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domingo, 18 de setembro de 2011

“O ódio é uma droga. A pessoa que entra no ódio não sai.", Dilma Rousseff

Ódio, uma droga pesada !


Quando falamos sobre drogas esquecemos que no mesmo rol dos farmoquímicos existem outras modalidades de drogas, imateriais, que matam muito mais que as drogas materiais, como o álcool e demais drogas pesadas. 

O ódio pode estar embutido na mentira, na injúria, na calúnia, na difamação, na covardia, nas variadas modalidades de crimes, na indiferença, na ausência de solidariedade, nos julgamentos sumários, nas medidas extremadas, na violência de toda estirpe... 

O ódio movimenta a violência, desencadeando-a até mesmo no mas puro dos corações, levando humanos à raiva e mudanças repentinas de emoções. O ódio mata muito mais que o álcool, a heroina, cocaína, morfina, escopolamina, juntas... 

O ódio está na arma branca, ou na arma de fogo, como pode estar nas palavras e/ou nos discursos, quando utilizados para ferir e matar seres humanos. É a droga mais mortifera, capaz de gerar holocaustos. 

O ódio está no desamor, na ausência do diálogo e da compreensão, no julgamento superficial e precoce, na ignorância, nas execuções de morte... 

Pode ser disseminado através dos meios de comunicação social, através do seu elevado poder destrutivo. 

O ódio racial, notadamente o anti semitismo, liderado por Hitler, matou milhões de judeus. O ódio racial é droga venenosa, como é o ódio ideológico, o ódio mascarado pela intolerância politica, presente na intolerância das torcidas organizadas e na loucura de tantos atos desumanos praticados por humanos. 

O ódio está no crime de abandono, na ausência da acolhedora mão amiga, na ausência de perdão. Esta é uma droga que pode desencadear um surto mortífero sem aparente motivação. É uma droga universal que quase todos sentem. Uns conseguem reprimi-lo, outros tornam-se abstinentes. 

O ódio é uma droga que leva ao extremismo e é pouco combatida,ainda. O ódio altera o humor, modifica nossa psique, faz do que é alegre triste e do que é próximo distante. 

Até quando iremos cultivar e deixar que esta droga domine nossa razão e nos provoque tanta insanidade? 

O ódio está nos homens bombas como está na opressão. Está na bala perdida. Esta na mente usurária dos senhores da guerra, no complexo industrial militar.

O ódio é uma droga que causa inúmeras doenças e pode matar quem se utiliza dele em elevadas doses, podendo matar seu usuário por overdose. O ódio de classe, o ódio racial, o ódio sob o manto do preconceito, seja lá qual for, o ódio é uma droga tão letal, quanto irracional; existe dentro de nós e  pode se manifestar por motivos fúteis, levando tanta gente à morte. 

É triste saber que existe ódio e que temos o melhor remédio, o melhor antídoto, contra esta droga, que se chama amor, pena que o amor sendo a sobriedade em pessoa, nem sempre vença a insanidade nos humanos corações. 

Odiar é permitir a intoxicação da alma e é preciso estar em estado de alerta para não se deixar levar por este vício nefasto, produtor de grandes malefícios para quem o sente. 

Só o amor constrói, pense nisso!  Quem sabe um dia o ser humano não olha pra si mesmo e descobre esta droga letal em suas próprias vidas e o tanto de mal que já causou em outros seres humanos, como serpentes peçonhentas instilando suas doses de veneno, diariamente, sem se darem conta?!

Eu, com todos os meus defeitos sei o que é o ódio e consigo domina-lo e não utilizo esta droga como arma de destruição do meu próximo. Que Deus cuide dos que odeiam e lhes cure através de uma outra droga, no caso, pelo uso do melhor antídoto, conhecido pela pequenina e poderosa palavra chamada amor.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Leia por favor essa matéria!


Dilma, leia por favor essa matéria! Salvemos nossas crianças!

Psicóloga conta dia a dia do crack
RIO - M.S.,12 anos. Na busca pelo crack, foi violentada por seis homens e teve de fazer cirurgia para reconstituir a genitália.
P.F., 15 anos. Com baixa imunidade por fumar crack, contraiu tuberculose.
V.S., 17 anos. Contaminada pelo vírus HIV na rotina de trocar o corpo por uma pedra da droga.
Histórias chocantes como essas fazem parte do cotidiano profissional da psicóloga Marise Ramôa, supervisora da Embaixada da Liberdade, em Manguinhos – da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) –, que atende jovens viciados em crack.
Há 16 anos fazendo um trabalho de assistência à crianças e adolescentes dependentes de drogas, ela se sente uma espécie de ‘mãezona’ dessa nova geração de viciados, em crack. Rotina que incorporou à vida particular.
– Estou muito implicada nessa causa. São histórias que mexem com a gente. O caso dessa menina de 12 anos me chocou muito – admite Marise, que tem duas filhas. – Faço esse trabalho com amor, como se fossem meus filhos, também.
A supervisora da Embaixada assiste a jovens dependentes desde 1994, até assumir a função na entidade da SMAS.
– Tenho prazer de estar com eles, que buscam a mão amiga, um horizonte para se livrarem do vício.
Marise faz questão de mergulhar na intimidade dos jovens, atendidos diariamente pela instituição, em Manguinhos.
– Essa epidemia de crack, que se alastra pelo Brasil, é retrato do descaso da sociedade, que produz o abandono desses jovens – entende a psicóloga do Núcleo de Direitos Humanos da Subsecretaria de Proteção Especial da SMAS.
Segundo ela, os jovens fazem uso de crack como forma de autoafirmação, por carência afetiva junto à família e até como uma atitude de autodefesa por causa da exclusão social.
– Mas, no fundo, é demonstração de que estão sofrendo porque as consequências são sempre danosas para usuários de crack, principalmente, os menores – explica a psicóloga.
Em apenas cinco meses, 698 menores assistidos
A epidemia de crack no Brasil começou em 2000. Uma bola de neve que cresce a cada mês. A maior prova disso é o constante aumento de atendimentos feitos pela Embaixada da Liberdade.
Criada em 21 de dezembro de 2009, a entidade já acolheu quase 700 jovens dependentes de crack. De janeiro a maio, foram 698 os casos: janeiro (85), fevereiro (114), março (159), abril (187) e maio (153).
Além de profissionais especializados, a entidade dispõe de alojamentos, oficinas de artesanato, pintura, desenho, grafite, salão e oficina de beleza.
– Muitos batem à nossa porta – lembra Marise Ramôa. – Lá, vivem uma rotina de prazer com atividades lúdicas e lazer. Se comportam como crianças e adolescentes . José Luiz de Pinho, Jornal do Brasil,21:13 - 13/06/2010, Postado por Kelly Girão

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