terça-feira, 20 de setembro de 2011

Crack - solução é acolher e reconstruir vidas


Alexandre Padilha e Roberto Tykanori - O Estado de S.Paulo

No início dos anos 1980, quando os primeiros casos de HIV foram registrados no País, a comunidade médica e as estruturas de saúde desconheciam a forma mais eficaz de tratar os pacientes, cujo número crescia em progressão geométrica. O dedo foi posto na ferida. Assim, apesar de todos os avanços ainda necessários, demos passos para começar a enfrentar essa epidemia mundial.
Hoje é mais do que evidente que o abuso e a dependência de drogas no Brasil - em especial do álcool e do crack - se transformaram numa nova chaga social. As vítimas acumulam-se, com graves repercussões na ocupação do espaço urbano, na exclusão econômica e social, na rede de saúde e na vida das famílias. Dados de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo evidenciaram a complexidade que é tratar esses pacientes. Durante 12 anos acompanharam 107 dependentes do crack. Após esse período, 32,8% estavam abstinentes, 20,6% haviam morrido (a maioria, pela violência), 10% encontravam-se presos, 16,8% continuavam usando crack e cerca de 20% estavam desaparecidos, num destino incerto para quem esbarra em algum momento da vida com essa realidade.
A dependência, inclusive do crack, reúne situações sociais muito diversas: desde recursos para suportar a exclusão até estratégias para se sentir incluído. Nas estatísticas estão crianças na rua que se iniciaram nas drogas para suportar a fome e o frio, os trabalhadores rurais que acreditam que a pedra lhes pode fazer suportar toneladas a mais de cana-de-açúcar, profissionais liberais pressionados pelo desempenho no trabalho e jovens que querem alcançar, cada vez mais rapidamente, a inserção na turma. Para todos é crucial construir novos projetos e redescobrir sentido para a vida.
As raízes do problema são externas ao campo da saúde pública, mas sabemos que a rede de ambulatórios, de hospitais e de profissionais pode interferir no curso da dependência. Estamos convencidos de que uma abordagem bem-sucedida está relacionada a uma reestruturação do Sistema Único de Saúde (SUS) que possibilite aos Estados, aos municípios, à sociedade civil atuar em conjunto com o Ministério da Saúde, de forma articulada, no enfrentamento do crack e de outras drogas. O SUS, pela sua capilaridade e pelo seu compromisso com a defesa da vida, deve estar mais presente junto aos indivíduos, grupos e no ambiente social onde se inicia ou se perpetua a dependência de drogas.
Para uma ação eficaz é preciso distinguir o que precisa ser distinto: por um lado, reprimir e criminalizar, de forma vigorosa, o tráfico de drogas e o contrabando; por outro, acolher de forma humanizada e possibilitar o acesso dos usuários às diversas terapias, salvando vidas e evitando mortes precoces. Uma resposta da área de saúde poderá prevenir sofrimento pessoal, conflitos familiares, violência e acidentes urbanos.
Somente com a estruturação de uma rede de serviços que ofereça abordagens diferentes para diferentes indivíduos é que será possível aumentar as chances dos dependentes de reconquistarem sua vida e de a sociedade ganhar de volta seus cidadãos. Para ter sucesso o tratamento deve considerar e se adequar a necessidades distintas. Qualquer proposta que se paute em apenas uma forma de ação ou um tipo de serviço está fadada ao fracasso. Ou seja, não pode ser só ambulatorial, nem somente clínicas de internação ou apenas espaços de internação prolongada.
Por isso o Ministério da Saúde propôs uma parceria à sociedade com Estados e municípios para uma nova rede de serviços. Num mesmo território serão ofertados unidades básicas/Programas de Saúde da Família, consultórios volantes para abordagem e cuidado das pessoas em situação de rua, enfermarias especializadas em pacientes dependentes de álcool e drogas, unidades de acolhimento para pessoas que necessitem de internação prolongada, parcerias com entidades do terceiro setor e com comunidades terapêuticas. Além disso, vai capacitar os serviços de urgência e emergência como portas de entrada possíveis. E também ampliar para 24 horas o funcionamento dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas.
O tema é polêmico, mas não nos devemos paralisar diante de dúvidas. Toda iniciativa que se paute pelo respeito aos direitos individuais e pela proteção à vida deve ser defendida, até mesmo com o recurso à internação involuntária, na forma da lei. Mas nem ela - muito menos o uso da força - pode ser o centro da estruturação dos serviços de saúde e da estratégia de saúde. Nesse sentido, saudamos o recente protocolo organizado pelo Conselho Federal de Medicina, que apresenta uma abordagem contemporânea e equilibrada do tema.
A qualificação profissional e o uso de tratamentos bem estruturados são fundamentais, mas uma abordagem multissetorial será decisiva para o sucesso desta empreitada. Nós, profissionais de saúde, precisamos estar cada vez mais preparados para proporcionar os cuidados necessários, porém sabemos que é imprescindível o envolvimento da sociedade e de outras políticas públicas - como educação, qualificação profissional, moradia, esportes e convívio comunitário - para produzir resultados duradouros.
Essa não é uma tarefa nova. Ao longo dos seus 22 anos, o SUS enfrentou vários desafios que também exigiram abordagem multissetorial. E mostrou-se capaz de enfrentá-los quando uniu a capacidade de quem sofre e agregou quem estava disposto a se mobilizar.
Este é o desafio: criar uma grande frente de saúde pública, comprometida com o tratamento, a recuperação e a reinserção dos milhares de crianças, jovens e adultos machucados pelo crack e outras drogas. Estamos prontos para pôr o dedo nessa ferida e começar a cicatrizá-la. Dessa forma estaremos cumprindo nossa missão.
RESPECTIVAMENTE, MINISTRO DA SAÚDE E COORDENADOR DE SAÚDE MENTAL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE 

Colegiado de Saúde Mental reprova medida de Internação Compulsória

A internação compulsória de usuários de drogas em situação de rua não é um método eficaz de tratamento. Este é o parecer do Colegiado de Coordenadores de Saúde Mental do SUS que, em reunião realizada em agosto, decidiu manifestar-se contra a medida adotada pela cidade do Rio de Janeiro e aprovada por outras capitais como Belo Horizonte e São Paulo.

“Entendemos que este método de sequestrar pessoas com o argumento de tratar de sua saúde representa uma atitude incompatível com a sociedade desenvolvida e democrática”, critica o Colegiado, que é composto por coordenadores de saúde mental dos governos federal, estaduais e das 27 capitais brasileiras, entre outros representantes.


O Conselho Federal de Psicologia também se posicionou frente à internação involuntária, comparando a medida à prática de segregação em manicômios.

“Desde a década de 40, no século XX, há denúncias da ineficácia da segregação em asilos e em equipamentos sociais de fechamento, que acabavam funcionando como espaços de reclusão da miséria e da produção de estigmas e violência”, relembra o CFP.

Abaixo, a íntegra da moção de repúdio publicada pelo Colegiado de Coordenadores de Saúde Mental do SUS:

“Os participantes da XIII Reunião do Colegiado de Coordenadores de Saúde Mental do Sistema Único de Saúde vem manifestar de forma veemente seu integral repúdio à política higienista e de desrespeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, que está sendo urdida por setores comprometidos com o insucesso das políticas de equiparação social do nosso país e perpetrada pela prefeitura do município do rio de janeiro com o nome de ‘internação compulsória’.

Entendemos que este método de sequestrar pessoas com o argumento de tratar de sua saúde representa uma atitude incompatível com a sociedade desenvolvida e democrática.

Além disso, esclarecemos que essa formulação truculenta e imperativa não é oriunda do campo da saúde e alertamos a população sobre a destruição de todo o trabalho de convencimento e adesão que vem sendo proposto e executado pelas nossas equipes. Essa prática não apresenta efetividade quanto à recuperação de usuários de drogas.

Lutamos pela afirmação e construção do Sistema Único de Saúde; pela consolidação da vitoriosa e reconhecida política nacional de Saúde Mental; por uma atenção aos usuários de drogas baseada em uma política intersetorial com cuidados psicossociais intensivos; por serviços de saúde mental integrados à rede de saúde; pelas ações de redução de danos e pelo estado democrático de direitos.

Dessa maneira, frente ao povo brasileiro, nos posicionamos como contrários a esse tipo de procedimento.

BRASÍLIA (DF), 10 DE AGOSTO DE 2011. PLENÁRIA DA XIII REUNIÃO DO COLEGIADO DE COORDENADORES DE SAÚDE MENTAL


Caio Fernando Abreu

"Muita coisa que ontem parecia importante ou significativa amanhã 
virará pó no filtro da memória. 
Mas o sorriso (...) 
ah, esse resistirá a todas as ciladas do tempo."


GILBERT, UM Bullying !

ESTE ESPAÇO É PARA LEMBRAR DO MAL QUE FIZERAM A GILBERT, UM POBRE RAPAZ, CUJA IDADE MENTAL VARIAVA ENTRE 12 E 14 ANOS. ERA UM EXCEPCIONAL. MALTRATADO, CHAMADO REPETIDAMENTE DE BICHA, AGREDIDO, DESTRATADO E QUE UM PASTOR, DONO DE UM CACETE ARMADO DIZIA SER "O ÚLTIMO A FALAR E O PRIMEIRO A APANHAR". ESTA FRASE RESUME A ESSÊNCIA DA PSEUDO "CLÍNICA" EM QUE UM DIA FUI PARAR.

CERTA FEITA, EM UMA DAS REUNIÕES QUE O PASTOR REALIZAVA PARA AVACALHAR E DESMORALIZAR UM DOS RECLUSOS, ELE MANDOU QUE UM INTERNO, COLOCADO COMO G.A.P. , DESSE UM TAPA NA CARA DO MESMO, O QUE FOI FEITO NA PRESENÇA DE MAIS DE 50 PESSOAS. O PASTOR RIA E OUTRAS PESSOAS RIAM TAMBÉM. O AMBIENTE ERA LOUCO. 

O QUE GILBERT FAZIA NAQUELE LUGAR? O QUE SOUBE É QUE ELE ERA CRIADO PELA AVÓ, QUE VENDO  O NETO COM TREJEITOS DE EFEMINADO PROCUROU O PASTOR PARA CONSERTA-LO (PODE?!) E ESTE SE PRONTIFICOU A MODIFICAR O POBRE COITADO. PARA O TAL PASTOR, LEVANDO EM CONTA O CASO GILBERT, ELE "CURARIA" O HOMOSSEXUALISMO. A AVÓ DO RAPAZ, TUDO BEM QUE ELA IMAGINASSE O QUE QUISESSE E ACREDITASSE EM TAL POSSIBILIDADE. O FATO É QUE ELE FOI PARA EM UM LOCAL QUE DIZIA ESTAR VOLTADO PARA TRATAMENTO DE DEPENDÊNCIA QUÍMICA. HAVIAM OUTRAS PESSOAS RECLUSAS, LÁ JOGADAS POR PARENTES, SEM QUE EU CONHEÇA A RAZÃO. 
POBRE SENHORA QUE FOI ENGANADA, LESADA EM SUA BOA FÉ. GILBERT ATÉ O MOMENTO QUE SAI DAQUELE INFERNO CONTINUAVA POR LÁ. NÃO ERA USUÁRIO DE DROGAS, MAS ERA VÍTIMA DA USURA, DE FALSA PROMESSA, DE PROPAGANDA ENGANOSA. IMAGINAR QUE EXISTEM LUGARES IGUAIS A ESTE E IMAGINAR QUE ESTÃO DEIXANDO ESTES LUGARES FUNCIONAREM, SEM A DEVIDA E MERECIDA PUNIÇÃO, COM A PROIBIÇÃO DE NÃO MAIS PODER ABRIR NADA IGUAL, É UM DESASTRE.

MINHA SOLIDARIEDADE A GILBERT !

Meditação Diária, Narcóticos Anônimos, 20 de setembro DE 2011

Coragem para modificar

"Deus, conceda-me serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para reconhecer a diferença."

Oração da Serenidade

Recuperação envolve mudança e mudança significa fazer as coisas de outra maneira. O problema é que muitos de nós resistimos a fazer as coisas de outra maneira; o que estamos fazendo pode não estar funcionando, mas pelo menos estamos familiarizados com isso. É preciso coragem para dar um passo em direção ao desconhecido. Como conseguimos esta coragem?

Podemos olhar à nossa volta nas reuniões de NA. Vemos outros que descobriram que precisavam mudar o que fizeram com sucesso. Isso ajuda a aquietar nosso medo de que qualquer mudança seja um desastre. Também temos o benefício da experiência deles com o que “funciona”, experiência que podemos usar para mudar, e com o que “não funciona”.

Podemos também olhar para nossa própria experiência de recuperação. Se esta experiência, até aqui, está limitada a parar de usar drogas, mesmo assim “nós fizemos” muitas mudanças em nossas vidas – mudanças para melhor. Em qualquer aspecto de nossas vidas em que tenhamos aplicado os passos sempre temos achado a rendição melhor que a negação, a recuperação superior a adicção.

Nossa própria experiência e a experiência de outros em NA nos diz que “mudar as coisa que posso” é uma grande parte do que significa recuperação. Os passos e a capacidade de praticá-los nos dão a orientação e a coragem de que precisamos para mudar. Não temos nada a temer.

Só por Hoje: Eu vou receber bem as mudanças. Com a ajuda de meu Poder Superior, eu vou encontrar coragem para mudar as coisas que posso.

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, Reflexão do dia 20 de Setembro DE 2011

P.S. COMO GUIA

Procure fazer com que a sua relação com Ele seja certa e grandes eventos acontecerão a você e a muitos outros. Esta é a nossa Grande Realidade.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS PG. 177

Ter um bom relacionamento com Deus parecia ser impossível. Meu passado caótico deixara-me cheio de culpa e remorso, e eu imaginava como este "negócio de Deus" poderia funcionar. A.A. me disse que devo entregar minha vontade e minha vida aos cuidados de Deus, como eu O concebo. Sem ter nada mais para entregar, cai de joelhos e gritei: "Deus, eu não posso fazer isto. Por favor, me ajude!" Foi quando admiti minha impotência, que um raio de luz começou a tocar minha alma, e então uma disposição emergiu para deixar Deus controlar a minha vida. Com Ele como meu guia, grandes coisas começaram a acontecer e encontrei o começo da sobriedade.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

COCAÍNA CRACK



COCAÍNA CRACK

“Eu vivi com um dependente de crack durante quase um ano. Eu amava aquele dependente — que era o meu namorado — de todo o meu coração, mas já não podia aguentar mais [com] aquilo.
“O meu ‘ex’ roubava incessantemente e não conseguia largar o seu cachimbo. Penso que o crack é mais prejudicial que a heroína — uma cachimbada pode ser tudo o que é necessário para te transformar num monstro imoral.” — Audrey
“Tinha contraído um hábito em cocaína crack que me custava 2000 dólares por semana e queria desesperadamente livrar–me dessas correntes.” Jennifer
“A única coisa que tinha em minha mente era o crack. E se alguém te oferecesse alguma, atiravas–te a ela e aceitavas. É como oferecer uma fatia de pão a um homem esfomeado que já percorreu quilómetros. As coisas complicaram–se para mim quando tinha andado a fumar constantemente durante um par de semanas. Um dia decidi simplesmente que já tinha passado o suficiente — não podia continuar a viver assim e tentei cometer suicídio. Vou ter que tentar continuar a lutar. Espero que os meus instintos de sobrevivência despertem.” John
“Em sessenta anos eu nunca tinha consumido drogas e bebia apenas socialmente, mas nunca em excesso. Reformei–me como um executivo empresarial de sucesso que tinha dado um curso superior a duas filhas e que tinha merecido a minha reforma. Contudo, a minha festa de despedida foi o início de cinco anos de inferno. Foi aí que fui introduzido pela primeira vez ao crack. Durante os cinco anos seguintes perdi a minha casa, a minha esposa, todos os meus recursos financeiros, a minha saúde e quase a minha vida. Também passei dois anos na prisão.” William
“Fui introduzido ao fumo do crack, e foi aí que tudo deixou de funcionar. Tinha saído com algumas pessoas que naquela altura considerava realmente como sendo amigos muito próximos. Sabem, é verdade o que dizem sobre o crack: ‘quando ficas com aquela pedrada inicial, nunca mais voltas a chegar lá tão acima.’ Deu completamente cabo de mim. Tomou o controlo total da minha pessoa. O crack arruinou a minha reputação, a minha autoestima e o meu autorrespeito.” Dennis

Sobre Blogs

Não sei se já revelei que ao sair da Vila serena, cheio de metas, mil propósitos, projetos de reformulação de vida, planos de participação em grupos, decidi criar um blog. Me entusiasmei e criei logo nove blogs. 

O Só Por Hoje me impressionava. Coloquei algo nele para contabilizar a quantidade de pessoas que estariam online e fiquei estarrecido: eram mais de 20 mil pessoas quase que ao mesmo tempo. Chamei minha irmã que entende um pouco de blogger e ela pipocou de rir.Foi em cima: você copiou o script, ou termo parecido, de algum blog que tem esta alta frequência. Tente verificar. Verifiquei e mudei. De animado fiquei um pouco decepcionado. Dai em diante fui me esforçando para melhorar e tudo era tão devagar que, por vezes, dava vontade de deixar essa idéia de lado. Mas decidi encarar. Dos nove blogs, criei mais quatro, depois mais dois, depois mais um e quase todos estes são secretos e não quero que ninguém saiba que são criações minhas. Também criei sites e depois os abandonei por achar os blogs mais fáceis de trabalhar. 

Coloquei um montão de coisas: gadgets, banners, relógio e um montão de coisas desnecessárias. Nenhum dos blogs que possuo tem um toque profissional. Nele estão registrados os bons e os maus momentos por que passei. Hoje, lendo uma companheira de blog, notei que ela também se encanta com essas coisas do mundo da estatística e escolhi - dentre todos - 5 blogs para verificar como andam. Evidente que o SPH ganha dos demais, contudo 2 blogs tentam chegar perto e têm boa audiência. O que pude contabilizar, nos cinco blogs QUE GOSTO MAIS,  foi o seguinte; 2566 posts, 99.252 visitas e 146.310 visualizações de página, o que ainda é muito pouco. Preciso melhorar muito e para tanto tenho que aprender mais sobre blogs. Esqueci de fazer o apanhado de onde os blogs são acessados e o que posso dizer é que muita gente em Portugal, EEUU, Alemanha, Dinamarca, Rússia, Japão, China, Colômbia, Venezuela, México e muitos outros países do mundo acessam estes blogs e fico admirado. Acho estranho a França ter pouca participação. Ainda assim tem um alto índice de rejeição o que se justifica pelo fato de não saber colocar um link para ser aberto em outra aba, ou janela, fazendo com que o leitor permaneça presente no blog. isso gera e eleva o grau de rejeição. Se conseguir fazer isto a rejeição cai e muito. Ainda não tive saco de aprender como fazer para que as coisas melhorem. por enquanto me dou por satisfeito.

Meditação Diária, Narcóticos Anônimos, 19 de setembro de 2011

Irmandade

"Em NA as nossas alegrias se multiplicam ao compartilharmos os bons dias; aliviamos as nossas tristezas ao compartilharmos os maus dias. Pela primeira vez nas nossas vidas não precisamos vivenciar nada sozinhos."

IP Nº 16, “Para o recém-chegado”

Quando usamos os passos e as outras ferramentas de nosso programa para trabalhar nossas dificuldades, nos tornamos preparados para apreciar as alegrias de viver limpo. Mas nossas alegrias passam rapidamente se na as partilharmos com os outros, enquanto dificuldades não partilharmos podem custar a passar. Na Irmandade de Narcóticos Anônimos frequentemente multiplicamos as alegrias e dividimos nossos fardos, partilhando uns com os outros.

Nós adictos experimentamos prazeres em recuperação que, algumas vezes, só outro adicto pode apreciar. Companheiros entendem quando falamos a eles da satisfação que sentimos ao restabelecer relacionamentos abalados, do alívio que experimentamos por não ter que usar drogas para passar este dia. Quando partilhamos estas experiências com adictos em recuperação e eles nos respondem com histórias semelhantes, nossa alegria é multiplicada. O mesmo princípio se aplica aos desafios que encontramos como adictos em recuperação. Partilhando nossos desafios e permitindo que outros membros de NA partilhem sua força conosco, nosso fardo é aliviado.

A irmandade que temos em Narcóticos Anônimos é preciosa. Partilhando juntos, aumentamos as alegrias e diminuímos os fardos da vida em recuperação.

Só por Hoje: Eu vou partilhar minhas alegrias e meus fardos com outros adictos me recuperação. Eu também vou partilhar os deles. Eu sou grato pelos laços fortes da irmandade em Narcóticos Anônimos.

Reflexão do dia, Alcoólicos Anônimos, 19 de Setembro de 2011

ACEITAÇÃO

Admitimos que não poderíamos vencer o álcool com os recursos que ainda nos restavam, e assim aceitamos o fato de que a dependência de um Poder Superior (mesmo que fosse só nosso Grupo de A.A.) poderia resolver o caso até aqui insolúvel. No momento em que formos capazes de aceitar inteiramente esses fatos, iniciou-se nossa libertação da compulsão alcoólica.
NA OPINIÃO DO BILL PG. 109

A liberdade somente veio para mim com a aceitação de que podia entregar minha vontade e minha vida aos cuidados de meu Poder Superior, que eu chamo de Deus. A serenidade infiltrou-se no caos de minha vida, quando aceitei que o que me estava sucedendo era a vida mesma e que Deus me ajudaria em minhas dificuldades - e muito mais ainda. Desde então Ele tem me ajudado em todas as minhas dificuldades! Quando aceito os situações como elas são, não como desejo que elas sejam, então posso começar a crescer e ter serenidade de espírito

domingo, 18 de setembro de 2011

Recaida

Sexta-feira à noite sentindo-me forte, resolvi sair sozinho para uma reunião de um grupo NA que fica mais próximo de mim. Consegui vinte reais e fui. Na rua, antes de percorrer 100 metros veio a tentação e, sem qualquer esboço de reação eu caminhava em direção do "fim de mundo"... O complemento do que iria escrever deixo no mural de partilhas do Blog PROCURA-SE, seção QUERO PARTILHAR, vez que não me sinto à vontade para tocar no tema. Ressalvo que não foi uma farra, adianto que não foi bom, mais uma vez devo reconhecer que a doença é traiçoeira. Se fosse levar em conta o uso diria que quase não houve recaída e o que me mortifica é o aspecto moral da recaída. Sei que nada devo esperar de ninguém, apenas sinto que a desinformação dos meus familiares é imensa e que eles exageram e só amplificam minha dor, quando amplificam meus erros e o que é microscópico torna-se macroscópico. Não era para ter acontecido mas aconteceu. Ocorreu no pior momento. Eu vinha escrevendo que me sentia desconfortável e atribuía isso à síndrome do confinamento. Tudo mais que poderia me ajudar, como terapia por telefone, sair, passear, servir-me de um hobby e seguir a experiência dos grupos de auto-ajuda, como AA e NA, não fiz, não podia e nem tinha companhia. Tornei-me dependente de outras pessoas e estas pessoas não podem dedicar o precioso tempo comigo. São excelentes pessoas, extremamente capacitadas, embora não se cuidem. Se dependesse da ajuda e apoio dessas pessoas, pra valer, eu diria que há mais tempo já teria partido desta para outra. Hoje eu procuro dar o melhor de mim e tento, quase sozinho, ir buscando me manter em recuperação. Recaídas eu sei que fazem parte do processo e pode acontecer com um veterano, mas devo estar mais consciente, devo esperar menos dos outros e muito de mim. Repito: não fiz farra alguma, não tomei bebida nenhuma, sequer um refrigerante, não fumei. A queda foi muito maior do ponto de vista moral do que do ponto de vista do uso. O gasto que tive ficou por volta de 80 reais. Sinto-me culpado e envergonhado e peço desculpas por ter fraquejado. Não vou me entregar. Continuarei lutando pela minha vida, pela minha libertação, pelos meus ideais de vida, combatendo o que julgo injusto. Preciso imitar os e as codependentes com esse tal desligamento com amor. Nem sei se existe isto partindo do adicto para seus codependentes, mas eu preciso desse desligamento emocional. Preciso trabalhar isso e também preciso aprender a ser só, a viver só, a andar só, sem depender de ninguém e sem ter que recair quando estiver só, me sentindo pra baixo. Eu sei que não devo dizer nunca até porque sei que pessoas precisam de pessoas, apenas penso em precisar menos, só isso. Mesmo envergonhado e decepcionado comigo mesmo, continuarei postando e acreditando na vitória. Só gostaria que os que me julgam fossem mais humanos e menos falso-moralistas e que de modo e maneira alguma mintam. A mentira me enoja. Exponho minha vida publicamente de modo que, se buscam a verdade, as minhas verdades estão postadas neste blog e em outros, mediante comentários.

Citações Biblicas

Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?

Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Mateus 25:35

E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão. I João 4:21

Gregório de Matos

PEQUEI, SENHOR....

Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado, 
de vossa alta clemência me despido; 
porque quanto mais tenho delinqüido, 
vos tenho a perdoar mais empenhado.

Se basta a vos irar tanto um pecado, 
a abrandar-vos sobeja um só gemido: 
que a mesma culpa, que vos há ofendido, 
vos tem para o perdão lisonjeado.

Se uma orelha perdida e já cobrada, 
glória tal e prazer tão repentino 
vos deu, como afirmais na sacra história,

eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada, 
cobrai-a; e não queirais, pastor divino, 
perder na vossa ovelha a vossa glória.

Meditação do Dia, Narcóticos Anônimos, Domingo, 18 de Setembro de 2011

Relações honestas

"As mudanças mais importantes e mais profundas nas nossas vidas centram-se no campo das relações pessoais." Texto Básico, p. 65


A recuperação proporciona a muitos de nós relacionamentos mais íntimos e mais próximos do que alguma vez tivemos. À medida que o tempo passa, vemo-nos atraídos em direcção àqueles que acabam por se tornar os nossos amigos, o nosso padrinho ou madrinha, e os nossos companheiros na vida. As gargalhadas, as lágrimas e as lutas que partilhamos trazem consigo o respeito e uma empatia duradoura. O que é que fazemos, então, quando descobrimos que não estamos de acordo com os nossos amigos em tudo? Podemos descobrir que não temos os mesmos gostos em música que o nosso maior amigo, ou que não concordamos com a nossa mulher com a forma como dispor a mobília, ou chegar mesmo a votar de forma diferente que o nosso padrinho ou madrinha numa reunião de serviço. Será que estes conflitos significam que a amizade, o casamento, ou o apadrinhamento, chegaram ao fim? Não! Este género de conflito não só é normal em qualquer relação duradoura, como é de facto uma indicação de que as pessoas em questão são indivíduos honestos e emocionalmente saudáveis. Em qualquer relação onde ambas as pessoas concordem absolutamente em tudo, o mais provável é que só uma delas é que estará a usar a cabeça. Se sacrificarmos a nossa honestidade e a nossa integridade a fim de evitar conflitos ou desentendimentos, estaremos a desperdiçar o melhor daquilo com que podemos contribuir para as nossas relações. Quando somos totalmente honestos, usufruímos plenamente toda a companhia de outro ser humano.

Só por hoje: Vou acolher as diferenças que fazem de cada um de nós um ser especial. Hoje vou esforçar-me por ser eu próprio.



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