

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos

19 de abril de 2013

Mexa-se

"Quantas vezes os adictos buscaram as recompensas de um trabalho árduo, sem fazerem esforço"
Texto Básico, p. 36


Quando chegamos em NA pela primeira vez, alguns de nós queríamos tudo e imediatamente. Queríamos a serenidade, os carros, os relacionamentos felizes, os amigos, a proximidade com nosso padrinho ou madrinha – todas as coisas que outras pessoas tinham conseguido após meses e anos trabalhando os passos e vivendo a vida como ela é.

Aprendemos da maneira mais dura que a serenidade chega somente trabalhando os passos. Trabalhando todos os dias e tentando “praticar esses princípios em todas as áreas de nossas vidas”, inclusive em nossos empregos, poderemos conseguir um carro novo. Relacionamentos saudáveis resultam de muito trabalho e uma nova vontade de se comunicar. A amizade com nosso padrinho ou madrinha é o resultado de pedir ajuda durante os maus e bons momentos.

Em Narcóticos Anônimos, encontramos o caminho para uma melhor maneira de viver. Para alcançar nossas metas, no entanto, temos que nos mexer.

Só por Hoje: Eu quero uma vida melhor. Farei um inventário do que quero, descobrirei como consegui-lo, falarei com meu padrinho ou madrinha sobre isto. Vou me mexer para isso.


Crédito: Comitê de Serviço de Área • São Paulo 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Recuperação - lidar com a verdade de forma amorosa

Trecho de texto:
"Recuperação passa por lidar com a verdade de forma amorosa. Amorosa não significa complacente. Ajudar não é tratar o adicto como se fosse uma criança se não é, nem como um retardado mental. Ajudar significa respeitar e exigir respeito com amor. O tipo de amor que não manipula, não contorna."

"É importante que todos se confrontem com a necessidade de entrar em recuperação, não só o adicto como todos os que o rodeiam. Não há certos e errados quando um adicto está em adicção ativa. Há uma doença conjunta que se manifesta nele de forma mais ostensiva mas que afeta todos."

terça-feira, 16 de abril de 2013

Reflexões Diárias de ALCOÓLICOS ANÔNIMOS - A..A.

16 DE ABRIL DE 2013

IRA: UM “LUXO DUVIDOSO”


Se quiséssemos viver, era preciso livrar-nos da ira. A zanga e os acessos violentos de loucura não eram para nós. Poderá ser um luxo duvidoso para os homens normais, mas para os alcoólicos estas coisas são veneno.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p.87 ou p.96




“Luxo duvidoso”. Quantas vezes tenho me lembrado destas palavras. Não é apenas a raiva que é melhor deixar com os não alcoólicos; fiz uma lista que inclui ressentimento justificável, autopiedade, autojulgamento, farisaísmo, falso orgulho e falsa humildade. Sou sempre surpreendido ao ler a citação real. Os princípios do programa foram martelados tão bem em mim que continuo pensando que todos estes defeitos estão marcados também.

Dou graças a Deus que eu não possa me dar ao luxo de tê-los – ou eu, seguramente, me entregaria a eles.

Meditação do dia:

“A raiva farisaica também pode ser muito agradável. De um modo perverso, podemos até sentir prazer pelo fato de muitas pessoas nos aborrecerem, pois isso nos traz uma cômoda sensação de superioridade.”
(Na Opinião do Bill, p.153)

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos


16 de abril
“Agindo como se”

"Hoje, buscamos soluções e não problemas. Tentamos aplicar o que aprendemos de forma experimental."
Texto Básico, pág. 62



A primeira vez que escutamos que deveríamos “agir como se”, muitos de nós protestaram: “Mas isto não é honesto! Pensei que deveríamos sempre ser honestos sobre nossos sentimentos em Narcóticos Anônimos”.

Talvez possamos refletir sobre como chegamos ao programa. Pode ser que não acreditássemos em Deus, mas rezávamos mesmo assim. Ou que não estivéssemos certos de que o programa funcionaria para nós, mas continuamos voltando às reuniões apesar de nossos sentimentos. O mesmo se aplica à medida que progredimos em nossa recuperação. Podemos ter pavor de aglomerações, mas se agirmos confiantes e estendermos nossa mão, não apenas nos sentiremos melhor a nosso respeito, como também descobriremos que não mais tememos grupos grandes.

Cada ação tomada nesta direção nos aproxima mais da pessoa que deveríamos ser. Cada mudança positiva que fazemos constrói nossa auto-estima. Agindo diferente, descobrimos que estamos começando a pensar diferente. Estamos formando um pensamento apropriado “agindo como se”.

Só por Hoje: Eu vou aproveitar a oportunidade de agir como se fosse capaz de aceitar uma situação da qual eu costumava fugir.

Crédito: Narcóticos Anônimos • Comitê de Serviço de Área • São Paulo

domingo, 14 de abril de 2013

REFLEXÕES DIÁRIAS - ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

14 de Abril de 2013

O PRINCIPAL CULPADO

O ressentimento é o principal culpado. Destrói mais alcoólicos do que qualquer outra coisa. Dele nasce toda forma de doença espiritual, pois somos doentes não só fisicamente e mentalmente, mas também espiritualmente.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, p. 85



Quando me olho praticando o Quarto Passo, é fácil achar desculpas para os erros que fiz, porque posso vê-los facilmente como uma questão de “desforra” de um erro feito contra mim. Se continuo a reviver minha velha dor, isto é um ressentimento, e ressentimentos bloqueiam a luz do sol para minha alma. Se continuo a reviver dores e ódios, irei machucar e odiar a mim mesmo. Após anos na escuridão dos ressentimentos, encontrei a luz do sol. Devo libertar-me dos ressentimentos, não posso me permitir o luxo de conservá-los.
 REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 113

Crédito : http://www.aapiaui.org.br/reflexoes.php

Meditação do Dia - Narcóticos Anônimos


DOMINGO, 14 DE ABRIL DE 2013


                                        Uma visão nova

"Quereremos realmente ver-nos livres dos nossos ressentimentos, da nossa raiva, do nosso medo?" 
Texto Básico, p. 39 


Porque é que lhes chamamos "imperfeições"? Talvez lhes devessemos dar outro nome, tão perfeitamente moldadas estão às nossas vidas, e por isso tão difíceis de desaparecer. Alguns de nós acham que as imperfeições são na verdade aquilo que nos salvou quando andavamos a usar. Se isto for verdade, compreende-se então que por vezes nos agarremos a elas como se fossemos velhos amigos inseparáveis. 

Se tivermos problemas com ressentimentos, raiva, ou medo, poderemos querer imaginar o que seriam as nossas vidas sem esses defeitos desagradáveis. 

Se perguntarmos a nós mesmos porque é que reagimos de determinada forma, isso ajuda-nos a localizar o medo que está no cerne da nossa conduta. "Porque é que terei medo de ir além destes aspectos da minha personalidade?" perguntamos. "Será que tenho medo daquilo que virei a ser sem estes atributos?" 

Uma vez descoberto o nosso medo, seremos capazes de ultrapassá-lo. Tentamos imaginar o que seriam as nossas vidas sem algumas das nossas mais óbvias imperfeições. Isso dar-nos-á uma ideia daquilo que está para além do nosso medo, dando-nos a motivação para o atravessarmos. 

O nosso Poder Superior dá-nos uma visão nova para as nossas vidas, livres dos nossos defeitos. Essa visão é a essência dos nossos melhores e mais brilhantes sonhos para nós mesmos. Não precisamos de recear essa visão. 

Só por hoje: Vou imaginar o que seria a minha vida sem os meus defeitos de carácter. Vou rogar pela boa-vontade para deixar que Deus me remova as imperfeições.

Crédito: http://www.na-pt.org/sph.php

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos




11 de abril de 2013
Uma mente fechada

"Uma ideia nova não pode ser enxertada numa mente fechada... A mente aberta nos conduz ao próprio discernimento, o qual nos escapou a vida todo"
Texto Básico, pág. 104

 Chegamos a NA no ponto mais baixo de nossas vidas. Tínhamos quase esgotado nossas ideias. O que mais precisávamos quando chegamos aqui eram novas ideias, novas maneiras de viver, compartilhadas pela experiência de pessoas que viram estas ideias funcionarem. Porém, nossas mentes fechadas nos impediam de assimilar aquelas ideias de que precisávamos para viver.

A negação nos impede de avaliar quanto precisamos realmente de novas odeias e uma nova direção. Admitindo nossa impotência e reconhecendo que nossas vidas se tornarem verdadeiramente ingovernáveis, nos permitimos ver quanto precisamos daquilo que NA tem para oferecer.

A auto-suficiência e a teimosia podem nos impedir de admitir até mesmo a possibilidade da existência de um Poder Superior a nós mesmos. Contudo, quando admitimos o estado lamentável ao qual a teimosia nos fez chegar, abrimos nossos olhos e nossas mentes para novas possibilidades. Quando outros nos falam de um Poder que trouxe a sanidade a suas vidas, começamos a acreditar que tal Poder poderá fazer o mesmo por nós.

Uma arvore podada morrerá, a menos que novos galhos possam ser enxertados a sue tronco. Da mesma forma, a adicção nos podou de qualquer rumo que pudéssemos ter. Para crescer ou até mesmo sobreviver, temos que abrir nossas mentes e permitir que novas ideias sejam enxertadas em nossas vidas.

Só por Hoje: Eu pedirei ao meu Poder Superior que abra minha mente às novas ideias de recuperação.

Crédito : Comitê de Serviço de Área  - São Paulo

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Virando Contras As Drogas

Vídeo retratando como um rapaz venceu as drogas. Pra quem gosta é bom ver e ouvir com senso crítico, pois cada caso é um caso. Desejo sucesso ao rapaz do vídeo!

Ferreira Gullar fala sobre Drogas - Sem Censura (08/08/2011)


O Sem Censura aborda o polêmico assunto das drogas. O poeta e escritor Ferreira Gullar, por exemplo, conversa com Leda Nagle e apresenta a sua visão sobre as drogas e as internações de menores dependentes.

O psiquiatra Jorge Jaber comenta o uso de drogas em geral, com foco nos menores de rua. Já a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Margarida Pressburger, fala sobre o recolhimento e abrigo destes menores.
O surfista Jaques Chulam conta a sua história de vida e apresenta o livro Surfista, ex-drogado, ex-traficante. Jaques viu de perto o mundo das drogas, conviveu com crimonosos, fugiu da polícia e escapou do FBI, principal agência de investigação dos Estados Unidos. Na obra, ele relata essa história e passa uma mensagem de esperança a todos que sofrem desse problema.
Na música, o cantor e compositor Rodrigo Santos fala sobre o seu novo DVD, Rodrigo Santos ao vivo em Ipanema. A obra conta com participações de Frejat, Leoni, Isabella Taviani, Ney Matogrosso, Léo Jaime e outros.

Assista o vídeo. Clique aqui

Meditação do Dia - Narcóticos Anônimos


QUARTA-FEIRA, 10 DE ABRIL DE 2013

Demasiado ocupados
"Precisamos de praticar aquilo que aprendemos ou arriscamo-nos a perder tudo, não importa há quanto tempo estejamos limpos." 
Texto Básico, p. 96

Quando já temos algum tempo limpo, alguns de nós têm a tendência de esquecer qual é a nossa prioridade mais importante. Uma vez por semana, ou menos, dizemos: "Tenho de ir esta noite a uma reunião. Há mais de..." Estamos tão ocupados com outras coisas, decerto importantes, mas não mais do que a nossa contínua participação em Narcóticos Anônimos. Acontece aos poucos. Arranjamos trabalhos. Reuni-mo-nos às nossas famílias. Temos de tomar conta dos filhos, o cão está doente, ou temos aulas à noite. A casa precisa de ser limpa. Temos de regar as plantas. Temos de trabalhar até tarde. Estamos cansados. Dá hoje um filme ótimo. E, de repente, vemos que já vai algum tempo que não falamos com o nosso padrinho ou madrinha, que não vamos a uma reunião, que não falamos com um recém-chegado, ou mesmo que não falamos com Deus. O que é que fazemos nestas alturas? Bom, ou renovamos o nosso compromisso com a nossa recuperação, ou continuamos demasiado ocupados para recuperar até que aconteça algo e as nossas vidas se tornem ingovernáveis. Mas que escolha! O melhor que teremos a fazer é pôr mais energias na manutenção dos alicerces da recuperação sobre os quais se constroem as nossas vidas. Esses alicerces tornam tudo o resto possível, e decerto que irão ruir se nos deixarmos ocupar por tudo o resto.

Só por hoje: Não posso dar-me ao luxo de estar demasiado ocupado para recuperar. Hoje vou fazer algo que mantenha a minha recuperação.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Visita a blogs e outros assuntos


Só por hoje resolvi me dedicar a visitar alguns blogs que não faziam parte do rol dos que visito com certa habitualidade, geralmente são blogs de codependentes que se cuidam. Ainda não achei nenhum daquelas, ou daqueles, que não se cuidam. É MADRUGADA E DEVERIA ESTAR DORMINDO!
Visitei Dependência química nunca mais que compartilha com seus leitores suas experiências como adicto e do pesadelo que viveu. GOSTEI MUITO DO CONTEÚDO!

Fui espiar o blogue da Kel: Dependência e Codependência que conheceu de perto a dependência química de um ente querido, acabou descobrindo que era codependente e enxergou "que existe uma porta, que quando aberta se avista no final de uma longa estrada cheia de flores e espinhos, um por de sol lindo". Ela posta coisas proveitosas e, também gostei muito. Parabéns, KEL. Te sigo, mas você não sabe!

Fui examinar o TE LIGA NO MOVIMENTO. "O objetivo deste blog não é dizer ou mostrar o que é certo ou errado, mas sim expor minhas idéias, o que está funcionando para mim ficar em pé. E se possível ajudar algumas pessoas". Tem um artigo que gostaria de reproduzir, mas deixo o link do mesmo aqui, para quem tiver interesse e disponibilidade de tempo. Intitula-se PREENCHER O VAZIO. Parabéns, Angelo!Vale  à pena conferir!

Fui ao DIAS DE LUTA, DIAS DE GLÓRIA, de JÉ, em cujo perfil ela diz o seguinte: "Uma garota que quer ajudar seu amor dependente químico, tenho 23 anos estudante de Direito, aqui no blog espero ajudar e ser ajudada com os ensinamentos que a vida nos proporciona, nem sempre coisas boas, mas tudo vale como experiência para nossas vidas".  Bacana, né? Sucesso Jê!

Chegou a hora de visitar 14 ANOS LUTANDO POR UM DEPENDENTE QUÍMICO de Luciana Laura,  conta 35 ANOS E A 14 luta  POR UMA PESSOA QUE INFELIZMENTE DECIDIU ESCOLHER O CAMINHO ERRADO,SÓ Há ALGUNS MESES DESCOBRIU QUE TAMBÉM ADOECEU, E  DESCOBRIU QUE ERA UMA CODEPENDENTE... CONTAR A HISTORIA DELA, AO LADO DE UM HOMEM QUE É DEPENDENTE QUÍMICO. Não jogou a toalha como as "sofredoras" de, apenas,  3 meses. Bonito, Luciana, vá em frente e seja mais uma vencedora e não uma mártir da desistência precoce.

Agora vou divertir-me, ouvindo música e olhando o facebook, onde me fizeram uma desfeita codependentianamente insana. Cést la vie e la vie en rose! Desejo a todos muitas felicidades; O blogue de Cicie continua falando em mudanças e ela não se tocou que me inspirou a falar de minha mudança, para pior, infelizmente. Minha vida é um barato que me custa tão caro. Por mim, só meu pai, minha mãe e uma irmã, o resto é chumbo grosso. Inventam tantas mentiras e eu, que já não preciso mentir e ainda cometo certos tipos de mentira, para ser honesto comigo mesmo. Agora não posso ir ao apartamento que meu pai me deu, com escritura e tudo, mas nem na chave posso tocar e nem ver o apartamento, que sei ser ótimo. Esses meus codependentes me tiram o tesão e, muitas vezes me derrubaram. Sabe, vivo, em minha relação com eles, em um mundo surreal. Eles deram essa mancada e não se tocam, não se mancam e acham que na loucura deles, estão tão certos como dois e dois são cinco. Tudo vai mal e eu não ponho termo em minha vida porque quero viver, tenho medo da morte... Intentam, despudoradamente e vergonhosamente, me chantagear e não sou do tipo de ser chantageado. Posso me foder, mas não cedo.Posso perder cabras e cabritos, mas não abro mão das minhas convicções. Eles falam em internação, eu falo em hospitalização. Minha proposta é a mais adequada, porque em "centros" e clínicas" por onde fiquei enjaulado, saúde não existe. As internações que me impuseram foram muito doidas, na última, dentre tantas loucuras,  quase morri em um incêndio criminoso, devido ao desaparelhamento do lugar e em face ao estado prisional em que vivia, com aquelas grades, como um pássaro preso em uma gaiola. Me fizeram tanto mal... Tive tudo para fugir daquele último inferno, em que estive, e  seria uma fuga de mestre, bonita, desmoralizante, mas um companheiro resolveu fazer o que pedi a ele, de outra maneira. Era para sairmos pela porta da frente e ia ser tão bonito fugir daquele cárcere, dentre outros em que me meteram, pela porta de entrada.  Por isso passei três dias numa solitária, toda mofada e exalando cheiro de urina e incomunicável. Queria tanto internar cada um dos malucos que me tiraram a minha liberdade, mediante sequestro e me submetendo ao regime de cárcere privado. Mas não tô nem ai com o blá de apartamento. Só fizeram destruir, em mim, o prazer de usufruí-lo. Esses codependentes me matam de vergonha, Agora imaginem o que seria de mim, caso a escritura tivesse em nome dos que assim intentaram fazer a cabeça do meu pai, que não é nada bobo, e nãa conseguiram; Sabe, sou duro na queda e osso duro de roer e que Deus me guarde e ilumine, contra todo o mal. 

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos

9 de abril de 2013
Deixando-se levar

"Aprendemos a experimentar sentimentos e compreendemos que não nos podem prejudicar, se não agirmos em função deles."
IP Nº 16, “Para o recém-chegado”

Muitos de nós chegamos a Narcóticos Anônimos com algo menos do que um esmagador desejo de para de usar. Claro, as drogas estavam causando problemas e queríamos nos ver livres dos problemas, mas também queríamos ficar alterados. Finalmente, entretanto, vimos que não poderíamos ter uma coisa sem a outra. Embora quiséssemos realmente ficar com o humor alterado, não usávamos; não estávamos dispostos a pagar este preço nunca mais. Quanto mais tempo ficávamos limpos e trabalhávamos o programa, mais liberdade experimentávamos. Mais cedo ou mais tarde, a compulsão de usar foi retirada de nós completamente, e ficamos limpos porque queríamos viver limpos.

Os mesmos princípios aplicam-se para outros impulsos negativos que possam nos contaminar. Podemos sentir vontade de fazer alguma coisa destrutiva, somente porque queremos fazer. Já fizemos isto antes, e algumas vezes pensamos que nos saímos bem, mas nem sempre isso aconteceu. Se não tivermos dispostos a pagar o preço por agir em função destes sentimentos, não temos porque fazê-lo.

Isso pode ser difícil, talvez tão difícil quanto for ficar limpo no começo. Mas outros sentiram do mesmo jeito e encontraram a liberdade de não agir em função de seus impulsos negativos. Partilhando sobre isso e procurando a ajuda de outras pessoas em recuperação e um Poder maior do que nós podemos nos abster de qualquer compulsão destrutiva.

Só por Hoje: Posso viver meus sentimentos. Com a ajuda de meu padrinho/madrinha, meus amigos de NA e meu Poder Superior, eu estou livre para não me deixar levar por meus sentimentos negativos.

Crédito: Comitê de Serviço de Área - São Paulo 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Gota d´água!


Mais uma vez volto a falar de mim. Desta vez para reafirmar minha condição como ser humano e o meu direito de ser enxergado pela sociedade como um cidadão, portador de direitos e deveres. Mas isto não é o suficiente. Preciso ser compreendido como um adicto, portador de uma doença, progressiva, incurável e fatal, mas que pode ser controlada. Sem o apoio de familiares, fica um encargo pesado, marcado pela indiferença, que só se manifesta de outra maneira quando quer tirar algum proveito. Sou um cara produtivo e só Deus pode dar testemunho disso, além do que faço, pesquiso e publico.

Em minha produção procuro passar mensagens de otimismo, de força, fé e esperança. Acredito em todos os que estão em recuperação e nos que um dia encontrarão a ajuda inteligente e necessária, para sair das garras da adição ativa.

Esforço-me e não vejo, nos mais próximos, nenhuma palavra de estimulo que me ajude. Vivo imerso em minha solidão e abandono da família que constitui. Ouço muitos julgamentos. Muitas armações, ameaças e usurpações.  Escuto, pelo viva-voz, conversas extremamente depressivas. Você, leitor, se por acaso existir algum, poderá tentar se colocar em meu lugar e verificar o quanto é depressivo ouvir palavras que só lhe rebaixam, humilham... 

Durante muitos anos da minha vida permiti que a mesma fosse devassada, a tal ponto, que invadem minha privacidade sem a menor parcimônia. Vasculham minhas coisas, minhas roupas, saem comentando minha vida com o resto da família, por pura maldade, para me expor, desmoralizar e isso não é um comportamento sadio, nem ético. Tenho um filho que sai por ai falando alhos e bugalhos, não por me desejar o bem. Que pena  existir um Édipo não equacionado, dentro dele. Vive me ameaçando de morte. Incentivado pela mãe que me profere ameaças sinistras e, por sua vez, a mãe. não poupa recursos para me atingir, de público e tentar me esculhambar.

Uma simples fotografia, com um conteúdo misto de humor, com ironia, pode desencadear uma crise, um surto. Estas atitudes de co-dependentes não me auxiliam em nada, podem me derrubar...

É madrugada, estou cansado, fica meu desabafo. Sou, em essência, um cara bom, virtuoso e que causo o maior de todos os males contra minha própria personalidade. O caminho da ajuda não é este e ninguém vai poder ajudar a modificar outras pessoas se elas não se permitirem.


Reflexões Diárias de A.A.

8 ABRIL DE 2013

 UMA VISTA POR DENTRO

Queremos descobrir exatamente como, quando e onde nossos desejos naturais nos deformaram. Queremos olhar de frente a infelicidade que isto causou aos outros e a nós mesmos. Descobrindo quais são as nossas deformidades emocionais, poderemos nos encaminhar em direção à sua correção.
 OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 37


Hoje não sou mais um escravo do álcool, porém, de muitas maneiras a escravidão ainda ameaça meu ego, meus desejos e até mesmo meus sonhos. Ainda que sem sonhos eu não possa existir; sem sonhos não há nada que me impulsione para a frente.

Devo olhar para dentro de mim mesmo, para libertar-me.

Devo pedir a força de Deus para encarar a pessoa que mais temo, meu eu verdadeiro, a pessoa que Deus criou para ser eu mesmo. A não ser que possa ou até que faça isto, estarei sempre fugindo e nunca serei realmente livre. Peço a Deus, diariamente, que me mostre a liberdade!



______

Meditação do dia:

“Reviramos então uma única moeda – apenas uma – na qual se lê: 'Eu sou o próprio Demônio' ”

(O Melhor de Bill, p. 39)

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos



8 de abril de 2013

Felicidade

"Passamos a conhecer felicidade, alegria e liberdade."
Texto Básico, pág. 100

Se alguém parasse você hoje na rua e perguntasse se você está feliz, o que você diria? “Bom, huumm..., deixe-me ver..., tenho um lugar para morar, comida na geladeira, um emprego, meu carro está funcionando... Bom, sim, acha que estou feliz”, seria sua resposta. Estes são exemplos aparentes das coisas que muitos de nós associam tradicionalmente à felicidade. Contudo, frequentemente, esquecemos que felicidade é uma escolha; ninguém pode nos fazer felizes.

Felicidade é o que encontramos em nosso envolvimento com Narcóticos Anônimos. A felicidade que recebemos de uma vida centrada em servir ao adicto que ainda sofre é realmente grandiosa. Quando colocamos o serviço a outros acima de nossos próprios desejos, descobrimos que tiramos o foco de nós mesmos. Como resultado, vivemos uma vida plena e harmoniosa. Estando a serviço de outros, descobrimos que nossas necessidades estão sendo mais que preenchidas.

Felicidade, o que é isso, realmente? Podemos pensar na felicidade como contentamento e satisfação. Estes estados de espírito parecem chegar a nós quando menos lutamos para obtê-los. Quando vivemos só por hoje, levando a mensagem ao adicto que ainda sofre, encontramos contentamento, felicidade e uma vida profundamente significativa.

Só por Hoje: Eu vou ser feliz. Encontrarei minha felicidade servindo os outros.


Crédito: Comitê de Serviço de Área - SP


sábado, 6 de abril de 2013

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos


6 de abril de 2013
Honestidade progressiva

"A nível prático, as mudanças ocorrem porque o que é apropriado para uma fase da recuperação pode não ser em outra."
Texto Básico, pág. 114


Quando chegamos a Narcóticos Anônimos pela primeira vez, muito de nós não tinha ocupação legítima. em todos decidem de repente que se tornarão modelos de cidadãos, honestos e produtivos, no momento que chegamos em Narcóticos Anônimos. Mas logo percebemos, em recuperação, que não nos sentimos tão confortáveis fazendo muitas das coisas que fizemos, sem pensar duas vezes, quando estávamos usando.

Ao progredir em nossa recuperação, começamos a ser honestos em questões que provavelmente não tinham nos preocupado quando usávamos. Começamos a devolver um troco que o caixa possa ter dado a mais por engano, ou a admitir quando batemos em um carro estacionado. Percebemos que, se podemos começar a ser honestos nestas pequenas coisas, testes maiores de nossa honestidade tornam-se muito fáceis de superar.

Muitos de nós chegaram aqui com pouca capacidade de ser honesto. Mas percebemos que, ao trabalharmos os Doze Passos, nossas vidas começaram a mudar. Não nos sentimos mais confortáveis quando nos beneficiamos às custas dos outros. E podemos nos sentir bem com nossa recém-descoberta honestidade.

Só por Hoje: Eu examinarei o grau de honestidade em minha vida e verei se eu estou confortável com isso.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

De pedaço em pedaço, um pedacinho de mim


Quando digo que mudei para pior, não significa que não tenho valor, mas valores que podem ser sentidos e notados, por tanta diferente gente, de modo igual, parecido, ou diferente. Valores são relativos quando queremos ajuizar alguma coisa, atos, condutas, comportamentos. Quando digo que me desconheço, que sinto um estranho, em muitas coisas, não significa dizer que sou bom, ou ruim. A bondade vem do seu olhar generoso, este olhar generoso que perdi ao me ver, ao me sentir no mundo da adicção, pois percebo que ao negar a mim mesmo é o mesmo que perder a identidade, como quem perde o rumo, o prumo, a direção e o sentido da vida. 

Não me permito divagar ou filosofar sobre a minha negação de valores e não busco nenhuma desculpa para tanto, em minha adicção. 

Compreendo minhas insanidades como tal e isso já me serve como uma referência em busca do meu reencontro, com aquele cara que, em algum momento e lugar do passado, se desencontrou de si mesmo.

Meu juízo, fundamentado em valores adquiridos, em meu meio social, funciona severamente como algo auto-punitivo, vez que sou severo comigo mesmo. 

Tal juízo - que se perde, em boa parte, na adicção ativa - me conduz e impulsiona a processar a busca pelo meu  reencontro. Não sou uma nau à deriva. 

No estado de insanidade posso cometer loucuras, sabendo que são loucuras que não valem à pena cometer-se e, ainda assim cometo. Então percebo que há em mim, um desajuste, mas tenho noção do que estou fazendo. Não sei se é um desgosto, um desapreço, uma desvalorização que me acomete e me conduz a praticar o que - para mim - é indesejável. Mas se sei o que desejo e faço o contrário, h[a algo de muito errado em minha cabecinha e, também, ai está, nesta contradição,  a marca autodestrutiva, o sinal nítido de que estou me desfazendo, me desconstruíndo, me decompondo e reduzindo-me... 

Tenho percepção analítica de tudo isso, como quem faz uma analise química, laboratorial, talvez psicanalitica, onde examino e sou o examinado, de pedaço em pedaço. Posso me perguntar mil coisas e as respostas não me são boas, me levam a um estado de insatisfação comigo mesmo, sinto repulsa e repulsivo e vou vivendo com estas minhas loucas contradições, conscientemente observadas, mas não equacionadas. Adianto que, neste processo auto-punitivo, não busco morrer, como pode parecer aos olhos de muita gente, é bom salientar esta ressalva, vez que considero esta descoberta como significativa, pois tenho medo da morte. É, neste ponto e aspecto que nasce em mim a certeza, a noção, de que sou portador de uma doença progressiva, incurável e fatal, mas que pode ser controlada. 

A pergunta que me faço é em que momento da vida o imponderável, o inusitado, me aconteceu.  Brotam dezenas e centenas de passagens amargas, que jamais deveriam ganhar corpo e terreno de modo a sobrepor-se aos momentos bons e felizes que tive e ainda posso ter, vez que faço fé em mim. Então me reconheço como um doente, mas não no plano genético. Creio que estou abreviando minha vida, mesmo sem querer, porque ninguém quer a morte, mesmo sabendo que a mesma é uma certeza que não me convém. Bem, vou deixando esta minha catarse, esquisita, sob o manto da partilha, enquanto vou solicitando e pedindo mil desculpas e o perdão de todos e faço isto ciente de que sou portador de uma doença que não pedi, no plano consciente, para ter. 

Pra finalizar, devo realçar que me exponho em busca de ajuda, não quero ser meu próprio algoz, nem desejo permanecer na condição simplista, já conhecida, quero hipóteses que me conduzam a novas certezas e descobertas. Acho louco este mundo em que mergulhei de cabeça, verticalizando meu pensamento, saindo do obvio. Busco em mim a relação entre causa e efeito, o meu entendimento que pode vir de você, leitor analítico, e que não me seja - e sirva - como um algoz. De sobra quero ser feliz, viver em paz, andar de cabeça erguida, com natural tranquilidade. 
Só por hoje vou descansar e parar de querer me auto-analisar. O texto não foi revisado e está sujeito a tal procedimento. Fui !

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos

5 de abril de 2013
Identificação

"Finalmente, alguém entende as ideias loucas que eu tinha e todas as loucuras que tinha feito."
Basic Text, pág. 175*

Adictos frequentemente se sentem eternamente originais. Temos a certeza de que ninguém usou drogas como usamos ou teve que fazer as coisas que fizemos para consegui-las. Sentindo realmente que ninguém nos entende, podemos nos manter afastados da recuperação por muitos anos.

Mas, uma vez nas salas de Narcóticos Anônimos, começamos a perder aquele sentimento de ser “o pior” ou “o mais louco”. Ouvimos os companheiros partilharem suas experiências. Descobrimos que outros andaram o mesmo caminho tortuoso que andamos e ainda foram capazes de achar a recuperação. Começamos a acreditar que a recuperação é possível para nós também.

Ao progredir em nossa própria recuperação, algumas vezes nosso pensamento ainda é insano. Entretanto, percebemos que, quando partilhamos o momento difícil por que possamos estar passando, outros se identificam e partilham como têm lidado com tais particularidades. Não importa quão tumultuado nosso pensamento parece ser, encontramos esperança quando outros se identificam conosco, passando adiante as soluções que encontraram. Começamos a acreditar que podemos sobreviver ao que quer que seja que estivermos passando e, assim mesmo, continuar em nossa recuperação.

A dádiva de Narcóticos Anônimos é aprender que não estamos sozinhos. Podemos ficar limpos e permanecer limpos partilhando nossa experiência, nossa força e até mesmo nosso pensamento insano com outros companheiros. Quando o fazemos, abrimos nossas vidas às soluções que outros têm encontrado para os desafios que encaramos.

Só por Hoje: Eu estou agradecido por poder me identificar com outros. Hoje, ao partilharem suas experiências, eu ouvirei e partilharei as minhas com eles.

*N.T. Esta página refere-se ao Livro 2 do Texto Básico em inglês.

CRÉDITO: CSA - SÃO PAULO   

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Revendo a vida


Sempre que busco rever quem fui e quem sou agora, me ocorre uma imensa saudade de mim. Vem à mente aquela canção dos Titãs, que traduz muito dos meus sentimentos a respeito de mim mesmo. Intitula-se "Não Vou me Adaptar". Bate uma onda de nostalgia, cresce o grau de arrependimento e eu já não consigo me enxergar, hoje, como a negação de tudo o que eu preguei e fui, ou busquei ser. Não encontro uma explicação que me satisfaça. Pergunto-me sobre o que é que eu fui fazer com o que fizeram comigo, no meu existencialismo, e o que me vem na cabeça são coisas terríveis, um monte de merdas, de insanidades, mescladas com asneiras, burrices dilacerantes. Bate-me outros tipos de sentimentos que, comparados com os que me acontecem, quando faço uso de qualquer substância que altere meu humor, são muito desconfortáveis, porquanto dolorosos. 
Não busco a piedade de ninguém, nem um mar de lágrimas, meu e/ou seu. Não é por aí! existe em mim um ser humano, dotado de razoável sensibilidade que, em determinados momentos, adquire contornos melancólicos. Quem pensa com humanidade deve entender esta minha dose elevada de sensibilidade.

Cometi, cometo e sei que continuarei a cometer erros, que podem parecer imperdoáveis. Tenho vontade de me aproximar de tanta diferente gente e conversar sobre a minha pessoa e, no entanto, invade-me a sensação de distanciamento, em que me encontro, de todas essas pessoas que gostaria de me reaproximar. 

Vejo fotos, recordações de álbuns de retratos, momentos congelados para nos olharmos com outros novos olhares. Penso na minha infância, que teve seus bons e maus momentos, mas todos eles traduziam, para mim, ensinamentos e me acrescentavam conhecimento. Assim fui, igualmente um adolescente que seguia o rumo do sucesso e, não mais que de repente, muito pelo envolvimento com pessoas que tinham uma maneira diferente de viver e pensar. Algumas doses de curiosidade. 

Não posso dizer que aquela gente que pregava a paz e o amor, não me aproximou de um tipo de droga, cujo uso era muito comum, na época final da minha adolescência; mas tal droga, a "maconha" (palavra que me soa mal), adquiriu um certo glamour, de um lado e uma imensa rejeição, do outro, comumente apelidado como "careta" e/ou "quadrado". Era o nascimento de uma contracultura que foi sendo dizimada pela triste mentalidade, das cabecinhas ditas "humanas", que transformaram esta droga em um BICHO DE 7 CABEÇAS. 

Então, ao entrar no uso da marijuana, minha vida no seio familiar se transformou bastante. Não era mais como antes. "Nada do que foi será do jeito que já foi um dia". Foi um estrago geral, em uma relação marcada por dogmas, tabus, desinformação, falsos conceitos e falsos valores. Hoje não uso mais esta droga, porque me deu muita dor de cabeça e minha relação com ela se acabou quando me ocorreu um trauma. Dai, recomecei a reescrever minha vida. Segui caminhando pelas veredas das virtudes. E assim se passaram trinta anos!

Veio o casamento, com seus altos e baixos... 

Inexiste um casal que não tenha seus problemas particulares, que podem ser parecidos e até quase iguais, em alguns adquirem contornos dolorosos irreversíveis, noutros leva ao nirvana. No começo a felicidade bate à porta e, se as mentes dos parceiros começarem a desafinar, os acordes ficam dissonantes, a harmonia vai se diluindo e o elo que unia foi aos poucos se perdendo. Há que haver muita compreensão, renúncias mútuas, uma inteligência que seja usada de maneira construtiva, portanto benéfica a uma convivência salutar. Sem escândalos já é ótimo, sem altercações públicas, muito legal... Não posso dizer que não fui feliz, mas com o correr dos anos se não nos reciclarmos, em todos os aspectos da vida, e aplicando nossa inteligência e conhecimento para a edificação de um estado de convivência, tal que se não for totalmente feliz, adquire contornos tais, que nos faz ver a felicidade como se fosse uma imperatriz que reina suavemente como a brisa do mar.

Poxa, acho que estou escrevendo demais. O que eu queria dizer, disse em parte. Queria mesmo falar de muitas coisas que vejo e sinto, revejo e ressinto, insano insisto, permaneço. Fiz um arrodeio grande apenas para reconhecer meus erros, minhas quedas, minhas lutas, meus fracassos, sucessos e insucessos... 

Devo dizer que não mais me reconheço e que aceito e admito uma mudança radical em mim, que é algo anormal. Seria, noutras palavras, como se eu estivesse dando "respostas" às sensações, reais, ou fictícias, de agressões verbalizadas, sofridas e sentidas. Como não posso valer-me de respostas, igualmente agressivas, que em algum plano do nosso mundo mental transformou-se em outra agressividade, nesta situação, direcionada para e contra minha própria pessoa. Algo insano, burro, incompetente, quase intraduzível, que me levou ao mundo da adicção, que é uma doença que conduz um ser humano a penar pelos caminhos da vida, em clara contradição com o sentido que a palavra "vida" encerra. Passei a ser assim, autodestrutivo. 

Só sei que mudei para pior e as pessoas que me rodeiam, não podem gostar de um sujeito que era um, depois virou outro. 

Assim como não me entendem, não entendo os que me desentendem e o conviver se transforma em uma torre de Babel . É algo que muita gente só observa no adicto, mas que existe em seu derredor, afetando as relações amistosas e abalando a estruturas de convivência física, espiritual e mental, entre todos, em uma doença louca, em que um contamina o outro, de outra maneira. As relações podem virar pelo avesso e assim sucessivamente, caso as pessoas não aceitem que no universo do adicto há sempre um outro universo parecido, que chamam de co-dependência. Como em nossas relações sociais, no que concerne às drogas e dependência química, ainda impera o ignorar que ignora, comumente denominado. por nós, como sendo a  ignorância que nos define. 

Enfim, mudei, mudamos, mas pouca gente aceita conjugar o verbo mudar em todos os modos, tempos e pessoas. 

Parece haver uma luz no final do túnel em que vivemos e convivemos, falta apenas aquele "quê" de lucidez!

Só posso falar por mim, tentando deixar  aqui, um registro do que penso e sinto e, para finalizar, parece que mora dentro de mim, uma dor que, parece imensa e, no entanto, o que não existe e me parece fundamental existir, sempre, é o raciocínio funcionando, o discernimento combinando e a inteligência resolvendo. 

Observação:
Este texto foi escrito e publicado sem a devida revisão. Publico mesmo assim, esperando resultados diferentes.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Não há solidão maior que a do crack!


Texto de  Ranieri Costa:

Solidão, nunca soube a fundo o real significado dessa palavra. Na verdade talvez me enganei por muito tempo com aquilo que pensava ser solidão. Hoje, trabalhando com moradores de rua e usuários de crack, descobri que nada proporciona maior solidão que o crack. É apenas você e a pedra, que rapidamente se acaba. 

Seja ela acesa em um cachimbo ou em uma lata. O fato é que ao final da "dura" (um dos nomes dado ao crack pelos usuários), você está sozinho, aliás, mesmo quando a "dura" ainda está queimando o usuário já está solitário e permanece quando ela já não tem mais nada à queimar. 

Não há solidão maior que a do crack! Adolescentes, jovens e adultos tem sofrido na pele o fato de estarem solitários por conta dessa doença - dependência química. O que torna essa solidão tão avassaladora, não é exclusivamente a droga, mas o fato de que a sociedade não quer gastar tempo tentando resgatar o que está se perdendo e acaba excluindo essas pessoas. Classificamos dependentes químicos como criminosos e quando fazemos isso, nós é que cometemos um ato criminoso. Quando vemos alguma pessoa nessa situação - dependência química, passamos para o outro lado da rua, olhamos com olhares de julgamento, acusação e muitas vezes de desprezo, enfim as maneiras que utilizamos pra isolar essas pessoas são inúmeras. Somos verdadeiros criminosos por isso! Nos conformamos com a teoria de que o governo não faz nada, as pessoas também não, e por isso nós também não precisamos nos envolver. Deveríamos ser presos por isso. Somos nós que aumentamos de maneira espantosa a solidão que o crack por si só já proporciona. 

Não há solidão maior que a do crack! E se tem algo que pode reverter esse quadro, é um despertamento para pararmos de agir da maneira que temos feito. Afinal, não há vida onde o desprezo habita, a paz não se faz presente em uma sociedade preconceituosa, as guerras não cessam quando existem pessoas que cultivam o ódio, o amor não é visto no coração de pessoas egoístas e a luz não brilha no comodismo.

Crédito:  SOPÃO - FACEBOOK 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Como oferecer ajuda


Assista o vídeo e conheça um pouco mais sobre como ajudar um dependente químico. Escute o que diz o especialista, Dr. Nery. Fica a sugestão!

Solidão e dependência química

Para Reflexão

Dizem que a cabeça vazia é oficina do demônio. Um dependente químico, para quem não sabe, precisa de apoio, de atenção, de muitos cuidados, de um especialista, precisa de quem saiba lidar com a situação, com humanidade ( veja vídeo COMO AJUDAR )...

É sempre bom lembrar que a pior companhia para um adicto é ele próprio, isto é, estar sozinho. A solidão para um dependente químico não é recomendável, caso ele tenha família e amigos. 

Amizade, no que concerne drogas, não existe; admitimos que podem existir exceções Um dependente químico precisa de ajuda, de apoio, de companhia, pois sozinho ninguém consegue. Recomendamos ao adicto solitário que frequente reuniões de grupos de auto-ajuda.

Só por hoje eu vou pedir aos amigos e familiares de adictos que façam um pequeno esforço para retira-los da solidão.

Dependência química merece ser vista com o olhar humanizado. É tema delicado. O adicto não merece ser tratado com o abandono, a indiferença, o ódio, ameaças. A mentalidade deve mudar e para mudar é preciso ter mente aberta, boa vontade e honestidade de propósitos, no mínimo. 

Crédito da foto: malucosdacric

Prevenção a Recaída


Abaixo transcrevemos trecho de um excelente artigo sobre prevenção e recaída do Blog MAIS 24 HRS:


AS FASES E SINAIS DE AVISO DA RECAÍDA 

(Sintomas da disfunção externa) O processo de recaída leva a pessoa em recuperação a sentir dor e desconforto sem o químico. Esta dor e desconforto ficam tão fortes que a pessoa em recuperação fica incapaz de viver normalmente quando não bebe ou usa e sente que beber não pode ser pior que a dor de continuar sóbrio. 

Trinta e sete sinais de recaída foram identificados em 1973 por Terence Gorski pela conclusão de entrevistas clinicas com 118 pacientes em recuperação. A pessoa em recuperação tem quatro coisas em comum :- 
a pessoa completa um programa de reabilitação de alcoolismo de 21 a 28 dias;
reconheceu que é uma pessoa em recuperação e não pode usar álcool/drogas com segurança;
foi dispensada com a intenção consciente de ficar sóbrio permanentemente, se utilizados de Alcoólicos Anônimos/Narcóticos Anônimos e o aconselhamento profissional no ambulatório;
finalmente volta a beber, apesar de seu compromisso inicial de permanecer sóbrios. Os sintomas mais comuns relatados nesta Pesquisa clínica foram compilados num quadro de Recaída retratando os sinais de aviso da recaída. Esses sinais foram divididos em 11 fases e a redação mudou um pouco para ser entendia com mais facilidade. 

FASE UM - SINAIS DE AVISO DE RECAÍDA INTERNOS. 

Nesta fase a pessoa em recuperação se sente incapaz de funcionar normalmente dentro de si mesmo. Os sintomas mais comuns são: 

1.1 — Dificuldade De Pensar Com Clareza.  

A pessoa em recuperação muitas vezes tem dificuldade em pensar com clareza ou resolver problemas, geralmente simples. Às vezes sua mente age com pensamentos rígidos e repetitivos. Outras vezes sua mente parece se fechar ou dar brancos. Tem dificuldades de se concentrar ou pensar logicamente por mais que alguns minutos. Por isso nem sempre está seguro de como uma coisa se relaciona ou afeta outras coisas. Também tem dificuldade em decidir o que fazer a seguir para lidar com sua vida e recuperação. Às vezes é incapaz de pensar claramente e tende a tomar decisões, que não tomaria se o pensamento estivesse normal. 

1.2 — Dificuldades Em Lidar Com Sentimentos E Emoções.  

Na recuperação a pessoa que tem dificuldades em lidar com seus sentimentos e emoções. Às vezes super-regra emocionalmente (sentem demais). Às vezes fica emocionalmente insensível (sentem muito pouco) e não é capaz de saber o que está sentindo. Em outras vezes ainda, tem pensamentos estranhos e malucos, sem razão aparente (sentem coisas erradas) e começa a pensar que vai ficar louco. Este problema de lidar com os sentimentos e emoções leva-o a experimentar e confia em seus sentimentos e emoções, muitas vezes há ignora-los ou esquece-las. Às vezes a incapacidade de lidar com os sentimentos e emoções, leva-o a reagir de maneira que não agir, se seus sentimentos fosse admitidos apropriadamente. 

Leia artigo completo no blog MAIS 24 HRS

Meditações Diárias - Narcóticos Anônimos

1º de abril de 2013

Amor e adicção

"Alguns de nós começaram a ver os efeitos da adicção nas pessoas mais próximas. Dependíamos muito delas para nos arrastarem pela vida. Sentíamos raiva, frustração e dor quando elas encontravam outros interesses, amigos e pessoas queridas."
Texto Básico, p. 7

A adicção afetou todas as áreas de nossas vidas. Da mesma maneira que procurávamos a droga que iria fazer tudo ficar bem, também procurávamos as pessoas para nos aliviar. Fizemos exigências impossíveis, afastando aqueles que tinham qualquer coisa de valor para nos oferecer. Frequentemente, as únicas pessoas que restaram foram aquelas que eram carentes demais para serem capazes de negar nossas expectativas irreais. Não admira que fôssemos incapazes de começar e manter relacionamentos íntimos e saudáveis em nossa adicção.

Hoje, em recuperação, paramos de esperar que as drogas nos aliviem. Se ainda esperamos que pessoas nos aliviem, talvez seja hora de estender nosso programa de recuperação a nossos relacionamentos. Começamos por admitir que temos um problema – que não sabemos o básico sobre como ter relacionamentos íntimos e saudáveis. Procuramos companheiros que tiveram problemas similares e que acharam alívio. Falamos com eles e escutamos o que têm para partilhar sobre este aspecto de sua recuperação. Aplicamos o programa em todas as nossas questões, procurando o mesmo tipo de liberdade em nossos relacionamentos que encontramos em nossa recuperação.

Só por Hoje: Relacionamentos amorosos estão a meu alcance. Hoje, eu examinarei os efeitos da adicção em meus relacionamentos, de modo que eu possa começar a procurar a recuperação.

Alcoólicos Anônimos - Reflexões Diárias


01 de Abril de 2013

OLHANDO DENTRO

Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES



O Quarto Passo é um esforço vigoroso e cuidadoso para descobrir em cada um de nós quais eram e quais são nossos defeitos. Desejo descobrir exatamente como, quando e onde meus desejos naturais se deformaram. Desejo olhar honestamente a infelicidade que isto causou aos outros e a mim. Descobrindo quais são as minhas deformidades emocionais, posso corrigi-las. Sem um esforço persistente e boa vontade para fazer isto, haverá pouca sobriedade ou contentamento para mim.

Necessito ter um conhecimento claro e seguro de mim mesmo para resolver emoções confusas. Tal percepção não acontece da noite para o dia e nenhuma autoconsciência é permanente.

Todos têm capacidade para crescer e para se conhecer através de um encontro honesto com a realidade. Quando não evito os problemas, mas os enfrento diretamente, sempre tentando resolvê-los, eles se tornam poucos.
Página 100


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