sexta-feira, 25 de março de 2011

CORTANDO ONDAS PERIGOSAS , Nar-Anon


"CORTANDO ONDAS PERIGOSAS"

Tentei encontrar uma metáfora para descrever como via sua vida usando drogas. Finalmente, veio a imagem de estar sentada à beira do oceano. Agora compreendo que você esteve cortando ondas perigosas!
Por muito, muito tempo, não o reconheci, nem soube onde você esteve. Eu podia ouvi-lo, mas não vê-lo. Agora tenho esta percepção de onde você esteve, não posso imaginar porque tem a compulsão de voltar àquele comportamento mortal.
Eu imagino que a pessoa que nadou até a praia e sobreviveu à fúria sugadora dessa onda, poderia avaliar a benção que recebeu e jamais retornaria. Mesmo assim, na sua recuperação, você descreve uma ânsia de tentar outra vez! Minha raiva cresce dentro de minha garganta e sufoca as palavras na minha boca. "Você está louco?" Com certeza está! Essa é a insanidade da adicção, falando mais alto. Sei qual é, apenas não consigo suportar ouvi-la, mas é a sua verdade e eu devo aceitá-la.
Aqueles que cortaram ondas perigosas são os únicos que podem contar como sobreviveram. Você precisa encontrar um padrinho para ser seu salva-vidas. Tentei resgatá-lo de sua insanidade quase até o ponto da minha própria destruição, mas aprendi através do Nar-Anon que devo esperar por você na praia. Rezarei pela sanidade que preciso, enquanto espero que você pare de cortar ondas perigosas.
Reflexão para Hoje: Não arriscarei a ser sugada pela onda perigosa da adicção. Irei a uma reunião ou telefonarei para um companheiro do Nar-Anon mas não cortarei ondas perigosas com você.
"Aceitação do que é, não significa gostar da forma que é"


Anônimo - Extraído da Literatura Nar-Anon CEFE
(Compartilhando Experiência, Força e Esperança), Pág.: 272

terça-feira, 22 de março de 2011

RECAÍDAS



O depoimento abaixo, sob forma de narrativa, foi copiado do blogue seguinte:

O Poder Destrutivo das Drogas 


RECOMENDAMOS QUE O MESMO SEJA VISITADO! 

SEGUNDA-FEIRA, 25 DE MAIO DE 2009

Venho me tratando contra a dependência química desde dezembro do ano passado e mesmo me sentindo mais seguro e confiante, sei que ela é uma doença traiçoeira e incurável. Apesar de já ter recebido alta e de estar prestando serviço como voluntário, continuo voltando à clínica todos os dias também para fazer terapia de grupo. Além disso, vou uma vez por semana ao consultório do meu terapeuta para uma consulta individual. Foram muitos anos de drogadição e sei que é preciso cuidado para não tropeçar ao longo do caminho. Mesmo após cinco meses de tratamento e terapia intensiva, ainda acordo muitas vezes suado e angustiado por ter sonhado que estava usando cocaína. Às vezes me sinto deprimido sem motivo aparente e percebo que subconscientemente, ainda sinto falta dela. Durante todo esse tempo, vi muitas pessoas chegarem à clínica. Algumas pela porta da frente, cientes de seu problema e em busca de tratamento, outras, de remoções, sedadas e contidas após terem se esgotado todas as possibilidades de uma internação voluntária. Confesso que fui um dos que cheguei pela porta dos fundos, confuso e sem saber direito o que iria enfrentar, mas já nos primeiros dias entendi que precisava de ajuda e aceitei o tratamento. Também vi várias pessoas irem embora sem ao menos tentarem escutar o que os terapeutas tinham para dizer. Não souberam aproveitar a oportunidade e simplesmente se fecharam para o tratamento. Porém, o que mais me afeta, é ver pacientes que se empenharam, voltando recaídos apenas poucos meses depois de terem recebido alta. Essa semana fui surpreendido pela volta de um deles que conheci durante meus primeiros dias na clínica. Ele sempre teve uma conduta muito correta e foi uma pessoa que eu sempre procurei me espelhar. Chegou ainda sob o efeito do crack, sujo e mal vestido, já sem os tênis, trocados com os traficantes, depois de uma recaída de dois dias. Ele contou que após uma discussão com o pai, resolveu sair de casa para esfriar a cabeça e acabou tomando algumas cervejas em um posto de combustíveis. Na volta, resolveu pegar “só umazinha” e não conseguiu mais parar. A vida não é feita só de momentos alegres e é preciso enfrentar os problemas ao invés de querer anestesiá-los. Hoje estou completando cinco meses em abstinência e só eu sei o quanto tem sido duro encarar os fantasmas que me assombram a noite e as fissuras que ainda tenho, mas quando paro e me olho no espelho, vejo a recompensa de não ter desistido e me sinto incentivando a continuar lutando

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Meditação do Dia

TERÇA, 22 DE MARÇO DE 2011


O princípio da auto-suficiência
"Na nossa adicção activa éramos dependentes de pessoas, de lugares e de coisas, para nos darem apoio e nos providenciarem aquilo que sozinhos não conseguíamos encontrar em nós mesmos." Texto Básico, p.,80 
No reino animal existe uma criatura que prospera à custa dos outros. Chama-se sanguessuga. Agarra-se às pessoas e tira tudo o que precisa. Quando uma vítima sacode a sanguessuga, ela simplesmente arranja outra vítima. Na nossa adicção activa o nosso comportamento era semelhante. Sugávamos as nossas famílias, os nossos amigos e as nossas comunidades. Conscientemente ou não, procurávamos obter alguma coisa de quase todas as pessoas que encontrávamos, sem lhes dar nada em troca. Quando, na nossa primeira reunião, vimos passar o "saco" talvez tenhamos pensado, "Auto-suficiência! Que raio de noção tão estranha é esta?". À medida que fomos observando, reparámos numa coisa. Estes adictos auto-suficientes eram livres. Ao pagarem os seus meios, tinham conquistado o privilégio de tomar as suas próprias decisões. Ao aplicarmos o princípio da auto-suficiência nas nossas vidas pessoais, conquistamos para nós mesmos o mesmo tipo de liberdade. Ninguém mais terá o direito de nos dizer onde devemos viver, pois somos nos quem pagamos a nossa própria renda. Podemos comer, vestir ou conduzir aquilo que escolhermos, porque nos sustentamos a nós mesmos. Nós, ao contrário da sanguessuga, não temos que depender dos outros para nos sustentarmos. Quanto mais responsabilidades assumirmos, mais liberdade conquistaremos. 

Só por hoje: Não há limites para a liberdade que posso conquistar por me sustentar a mim próprio. Hoje vou

Caso queira receber as meditações de cada dia visite a NA, clicando AQUI . Você vai descobrir muito mais coisas boa para ler e aprender.
OBSERVAÇÃO: Colocamos o logotipo do NA para que o leitor possa identificar a marca da irmandade. Contudo tenho a declarar que este blog não faz parte do NA, é apenas simpatizante de tudo quanto esta irmandade faz e produz para o bem estar comum de todos nós que lidamos com a adicção. SPH! 

A FAMÍLIA QUE FAZ MAL À SAÚDE MENTAL


É dispensável relacionar aqui as situações familiares bizarras e extremas, capazes de prejudicar o bom desenvolvimento emocional de seus membros, incluindo os filhos, cônjuge, netos, sobrinhos e até o cachorro da casa. Normalmente essas situações dizem respeito ao alcoolismo, drogadicção, histerias de várias formas, violência doméstica, chantagens emocionais, enfim, toda sorte de excessos capazes de excluir a família da faixa estatisticamente normal.

O que interessa considerar aqui é o exercício da maldade, tortura e crueldade. Mas não se trata da maldade, tortura e crueldade clássicas e francas. Aí ficaria muito fácil diagnosticar a dinâmica familiar deturpada. 

O que nos interessa é o exercício da maldade, tortura e crueldade aplicadas velada e dissimuladamente aos familiares. Isso inclui toda espécie de chantagens emocionais, cerceamentos de liberdade, desrespeito, omissões e opressões que familiares dirigem contra outros de forma surda, calada e, muitas vezes, socialmente irreprimível.

Esse tipo de família ou de pessoa, capaz de gerar ansiedade e mal estar emocional entre seus membros ou familiares, constitui aquilo que chamamos de “Família de Alta Emoção Expressa”. O termo Alta Emoção Expressa foi adotada, inicialmente, para indicar características de famílias que favoreciam a recaída dos sintomas de pacientes psiquiátricos. Hoje em dia, podemos empregar o termo para designar famílias que favorecem o desenvolvimento de estados emocionais desconfortáveis.

Leia mais em: http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=194



Auto-Estima, João Alexandre Rodrigues

Antes de falar na Auto-Estima gostaria de olhar para alguns sintomas da doença da adicção. Encontramos na adicção quer a substancias ou comportamentos, três vertentes que contribuem para uma baixa auto-estima:


Física – Compulsão; processo uma vez despoletado pode ser extremamente difícil parar,

Mental – Obsessão; preocupação exagerada e ilusão (negação),


Emocional /Espiritual - Total egocentrismo e (egoísmo).



Viver Um Dia de Cada Vez

Para aqueles que estão em recuperação da adicção activa, quer sejam de substancias alteradoras do humor (abstinentes de álcool e/ou drogas) ou de comportamentos compulsivos (jogo, sexo, trabalho “workaholics”, disfunção alimentar, relacionamentos “codependência”, etc.), que procuram lidar com os seus sentimentos de uma forma construtiva e viver as dificuldades do dia-a-dia, como qualquer outro ser humano, mas que antes, no passado, e ainda em muitas situações no presente, devido à obsessão e á compulsão das suas atitudes e comportamentos, porque recuperação não significa “cura”, agiam/agem com base no prazer imediato, impulsivas, ansiosas, em procurar satisfazer as suas necessidades de uma forma disfuncional, onde viver no presente pode ser extremamente frustrante e penoso se pensarmos que recuperação por vezes significa “recomeçar do zero”, ou “um dia de cada vez” ex. conquistar a dignidade, a honestidade, aprender a identificar sentimentos outrora “reprimidos” ou “adormecidos”, a confiança da família, o respeito próprio, estabilidade e autonomia financeira, auto-estima, etc.

Resposta sem destinatário certo

Pois é, companheiro, lí suas verdades com atenção mas para você tudo parece ser simples, como se eu fosse um ser exato, calculável, previsivel, como uma mera equação matemática.
Viver o dia a dia, com determinados direitos, como o de comer, beber e satisfazer as necessidades fisiológicas parece ser suficiente, além do amor de pai e mãe. Mas companheiro, como fica um cara sem amor de uma esposa e sem o calor da sua família nuclear? 
Será que vivo em uma zona de conforto, o de desconforto, ou, quem sabe, em um meio termo, vez que o amor de pai e mãe não são despreziveis e eles também estão sozinhos. Este é um desconforto que me tira do meu próprio foco. Estão velhos. O conforto deles é relativo. Tem telefone fixo e móveis, mas falta quem lhe telefone na própria familia nuclear que eles constituíram.  Eles estão com o poder de mobilidade reduzido. Minha cota de contribuição estou dando há muito tempo, desde antes da minha drogadição que, duas vezes por semana vinha fazer-lhes companhia, passando a noite e deixando a esposa em casa, sozinha. Dos filhos eu não era o único a ter uma família, o único a ser casado, mas, diferentemente dos outros vinha dormir com eles, suprindo a deficiência que eles têm de alguém para lhe fazer companhia e auxiliar no que for necessário. Creio que meu dever filial foi cumprido à risca.
Com minha drogadição tive que solicitar apoio e me tornar residente em uma clínica de recuperação. Levei 45 dias até a minha saida. Tinha meus planos e metas e imaginei que retomaria minha vida normalmente. Um interno, ou residente, durante sua estadia em uma clínica de recuperação sente muita saudade dos familiares e idealiza muita coisa e quando sai, sai temente em relação aos riscos potenciais de recair e recomeçar aquela vidinha infernal, outra vez, repetindo tudo.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Violência e Drogas, desmistificação


Desconstruindo estereótipos e reconhecendo demandas
      Precisamos repensar, com todo cuidado, a relação entre drogas, violência e juventude considerando a complexidade que se coloca nesta questão. Apenas drogas e violência já é um tema carregado de representações sociais que necessitam ser desconstruídas. Vocês sabiam que as pesquisas em psicologia social apontam que o estereótipo do antigo binômio pobreza = violência foi substituido no imaginário social pelo estereótipo drogas = violência ?

domingo, 20 de março de 2011

Conselhos a um camarada



Meu camarada, não se assuste com a minha aparição. Sinto-me obrigado a dizer verdades que muita gente teima em não aceitar. Sei dos caminhos e descaminhos de tanta diferente gente. Mas, no momento, minha preocupação é com o seu desejo de continuar em permanente estado de recuperação. Continue vigilante. Você está enfrentando muitos problemas e seu estado de espírito deve permanecer forte. Esse lance dos codependentes promoverem assembléias para debater a sua vida, seu destino, manifestar desconfiança e falta de crença você deve aceitar. Não espere nada de ninguém, faça a sua parte. Esqueça as ofensas, o desespero dos transtornados, quando você sai, é próprio da doença que foi produzida pela sua adicção. Você não deve pensar em recair, mas esta possibilidade existe, Acontece. Recaiu, levante, sacuda a poeira e dê a volta por cima. Cante, meu camarada, pois quem canta seus males espanta. Você entregou sua vida e suas vontades ao poder superior, não é verdade? Se for ofendido, não ofenda. Perdoe. Siga o seu caminho de cabeça erguida. Continue a fortalecer sua espiritualidade exercitando-a. Seja honesto, manifeste sua boa vontade e mantenha a mente aberta; sobretudo, mantenha a sua fé, a sua esperança sempre. Essa força interior que existe dentro de você não é mais oriunda daquele poder auto-destrutivo que operava dentro de você, agora há um poder infinitamente maior a lhe estender a mão. Mantenha-se sereno. Ainda lembra da oração da serenidade? então ore sempre. Vença as barreiras que vão aparecer em seu caminho e, lembre-se de evitar a primeira dose. Esqueça os locais que frequentava quando estava na ativa, lembre-se sempre de tudo quanto aprendeu. Não queira que seus codependentes aceitem que estão adoentados e mantenha-se focado em você mesmo. Siga o seu caminho que é de luz!
Paz ! muita paz no coração.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Evolução científica


"A neurociência tem identificando circuitos neuronais envolvidos em todos tipos de abusos conhecidos, assinalando regiões cerebrais, neuroreceptores, neurotransmissores e as vias neurológicas comuns afetadas pelas drogas. Também têm sido identificados os principais receptores das drogas suscetíveis de abuso, assim como todas as ligações naturais da maior parte desses receptores.
Neurologicamente a drogadicção deve ser considerada uma doença. Ela está ligada a alterações na estrutura e funções cerebrais, e isso torna a drogadicção fundamentalmente uma doença cerebral. Inicialmente, o uso de drogas é um comportamento voluntário mas, com o uso prolongado um "interruptor" no cérebro parece ligar-se, e quando o "interruptor" é ligado, o indivíduo entra em estado de dependência química caracterizado pela busca e consumo compulsivo da droga."  

quinta-feira, 17 de março de 2011

Abra os Olhos antes que seja tarde


Pois é meu camarada, olha eu aqui de novo para lhe dar toques só pra ver se você se toca.

Veja bem, a droga que você está usando é demoníaca. Os meios em que você se mete são os piores possíveis, mas não vou aqui abordar aquele papo de cunho sociológico, que está correto, mas que para nós, pouco interessa, no momento.

Você está no inferno. Sua vida se transformou um inferno. Sua relação com a família é um inferno. Tudo bem, sei que você não queria nada disso, não queria que seu mundo virasse um inferno. Mas, meu camarada, o crack é uma droga que vai alterar sua personalidade. Você fará coisas que até o Diabo duvidava que fosse capaz de fazer.

Quanto a sua alteração transitória de personalidade, difícil é saber se nasceu antes, ou depois da sua drogadição. Isso seria muito importante, mas você nem conhece o que vem a ser NEUROCIÊNCIA... A droga lhe deixa em estado de alienação total.

Sabe, camarada, você é portador de uma doença e tem que buscar conhece-la profundamente bem. O dinheiro é um veiculo de aquisição. Sua doença não reside no dinheiro que você detona, mas na adicção. Sou adicto em permanente estado de recuperação. A sobriedade é tão boa, camarada. Você precisa re-experimenta-la , cara!

Tente mergulhar dentro de você mesmo. Sei que é dificil uma auto-análise que lhe permita uma melhor ompreensão do seu subconsciente e do quase impenetrável inconsciente, que é um porão de enigmas. Mesmo assim tente. Procure todos os dias identificar seus sentimentos. Verifique suas atitudes. Sei que está lesado, sem estímulos, com baixo auto-estima, largado como bicho solto nas ruas. Mas dedique algum tempo para efetuar reflexões.

Veja e reveja seus atos. Procure identificar eventuais erros que costumeiramente denominam como sendo "defeitos de caráter" e que eu insisto chamar de "imperfeições de caráter". Porque? porque no transcurso de nossas vidas passamos por um processo contínuo de lapidação. A cada nova aprendizagem, a cada nova revelação, a cada novo conhecimento, se você tiver a mente aberta e mostrar boa vontade, a lapidação se processará e você instalará um cérebro novo em sua cabeça, reconfigurado e otimizado. Um cérebro novo, top de linha!

Permita-se deixar ser lapidado. Transforme a pedra bruta, em pedra preciosa, certamente isso lhe ajudará muito a sair deste inferno astral.

Você sabe que não tem uma Beatriz no céu, não tem um poeta, chamado Virgilio, a lhe protejer e condizir pelos círculos do inferno em que se encontra, não é verdade? Mas, não desespere pois há algo dentro de você que é bem maior que seu instinto auto-destrutivo.

Você tem dentro de si um poder superior que você precisa encontrar. Mas, antes de tudo você tem que admitir algumas coisas e uma dessas coisas é que vale a pena viver com sobriedade, ou simplesmente que viver vale a pena.

Você bem sabe que pessoas precisam de pessoas e, no inferno, as pessoas que lhe cercam estão mentalmente perturbadas e impermeáveis. Assim, as boas mensagens tornam-se impenetráveis. Falta a esta gente boa vontade e mente aberta e o ambiente, por si só, é de muita desonestidade. Saia dessa mano !

Esse inferno em que se encontra não é o seu mundo e você pode sair dele se admitir que há um descontrole em sua vida que lhe deixa desgovernado, sem rumo, vez que a droga lhe nocauteou, deixando-o impotente para reagir perante sua doença. Reconheça isso. Chato aceitar que está doente e que é portador de uma doença incurável, progressiva e fatal, mas que pode ser controlada. Sem medo e sem susto e sem bicho de sete cabeças. É uma doença controlável. Nada de pessimismo, negatividade, desesperança e falta de fé.

Claro que você vai dizer que está sozinho e sozinho você não pode se ajudar. Mas você sabe que pessoas precisam de pessoas e, no seu caso, você precisa de pessoas certas. Você sozinho não pode, mas sabe que alguém pode, se você deixar. Então aceite e permita a ajuda desse "alguém". Freqüente NA, que é uma irmandade de auto-ajuda. Não sabe o endereço. Porra, a droga deixou seu raciocínio numa merda. Peça a alguém que verifique onde fica a irmandade Narcóticos Anônimos mais próxima de você. Na internet você logo encontrará o melhor local para você freqüentar.

Renda-se às evidências. Admita e aceite sua impotência perante sua doença, que é conhecida como ADICÇÃO. Sabe, camarada, fazendo isso você estará iniciando o seu processo de recuperação. Agora é confiar em quem pode lhe ajudar, se você deixar. Daí você irá descobrir que possui um poder maior. Vai descobrir irmandades que sustentarão seu processo de recuperação. Vai conhecer os 12 passos e vai iniciar seu processo de libertação. Esqueça as pessoas que não acreditam em você sem perder a ternura e o amor que tem por elas. Faça sua parte e Deus lhe ajudará no resto.

Venha, ainda que devagar, mas venha. Informe-se, pergunte, permita ser ajudado. Tem um montão de gente boa querendo lhe auxiliar a sair desse inferno. Tire a droga da cabeça e ponha a sobriedade no lugar. Dê o primeiro passo em busca da sua recuperação. Volto outro dia qualquer, camarada. Agora vou nessa.

Fui !



CRACK, Como lidar com este problema


O crack: como lidar com este grave problema (I)

Leia o texto produzido pela Coordenação
Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras
Drogas.
Ministério da Saúde:



Centros de Atenção Psicossocial [CAPS]

CAPS

Seu objetivo é oferecer atendimento à população, realizar o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao
trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), entre todos os dispositivos de atenção à saúde mental, têm valor estratégico para a
Reforma Psiquiátrica Brasileira. Com a criação desses centros, possibilita-se a organização de uma rede substitutiva ao Hospital
Psiquiátrico no país.
Os CAPS são serviços de saúde municipais, abertos, comunitários que oferecem atendimento diário.
É função dos CAPS:- prestar atendimento clínico em regime de atenção diária, evitando as internações em hospitais psiquiátricos;-
acolher e atender as pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, procurando preservar e fortalecer os laços sociais do
usuário em seu território;
- promover a inserção social das pessoas com transtornos mentais por meio de ações inter- setoriais;
- regular a porta de entrada da rede de assistência em saúde mental na sua área de atuação;
- dar suporte a atenção à saúde mental na rede básica;
- organizar a rede de atenção às pessoas com transtornos mentais nos municípios;
- articular estrategicamente a rede e a política de saúde mental num determinado território- promover a reinserção social do indivíduo através do acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.Estes serviços devem ser substitutivos e não complementares ao hospital psiquiátrico. De fato, o CAPS é o núcleo de uma nova clínica, produtora de autonomia, que convida o usuário à responsabilização e ao protagonismo em toda a trajetória do seu tratamento.Os projetos desses serviços, muitas vezes, ultrapassam a própria estrutura física, em busca da rede de suporte social, potencializadora de suas ações, preocupando-se com o sujeito e a singularidade, sua história, sua cultura e sua vida cotidiana.O perfil populacional dos municípios é sem dúvida um dos principais critérios para o planejamento da rede de atenção à saúde mental nas cidades, e para a implantação de centros de Atenção Psicossocial. O critério populacional, no entanto, deve ser compreendido apenas como um orientador para o planejamento das ações de saúde. De fato, é o gestor local, articulado com as outras instâncias de gestão do SUS, que terá as condições mais adequadas para definir os equipamentos que melhor respondem às demandas de saúde mental de seu município.
DISQUE SAÚDE 0800 61 1997Ministério da Saúde Esplanada dos Ministérios - Bloco G - Brasilia / DF CEP: 70058-900

MANTENHA A MENTE ABERTA.




É possível que algumas sugestões aqui oferecidas não o atraiam. Se for esse o caso, achamos que, em vez de rejeitá-las, é melhor pô-las de lado por enquanto. Se não fecharmos a mente de vez a elas, sempre podemos voltar mais tarde e experimentar idéias que antes desprezávamos. É só querer.

Por exemplo, alguns de nós acham que, em nossos dias iniciais de abstenção as sugestões e a camaradagem oferecidas por um padrinho A.A. ajudaram bastante a nos manter sóbrios. Outros esperaram até ter visitado muitos grupos e conhecido muitos membros de A.A. antes de, finalmente, solicitar a ajuda de um padrinho. 

Alguns acharam a oração formal uma forte ajuda para não beber, enquanto outros fugiam de qualquer coisa que sugerisse Religião. Mas todos nós somos livres para mudar a idéia, mais tarde, se assim o desejarmos.

Muitos de nós acharam que, quanto mais cedo começássemos a trabalhar nos Doze Passos sugeridos como um programa de recuperação no livro “Alcoólicos Anônimos”, melhor. Outros já preferiram adiar essa iniciação até terem permanecido sóbrios por algum tempo. 

O fato é que não há nada prescrito por A.A. como “certo” ou “errado”. Cada um de nós emprega o que julga melhor para si próprio – sem fechar a porta a outros tipos de ajuda que possa vir a achar valiosa. E cada um, igualmente, tenta respeitar os direitos que os outros têm de fazer as coisas diferentemente. 

Algumas vezes um membro de A.A. falará sobre a escolha de várias partes do programa no estilo dos restaurantes de auto-serviço – vai pegando as coisas que gosta e deixando o que não quer. Pode ser que surjam outros e apanhem as partes deixadas. Pode ser também que o próprio membro volte mais tarde e tome algumas das idéias que antes havia rejeitado.

Contudo, é bom lembrar a tentação de nada escolher além de uma porção de sobremesa, alimentos nutritivos, saladas ou outros de que gostamos de modo especial. Serve como um importante lembrete para que mantenhamos o equilíbrio em nossas vidas.

Na recuperação do alcoolismo, achamos que é preciso uma dieta equilibrada de idéias, mesmo que algumas delas não pareçam, a princípio, tão saborosas. Tal como o bom alimento, as boas idéias nenhum bem nos trariam a menos que fizéssemos um uso inteligente delas. E isso nos leva à segunda precaução.


Livro: Viver Sóbrio

Fonte: AABR

quarta-feira, 16 de março de 2011

Desligamento com Amor


Uma das primeiras coisas que ouvi num grupo de ajuda mútua a familiares de dependentes químicos foi o Desligamento com Amor, foi difícil entender como eu poderia me desligar do adicto com amor.

No começo a única coisa que conseguia era me desligar por rancor, e frases do tipo “Ah, eu não ligo”, ou “ Problema é seu”; era o que eu conseguia fazer, mesmo assim com muita dificuldade e dor. Era difícil ver o adicto seguindo por caminhos que não eram aqueles que eu havia escolhido pra ele, ou que eu achava sensato.

Com o tempo aprendi que outra frase me ajudava mais: Eu lhe amo, mas odeio sua adicção! Afinal a adicção havia transformado meu “príncipe encantado” em algoz, que “só me fazia sofrer e não me dava valor” (sentiram a auto piedade, rs). Tentava de tudo, tentava me desligar e a cada segundo em que eu pensava em desligamento mais ligada eu ficava.

Com muita ajuda, e muito esforço, aos poucos, de gotinha em gotinha mesmo, fui conseguindo pequenas vitórias: dormir uma noite inteira, sentir o gosto de um almoço (pois eu vivia ligada no 220 v, engolia a comida ao invés de ter o prazer de uma alimentação), sorrir, fazer amizades, cumprimentar os vizinhos.

O que me ajudou muito foram as reuniões, pois foi nelas, que percebi que não era só na minha casa que acontecia; com a ida às reuniões que descobri que eu podia a cada semana reavaliar se eu estava caminhando ou empacada, se eu estava deixando a adicção afetar novamente meu equilíbrio, ou não.

Há pouco tempo, percebi que mesmo, evoluindo muito no desligamento emocional, eu ainda me sentia muito responsável pelo meu familiar adicto, ainda sentia aquela auto piedade horrorosa de achar que ainda o adicto fazia as coisas pra me atingir.

Reformulei todo meu casamento, e decidimos nos separar, faz poucos dias, e parece que todos a nossa volta estão com aquele jeito de velório, mas mesmo sendo uma decisão difícil e dolorosa, eu sinto uma imensa sensação de leveza, parece uma redenção, foi preciso a separação, foi preciso que nos afastássemos pra que eu pudesse perceber realmente que eu não sou responsável por ninguém, e pra que meu familiar também sentisse a leveza da libertação, ele também está se sentindo liberto afinal não tem alguém lhe dizendo o que fazer, como fazer, quando fazer.

Não estou sugerindo a ninguém que se separe, ou que “expulse” alguém, da família, de casa, não é isso. Estou dividindo o que conquistei, ninguém tem o direito de se sentir DONO de ninguém, nem de se achar tão importante a ponto de pensar que o outro decidiu se matar usando drogas por sua causa.

As pessoas têm escolhas, eu escolhi ajudar meu familiar adicto, decidi lhe dar forças e lhe estender as mãos quando ele pedia ajuda, escolhi pedir ajuda também a outras pessoas que como eu sabiam o que era realmente viver este problema familiar, escolhi participar, escolhi abrir mão do meu orgulho pra curar minha dor, escolhi por chorar ao invés de fazer “fachada de família feliz”, escolhi por pessoas que me entendiam ao invés de “amigos” que só faziam críticas, e escolhi por libertar o que nunca foi meu, e o que nunca será, porque pessoas não são objetos, fomos feitos para o social e não para a escravidão.

E você? O que escolheu?

Origem do crack



Origem do Crack:

O consumo da chamada base livre iniciou-se nos anos 70 e atingiu grande popularidade nos Estados Unidos. No entanto, no final desta década, o seu uso decaiu em virtude do perigo inerente à elaboração do produto (o éter, implicado na produção da droga, é extremamente inflamável) e do seu preço elevado. Sendo assim, o consumo desta droga ficou circunscrito a um grupo reduzido de pessoas, que a produziam para consumo particular.
A partir da base livre e com a introdução de uma ligeira variação no processo de produção, surgiu o crack. Este, apesar de provocar efeitos semelhantes, é bastante mais simples de preparar do que a base livre. O aparecimento do crack é um fenómeno relativamente recente. É mencionado pela primeira vez no New York Times em 1985 e é encontrado em Inglaterra em 1987. Posteriormente, os media comparam o crack às pragas da Europa medieval.


Pedras de Crack



ROBERTO CARLOS emoções



terça-feira, 15 de março de 2011

A Força e a Fraqueza, Dr. Cesar Vasconcellos de Souza


O que é ser uma pessoa forte emocionalmente? E o que é ser fraca? Somos sempre fortes? O fraco é sempre fraco? O que tem que ver autocontrole emocional e força mental? 

O que é uma pessoa forte emocionalmente? O que é uma pessoa fraca emocionalmente? Forte é a que trabalha muito e fraca é a que trabalha menos? Forte é a pessoa agressiva e fraca é a gentil? Forte é a que usa sempre a razão e fraca é a que usa mais a emoção? Forte é a independente e fraca é a dependente?

Indo ao ponto, a pessoa realmente forte emocionalmente é aquela que consegue controlar seus sentimentos ao invés deles a controlarem. Forte é a pessoa que pode ter emoções, mas não deixa que as emoções a tenha. Fortaleza emocional é um alvo, e, como a saúde em geral, ela é um processo. Você pode estar nele ou não. Depende do que faz consigo mesmo e com sua vida mental agora.

Treinamento para desenvolver a capacidade de perdoar, artigo Américo Canhoto

Fui intimado a parar de falar sobre perdão – um amigo meu, mandou um e-mail dizendo que não me perdoaria se continuasse com o assunto. Ele tornou-se adepto da teoria da molecada: “ema, ema, ema..” – seu sonho é iluminar-se – mas, para ter um monte de mariposas volitando em torno dele… Em homenagem a ele, encerro o assunto com este – o próximo será sobre meu cachorro vidente.
Para início de conversa, uma dica: Nunca peça a Deus virtudes; pois, ganhará apenas ferramentas para conquistá-las.
Características de personalidade que dão bons frutos na qualidade de vida; não as ganhamos de presente ou dote – são conquistas de dia a dia ao longo do processo evolutivo.
Há exercícios para tudo, até para desenvolver: paciência, tolerância, humildade, mansuetude, abnegação, etc. Nossas capacidades podem ser desenvolvidas de forma consciente e metódica, e, nessa tarefa todos os sentidos devem ser empregados.

Conforme já dissemos nos últimos artigos: Perdoar e ser perdoado é uma atitude tão intrínseca à vida humana como o pensar de forma contínua; quanto mais se desenvolve a capacidade de pensar, mais evidente fica que, perdoar é uma das atitudes mais inteligentes que podemos tomar.

Na vida toda escolha traz consigo uma relação custo/benefício, devido a esse fato; investir apenas alguns minutos do dia no treinamento para aumentar a capacidade de perdoar só traz lucros.
Nessa tarefa, um dos primeiros passos é: Identificar a ofensa.
Muitas vezes, por falta de atenção e de treino, nós nos sentimos ofendidos; sem mesmo conseguirmos identificar quem foi o responsável e de que forma nos ofendeu. Apenas, pegou, bateu, doeu – estilo mal estar que não sabemos explicar.
Como nem sempre é possível analisar a ofensa no exato momento em que ocorreu; é bom anotar logo após sua percepção; para que mais tarde ela possa ser estudada.

Estudo da ofensa.

Instinto e Caráter

INSTINTO E CARÁTER  

O Poder Superior nos deu instintos por alguma razão. Sem eles não seríamos seres humanos completos. Mas instintos deturpados causam ao homem grandes problemas: empecilhos físicos, mentais e morais. Instintos geralmente são padrões herdados de respostas ou reações a certos tipos de situações ou características de determinadas espécies. Nasce com o indivíduo. Em humanos, eles são mais facilmente observados em respostas a emoções.

Instintos geralmente servem para pôr em funcionamento mecanismos que evocam um organismo para agir. As ações colocadas em prática podem ser influenciadas pelo aprendizado, ambientes e princípios naturais. As ações influenciadas pelo aprendizado ou ambientes do indivíduo, transformaram-se ao longo do desenvolvivento social do Homem em   forças motivacionais entre humanos. Hoje, de uma forma geral , são chamadas de impulso instintivo, que é acionado por necessidades. 

NECESSIDADES HUMANAS INSTINTIVAS PURAS SÃO: 
1. Oxigênio 
2. Manutenção da temperatura corpórea 
3. Nutrição 
4. Hídrica 
5. Eliminação de substâncias excessivas 
6. Repouso e Sono 
7. Evitar a dor 
8. Sexo e Sexualidade 
9. Estimulação dos sentidos humanos 
10.Segurança, Amor 
11. Espiritualidade 
12.Auto-Estima 
13. AUTO-REALIZAÇÃO. 

Esta última necessidade tornou-se e é muito importante, porque sua expressão é uma busca universal e seu impedimento leva a sérias dificuldades para a vida das pessoas. Mas justamente essa necessidade de auto-realização disparou, ao longo do tempo, instintos muito além de básicos, mas supérfluos e perigosos para o próprio indivíduo e a sociedade. 

No século VI, o papa Gregório Magno instituiu os SETE PECADOS CAPITAIS, que são os princípios que ferem a Deus, a você e ao próximo. Eles  são uma classificação de vícios usada nos primeiros ensinamentos do catolicismo para educar e proteger os seguidores crentes, de forma a compreender e controlar os instintos básicos. Assim, atualmente aceita-se a seguinte lista dos sete pecados capitais:

Vaidade, orgulho, inveja, ira, preguiça, avareza, gula, luxúria, soberba.

OS DEFEITOS DE CARÁTER Mentira, desonestidade, ambição desenfreada, consumismo e desejo incontroláveis. Sem dúvida estas são algumas das novas necessidades do homem do século XXI. Todas iniciadas lá atrás e ampliadas de tal forma que desenhou, na maioria de nós, os defeitos de caráter que adquiridos pelo ser humano certamente o tem levado  às incontáveis mazelas  sociais. Como  mudar isso? 

Há outra face da moeda: o potencial de virtudes humanas. Virtude é uma qualidade moral particular. É "uma disposição habitual e firme para fazer o bem" .As virtudes humanas "são perfeições habituais e estáveis da inteligência e da vontade humanas". Elas regulam os atos humanos, ordenam as paixões e guiam a conduta humana segundo a razão e a fé. "Adquiridas e reforçadas por atos moralmente bons e repetidos". 

Caráter


Caráter 

Caráter aqui nesse glossário interessa sob o ponto de vista da personalidade. De acordo com Reich, o Caráter é composto das atitudes habituais de uma pessoa e de seu padrão consistente de respostas para várias situações. Isso inclui as atitudes e valores conscientes, estilo de comportamento (timidez, agressividade e assim por diante) e atitudes físicas (postura, hábitos de manutenção e movimentação do corpo).
Na psiquiatria clássica o Caráter é o atributo funcional da Personalidade responsável pela volição (vontade) e pelos conceitos éticos e morais. Assim sendo, o sociopata ou a pessoa que se conduz emancipada dos conceitos morais e éticos, bem como aquela que não consegue dominar sua vontade seria portadora de um transtorno de Caráter.

Alguma neuroses também podem ser entendidas como alterações do Caráter. A chamada Personalidade Neurótica ou, conforme termo de Henri Ey, do Caráter Neurótico, implica nas Disposições Pessoais, no arranjo peculiar dos traços no interior do eu, da modelagem afetiva no desenvolvimento da personalidade, da história biológica e existencial do indivíduo e das exigências adaptativas que a vida solicita.

Patologicamente podemos dizer, também, que a pessoa portadora da Personalidade Borderline, embora seja bem menos perturbada que os psicóticos, são muito mais complexas que os neuróticos, embora possam ter deformações de caráter tanto quanto nas personalidades sociopáticas. Estas personalidades sociopáticas ou psicopáticas, devido aos defeitos de caráter, costumam fazer com que o a pessoa demonstre uma absoluta falta de sentimentos diante de estímulos importantes.

Cloninger desenvolveu uma das teorias mais aceitas atualmente para explicar como se forma a personalidade e também considerações a respeito dos transtornos de personalidade. Neste modelo a personalidade é concebida como a interação do Temperamento (traços herdados) com o Caráter (traços aprendidos). Este modelo é tridimensional ou seja “bio-psico-social.

De fato, particularmente, entendemos o Caráter como tendo sim uma parte, talvez a maior delas, de natureza constitucional. Esta seria a volição (vontade) ou, se preferir, a capacidade de domínio sobre a vontade. A parte do Caráter relacionada à valoração do comportamento, ou os limites da conduta (ética), seria aprendida. O Temperamento, por sua vez, realmente é de natureza constitucional. Isso quer dizer que a tonalidade afetiva ou o perfil de humor é de origem constitucional.

Ao estudarmos as perturbações mentais, em muitos casos vamos ver que se tratam de reações cuja natureza não é só determinada pela situação vivencial psicotraumática, mas também pelas predisposições da personalidade. A maioria das reações psíquicas mórbidas desenvolve-se em função de uma perturbação de Caráter que predispõe a elas.


O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint - Exupèry



Alterações da Personalidade

É SEMPRE BOM LER TEXTOS ESCRITOS POR ESPECIALISTAS. SELECIONAMOS O TEXTO ABAIXO NO SITE PSIQWEB. LEMBRAMOS QUE O TEXTO, ABAIXO É SÓ O COMEÇO DO TEMA "ALTERAÇÕES DA PERSONALIDADE". É RECOMENDÁVEL A LEITURA INTEGRAL DO ARTIGO.


Há pessoas que, depois de alguma condição médica, mudam sua maneira de ser. Algumas vezes de maneira definitiva, outras – felizmente a maioria – temporariamente. Essas alterações no modo de ser, logo, na personalidade, podem aparecer no dependente químico, seja de cocaína, álcool, craque, etc. Outras vezes, depois que a pessoa tem o diagnóstico de Lúpus Eritematoso ou Artrite Reumatóide, ou depois de um traumatismo craniano (TCE),acidente vascular cerebral (AVC), intoxicação por metais pesados e assim por diante.

As Alterações da Personalidade podem ser observadas quando a pessoa apresenta uma mudança em sua maneira de ser, depois de ter sofrido alguma condição médica, psicológica, neurológica ou existencial. É como se passasse a ser outra pessoa, com reações e comportamentos bem diferentes daqueles que a caracterizavam antes. Este quadro chama-se Alteração da Personalidade. Na CID.10, aparece como Transtorno Orgânico de Personalidade, no DSM.IV como Alteração da Personalidade Devido a uma Condição Médica Geral, mas o quadro é o mesmo.

Para a psiquiatria o termo "personalidade" se refere à totalidade de traços emocionais e comportamentais que caracterizam o indivíduo na vida cotidiana. Aqui, na página sobre o tema, personalidade é definida como "a organização dinâmica dos traços no interior do eu, formados a partir dos genes particulares que herdamos, das existências singulares que experimentamos e das percepções individuais que temos do mundo, capazes de tornar cada indivíduo único em sua maneira de ser, de sentir e de desempenhar o seu papel social" (Veja Teoria da Personalidade em PsiqWeb).

Transtorno de Personalidade seria uma variação destes traços além da faixa de variação encontrada na maioria das pessoas. Quando a disposição geral da personalidade resulta em traços inflexíveis e mal-ajustados, pode-se pensar em transtornos de personalidade. Para o CID.10 (Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde - OMS), transtornos de personalidade são “tipos de condição que abrangem padrões de comportamento permanentes e profundamente arraigados no ser, os quais se manifestam como respostas inflexíveis a uma ampla série de situações pessoais e sociais. Elas representam desvios extremos ou significativos do modo como o indivíduo médio, em uma dada cultura, percebe, pensa, sente e, particularmente, se relaciona com os outros”.

Como recomenda a OMS, os Transtornos de Personalidade diferem das chamadasAlterações de Personalidade pelo modo de seu aparecimento e, eventualmente, pelo tempo de duração: Os Transtornos de Personalidade eles são condições do desenvolvimento que surgem na infância ou na adolescência e continuam pela vida adulta. Por outro lado, asAlterações da Personalidade são condições adquiridas em qualquer época da vida, usualmente na idade adulta, em conseqüência de alguma condição médica, seja clínica, degenerativa, infecciosa ou traumática.

RECOMENDAMOS A LEITURA INTEGRAL DO TEXTO. PARA TANTO, CLIQUE A Q U I

Eu sou Codependente?

Responda com toda sinceridade:

As perguntas a seguir servem para identificar
possíveis padrões de codependência.

Somos conscientes que o Autoconhecimento é um assunto muito sério e por sua vez pessoal. Esperamos que estas perguntas possam ser-lhe úteis...

  • Você se sente responsável por outra pessoa? Seus sentimentos, pensamentos, necessidades, ações, escolhas, vontades, bem-estar e destino?
  • Você sente ansiedade, pena e culpa quando outras pessoas têm problemas?
  • Você se flagra constantemente dizendo "sim" quando quer dizer "não"?
  • Você vive tentando agradar aos outros ao invés de agradar a si mesmo?
  • Você vive tentando provar aos outros que é bom o suficiente? Você tem medo de errar?
  • Você vive buscando desesperadamente amor e aprovação? Você sente-se inadequado?
  • Você tolera abuso para não perder o amor de outras pessoas?
  • Você sente vergonha da sua própria vida?
  • Você tem a tendência de repetir relacionamentos destrutivos?
  • Você se sente aprisionado em um relacionamento? Você tem medo de ficar só?
  • Você tem medo de expressar suas emoções de maneira aberta, honesta e apropriada?
  • Você acredita que se assim o fizer ninguém vai amá-lo?
  • O que você sente sobre mudar o seu comportamento? O que impede-lhe de mudar?
  • Você ignora os seus problemas ou finge que as circunstâncias não são tão ruins?
  • Você vive ajudando as pessoas a viverem? Acredita que elas não sabem viver sem você?
  • Tenta controlar eventos, situações e pessoas através da culpa, coação, ameaça, manipulação e conselhos, assegurando assim que as coisas aconteçam da maneira que você acha correta?
  • Você procura manter-se ocupado para não entrar em contato com a realidade?
  • Você sente que precisa fazer alguma coisa para sentir-se aceito e amado pelos outros?
  • Você tem dificuldade de identificar o que sente? Tem medo de entrar em contato com seus sentimentos como raiva, solidão e vergonha Fonte : CODEPENDENTES ANÔNIMOS

sexta-feira, 11 de março de 2011

ORIENTAÇÃO E CONSELHOS ON-LINE - UNIAD SBC

Ja escrevi anteriormente falando do meu marido que poderia estar viciado em dolantina. Ele realmente esta. Usa muito mais do que me contou da ultima vez. Algumas vezes por semana. Perdeu o emprego por forjar uma receita para um paciente para poder ter a dolantina e se aplicar. Outro dia me confessou que roubou de um outro hospital em que trabalha e usou por tres dias consecutivos. Por favor, o que faço? Ele oscila. Tem dias que chora como criança, promete que vai parar, consegue ficar 1 semana sem usar, sente dores e colicas horriveis que acredito serem da abstinencia, mas qdo se deprime por qq motivo ele volta a usar a droga. Marquei um psiquiatra especilaista em dependencia quimica pra ele e o estou encorajando a começar uma psicoterapia e ele esta muito disposto a isso. Pelo menos qdo eu falo. De que mais outra maneira posso ajudar? Ele precisará de internação? Onde posso encontrar informçoes pra dar pra ele ler a respeito da bravidade do [problema (ele nao acha que seja tao grave, mas sei que ele pode ate morrer). Existe cura pra esta dependencia ou ele será um eterno ex-viciado que pode a qq momento ter reacaidas??? Por favor, me ajudem. Estou desesperada!!!! 

Prezada Mariana 
Você precisa convencê-lo a procurar a REDE DE APOIO AO MEDICO DEPENDENTE QUIMICO. Este é um serviço do CREMESP que não tem caráter punitivo, é sigiloso e irá direcionar seu marido para o tipo de tratamento mais apropriado para ele. A Rede de Apoio aos Médicos é constituída de profissionais alocados nas diferentes regiões do Estado de São Paulo. Os profissionais selecionados possuem treinamento em Dependência Química. Os procedimentos a serem realizados e medidas a serem tomadas quando da detecção de médico dependente químico são discutidos, conforme a demanda, junto à Consultoria Jurídica do CREMESP. É missão da Rede de Apoio: - Facilitar o acesso ao tratamento aos médicos com problemas relacionados a substâncias psicoativas; - Supervisionar o atendimento dado à clientela, sendo que, periodicamente, todos os pacientes recebem uma chamada telefônica para acompanhamento do tratamento; - Oferecer suporte e orientações aos familiares e amigos dos médicos. 
Telefone para Contato (Hotline): (0xx11) 9616-8926, E-mail: apoiomedico@psiquiatria.epm.br
Boa Sorte 
Atenciosamente 
Alessandra Diehl 
Psiquiatra- UNIAD SBC


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