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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Meditação do Dia, N.A. , Segunda, 03 de Outubro de 2011


Perder a vontade própria

"Os nossos egos, antes tão grandes e dominadores, deixam-se agora ficar num segundo plano, pois estamos em harmonia com um Deus amantíssimo. Descobrimos que vivemos vidas mais ricas, mais felizes e mais plenas, quando abandonamos a vontade própria." 
Texto Básico, p. 117


A adicção e a vontade própria andam de mãos dadas. O desgoverno que admitimos no Primeiro Passo resultou tanto da nossa vontade própria como do nosso abuso crónico de drogas. E hoje, viver de acordo com a nossa vontade própria pode tornar as nossas vidas tão desgovernadas como quando usávamos. Quando as nossas ideias, os nossos desejos, as nossas exigências, têm a primazia nas nossas vidas, vemo-nos em constante conflito com tudo e todos à nossa volta. A nossa vontade própria reflecte a nossa dependência do ego. A única coisa que nos libertará da nossa vontade própria, e do conflito que ela provoca nas nossas vidas, é quebrarmos a nossa dependência do ego, e dependermos antes da orientação e da força que nos é dada por um Deus amantíssimo. Somos ensinados a recorrer a princípios espirituais, e não aos nossos desejos egoístas, sempre que tomarmos decisões. Somos ensinados a procurar a orientação de um Poder Superior, que tem uma visão mais alargada das coisas do que nós. Ao fazermos isso, descobrimos que as nossas vidas se adaptam mais facilmente à realidade à nossa volta. Não mais nos excluímos do fluxo da vida; tornamo-nos parte dela e descobrimos a quantidade de coisas que a recuperação tem para dar.

Só por hoje: Procuro libertar-me do ego e dos conflitos causados pela vontade própria. Vou esforçar-me por melhorar o meu contacto consciente com o Deus da minha concepção, procurando a orientação e a força de que preciso para viver em harmonia com o meu mundo.


domingo, 18 de setembro de 2011

Meditação do Dia, Narcóticos Anônimos, Domingo, 18 de Setembro de 2011

Relações honestas

"As mudanças mais importantes e mais profundas nas nossas vidas centram-se no campo das relações pessoais." Texto Básico, p. 65


A recuperação proporciona a muitos de nós relacionamentos mais íntimos e mais próximos do que alguma vez tivemos. À medida que o tempo passa, vemo-nos atraídos em direcção àqueles que acabam por se tornar os nossos amigos, o nosso padrinho ou madrinha, e os nossos companheiros na vida. As gargalhadas, as lágrimas e as lutas que partilhamos trazem consigo o respeito e uma empatia duradoura. O que é que fazemos, então, quando descobrimos que não estamos de acordo com os nossos amigos em tudo? Podemos descobrir que não temos os mesmos gostos em música que o nosso maior amigo, ou que não concordamos com a nossa mulher com a forma como dispor a mobília, ou chegar mesmo a votar de forma diferente que o nosso padrinho ou madrinha numa reunião de serviço. Será que estes conflitos significam que a amizade, o casamento, ou o apadrinhamento, chegaram ao fim? Não! Este género de conflito não só é normal em qualquer relação duradoura, como é de facto uma indicação de que as pessoas em questão são indivíduos honestos e emocionalmente saudáveis. Em qualquer relação onde ambas as pessoas concordem absolutamente em tudo, o mais provável é que só uma delas é que estará a usar a cabeça. Se sacrificarmos a nossa honestidade e a nossa integridade a fim de evitar conflitos ou desentendimentos, estaremos a desperdiçar o melhor daquilo com que podemos contribuir para as nossas relações. Quando somos totalmente honestos, usufruímos plenamente toda a companhia de outro ser humano.

Só por hoje: Vou acolher as diferenças que fazem de cada um de nós um ser especial. Hoje vou esforçar-me por ser eu próprio.


domingo, 11 de setembro de 2011

NA, Meditação do Dia, DOMINGO, 11 DE SETEMBRO DE 2011

Dobrar com o vento 
"Aprendemos a tornar-nos flexíveis ... À medida que novas coisas são reveladas, sentimo-nos renovados." Texto Básico, p. 113

A palavra "flexibilidade" não fazia parte do nosso vocabulário quando usávamos. Tínhamo-nos tornado obcecados com o prazer cru das nossas drogas, fechando-nos aos prazeres mais doces, subtis, e infinitamente mais variados, do mundo à nossa volta. A nossa doença tinha tornado a própria vida numa ameaça constante de prisões, instituições, e morte, uma ameaça que nos fazia endurecer ainda mais. No fim tornamo-nos frágeis. Bastou o mais pequeno sopro do vento da vida para que acabássemos por ruir, quebrados, derrotados, sem escolha senão rendermo-nos. Mas a maravilhosa ironia da recuperação é que, na nossa rendição, encontrámos a flexibilidade que havíamos perdido na nossa adicção, e cuja falta nos havia derrotado. Recuperámos a capacidade para dobrar perante os ventos da vida sem quebrar. Quando o vento soprava, sentíamos a sua doce carícia de encontro à pele, onde antes teríamos endurecido como se estivéssemos a ser fustigados por uma tempestade. Os ventos da vida sopram na nossa direcção a cada momento, e com eles novas fragrâncias, novos prazeres, variados, subtilmente diferentes. Quando dobramos com o vento da vida, sentimos, ouvimos, tocamos, cheiramos e saboreamos tudo o que ela tem para nos dar. E à medida que novos ventos sopram, sentimo-nos renovados.

Só por hoje: Poder Superior, ajuda-me a dobrar com o vento da vida e ganhar valor com a sua passagem. Liberta-me da rigidez.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Narcóticos Anônimos, Meditação do Dia,09 DE SETEMBRO DE 2011

Pés de barro 

"Um dos maiores obstáculos à recuperação parece ser colocarmos expectativas irreais ... nos outros." Texto Básico, p. 92 

Muitos de nós chegam a Narcóticos Anónimos a sentir-se mal consigo próprios. Em comparação, os adictos em recuperação que encontramos nas reuniões podem parecer quase sobre-humanamente serenos. Estas pessoas sábias e carinhosas têm muitos meses, anos até, a viver de acordo com princípios espirituais, dando de si aos outros sem esperarem nada em troca. Confiamos nelas, permitindo que elas nos amem até nós sermos capazes de nos amarmos a nós próprios. Esperamos que elas nos tratem de tudo. Depois o brilho do início de recuperação começa a apagar-se, e começamos a ver o lado humano dos nossos amigos de NA e do nosso padrinho ou madrinha. Talvez um membro do nosso grupo-base falte a um encontro, ou vejamos dois companheiros com mais tempo a discutirem numa reunião de serviço, ou vejamos que o nosso padrinho ou madrinha tem alguns defeitos de carácter. Sentimo-nos esmagados, desiludidos - estes adictos em recuperação afinal não são perfeitos. Como é que poderemos voltar a confiar neles? Algures entre "os heróis da recuperação" e "os desgraçados de NA" repousa a verdade: os nossos companheiros adictos não são nem completamente maus, nem completamente bons. Afinal de contas, se eles fossem perfeitos, não precisariam deste programa. Os nossos amigos e o nosso padrinho ou madrinha são adictos normais em recuperação, tal como nós. Podemos identificar-nos com a sua experiência normal em recuperação e utilizá-la no nosso próprio programa.

Só por hoje: Os meus amigos e o meu padrinho ou madrinha são humanos, tal como eu - e exactamente por isso eu confio na sua experiência.

domingo, 28 de agosto de 2011

Meditação do Dia, NA, 28 de Agosto de 2011



Expostos à luz

"Estes defeitos crescem no escuro e morrem quando são expostos." 
Texto Básico, p. 37


O Quinto Passo pede-nos que partilhemos a nossa verdadeira natureza com Deus, conosco próprios, e com um outro ser humano. Não nos encoraja a contar a toda a gente cada pequeno segredo nosso. Não nos pede que contemos ao mundo inteiro cada pensamento vergonhoso ou aterrador que tenhamos tido. O Quinto Passo sugere apenas que os nossos segredos prejudicam-nos mais se os guardarmos, do que se os revelarmos a alguém. Se cedermos à nossa relutância em revelar a nossa verdadeira natureza a um só ser humano que seja, o lado secreto das nossas vidas tomar-se-á mais poderoso. E quando são os segredos a controlar-nos, eles criam uma separação entre nós próprios, 0 nosso Poder Superior, e as coisas que mais prezamos na nossa recuperação. Quando partilhamos em confiança o nosso lado secreto com pelo menos um ser humano - talvez o nosso padrinho ou madrinha, ou um amigo chegado - essa pessoa não irá decerto rejeitar-nos. Abrimo-nos com outra pessoa e somos recompensados com a sua aceitação. Quando isso acontece, compreendemos que uma partilha honesta não pode ameaçar as nossas vidas; os segredos perderam o seu poder sobre nós.

Só por hoje: Posso desarmar os segredos na minha vida ao partilhá-los com um outro ser humano.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Meditação do Dia, Narcóticos Anônimos, 24 de agosto de 2011

Procurar a vontade de Deus 

"Aprendemos a não rezar por coisas específicas." 
Texto Básico, p. 53 

Na nossa adicção activa, não costumávamos rezar pelo conhecimento da vontade de Deus para nós e pelas forças para realizá-la. Pelo contrário, a maior parte das nossas orações eram para que Deus nos tirasse dos problemas em que nos havíamos metido. Julgávamos que os milagres iam acontecer a nosso pedido. Esse tipo de pensamento e essa forma de rezar mudam quando começamos a praticar o 11º Passo. A única saída para os problemas que nós próprios criámos é rendermo-nos a um Poder superior a nós mesmos. Em recuperação aprendemos a aceitar. Através das nossas orações e meditações, procuramos o conhecimento da forma como deveremos lidar com as circunstâncias das nossas vidas. Paramos de lutar, largamos as nossas próprias ideias sobre como as coisas deverão passar-se, pedimos conhecimento, e escutamos as respostas. Estas não costumam vir como um raio de luz acompanhadas por um rufar de tambores. As respostas, quando surgem, são acompanhadas de uma sensação tranquila de segurança, de certeza de que as nossas vidas estão na boa direcção, de que um Poder superior a nós mesmos está a guiar-nos no nosso caminho. Temos uma escolha. Podemos passar o nosso tempo todo a lutar para que as coisas corram como queremos, ou podemos render-nos à vontade de Deus. A paz pode ser encontrada na aceitação dos altos e baixos da vida. 

Só por hoje: Vou largar as minhas expectativas, procurar a orientação do meu Poder Superior, e aceitar a vida.


quinta-feira, 14 de julho de 2011

NARCÓTICOS ANÓNIMOS, Meditação do Dia

QUINTA, 14 DE JULHO DE 2011


Um "trabalho interior" 
"A aceitação social não significa recuperação." Texto Básico, p. 26 
Uma das primeiras coisas que acontece a muitos de nós em recuperação é começarmos a ficar com melhor aspecto. Ganhamos saúde; lavamo-nos; vestimo-nos com mais cuidado. E, não mais pressionados pela adicção activa, muitos de nós deixam finalmente de roubar, de mentir, e de manipular. Começamos a parecer normais - apenas porque deixamos de usar drogas. Mas parecer normal é muito diferente do que ser normal. A aceitação aos olhos do mundo é um benefício da recuperação; não é a mesma coisa que a recuperação. Podemos gozar os benefícios da recuperação, mas deveremos ter o cuidado de alimentar a sua verdadeira fonte. Uma recuperação contínua não é alcançada através da aceitação dos outros, mas sim através do crescimento interior possibilitado pelos Doze Passos.

Só por hoje: Sei que ter bom aspecto não é suficiente. A recuperação duradoura constitui um trabalho interior


domingo, 26 de junho de 2011

Meditação do Dia





DOMINGO, 26 DE JUNHO DE 2011

Entregar a vontade própria



"Serão menos os medos, e a fé começará a aumentar, à medida que aprendemos o verdadeiro significado da entrega. Já não estamos mais a lutar contra o medo, a raiva, os sentimentos de culpa, a auto piedade ou a depressão." Texto Básico, p. 31

A rendição é o começo de um novo modo de vida. Quando éramos motivados principalmente pela vontade própria, estávamos sempre a ver se tínhamos coberto todas as hipóteses, se tínhamos manipulado determinadas pessoas da forma certa para alcançarmos os nossos fins, se nos tinha faltado algum pormenor importante nos nossos esforços para controlar o mundo. Sentíamos medo, receando que os nossos esquemas falhassem; sentíamos raiva ou autopiedade quando eles falhavam; ou sentíamos culpa quando eles resultavam. Era difícil viver em vontade própria, mas não sabíamos viver de outro modo. A verdade é que a rendição não é sempre fácil. Pelo contrário, a rendição pode ser difícil, especialmente no início. Mesmo assim, é mais fácil confiar em Deus, um Poder capaz de gerir as nossas vidas, do que confiarmos unicamente em nós próprios, com as nossas vidas desgovemadas. E quanto mais entregarmos, mais fáceis as coisas se tornarão. Quando entregamos a nossa vontade e as nossas vidas aos cuidados do nosso Poder Superior, basta-nos cumprir a nossa parte, o mais responsável e conscientemente possível. Podemos então deixar os resultados ao nosso Poder Superior. Ao rendermo-nos, actuando na fé, e vivendo as nossas vidas de acordo com os simples princípios espirituais deste programa, podemos deixar de nos preocupar e começar a viver.

Só por hoje: Vou entregar a minha vontade própria. Vou procurar conhecer a vontade de Deus para mim e as forças para realizá-la. Vou deixar os resultados ao cuidado do meu Poder Superior.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Meditação do dia, NARCÓTICOS ANÓNIMOS


Meditação do Dia

QUARTA, 09 DE MARÇO DE 2011


Pequenas coisas
"No passado tornávamos as situações simples em problemas; as mais pequenas coisas transfonnavam-se em montanhas." Texto Básico, p. 102
Transformar montes em montanhas parece ser a nossa especialidade. Já ouviram dizer que, para um adicto, um pneu em baixo constitui um acontecimento traumatizante? Ou então aqueles de nós que se esquecem de todos os pretensos princípios quando se confrontam com alguém a conduzir mal? Ou aquele abre-latas que não funciona - sabes, aquele que deitaste pela janela? Nós identificamo-nos quando ouvimos outros partilharem: "Senhor, concedei-me paciência, agora!" Não, não são os maiores dissabores que nos perturbam. As coisas grandes - divórcio, morte, doenças graves, perder o emprego - vão abanar-nos, mas nós sobrevivemos. Temos aprendido com a experiência que é preciso entrarmos em contacto com o nosso Poder Superior e com outros para conseguirmos ultrapassar as grandes crises. São as pequenas coisas, os desafios constantes do dia-a-dia sem usar drogas, que parecem afectar mais fortemente a maioria dos adictos em recuperação. Quando nos aparecem as coisas pequenas, a Oração da Serenidade pode ajudar-nos a repor as coisas em perspectiva. Podemos todos lembrar-nos de que "entregar" estes pequenos assuntos aos cuidados do nosso Poder Superior resultará em paz de espírito e numa perspectiva de vida renovada.

Só por hoje: Vou trabalhar a paciência. Vou tentar evitar exagerar as coisas, e vou andar com o meu Poder Superior durante o dia.

  

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