domingo, 8 de dezembro de 2013

Meditação Diária, Narcóticos Anônimos



 Comitê de Serviço de Área - São Paulo, 08 de dezembro de 2013

Chamando um defeito de defeito

"Quando vemos como nossos defeitos existem nas nossas vidas e os aceitamos, podemos abrir mão deles e prosseguir na nossa nova vida."
Texto Básico, pág. 37


As vezes, nossa presteza em remover nossos defeitos de caráter depende de como os denominamos. Se ao denominarmos nossos defeitos nós os “minimizamos”, talvez não sejamos capazes de perceber o mal que eles causam. E, se parece que eles não causam mal nenhum, porque haveríamos de pedir ao Poder Superior para removê-los de nossas vidas?

Tome por exemplo “o bonzinho”. Não parece que exista algo de errado, não é mesmo? Significa que somos simpáticos com as pessoas, certo? Não muito. Falando sem rodeios, isto quer dizer que somos desonestos e manipuladores. Mentimos sobre nossos sentimentos, nossas crenças e nossas necessidades, bajulando os outros para que eles concordem com nossos desejos.

Ou talvez pensemos que somos pessoas “fáceis de lidar”. Mas “fácil de lidar” significa ignorar nossos trabalhos domésticos, evitar confrontos ou ficar acomodados a uma rotina confortável? Então, o melhor nome para isso seria “preguiça”, ou “procrastinação”. Ou “medo”.

Muitos de nós temos dificuldades de identificar nossos defeitos de caráter. Se esse é o nosso caso, podemos falar com nosso padrinho ou companheiro de NA. Descrevemos nossos comportamentos a eles clara e honestamente e pedimos ajuda a eles na identificação de nossos defeitos. À medida que o tempo passa, progressivamente nos tornamos mais capazes de identificar nossos próprios defeitos de caráter, chamando-os pelos seus nomes verdadeiros.

Só por Hoje: Eu darei aos meus defeitos seus nomes verdadeiros. Se tiver dificuldades para fazer isso, pedirei ajuda ao meu padrinho.

Nelson Mandela - Insanos e Gênios

"Devaneio da minha alma, força que extrai me da realidade, arrasta me por sólo infértil dessa terra maltratada.

"Insanidade dizem ser a definição daquilo que não sabemos explicar em forma comum, a inabilidade de comunicar nossas idéias, portanto todos nós em dado momento somos considerados insanos, mas não se deve confundir insanidade com a falta de controle.

Insanidade ao meu ver talvez seja aquele momento em que eu tenho guardado na memória e que não consigo traduzir, ver o sol nascer à beira mar, os pés descalços com aquele leve desconforto da areia entre os dedos, a brisa da madrugada vindo de encontro trazendo aroma de algas marinhas, a solidão momentânea e a rápida sensação de que se está sozinho no mundo enquanto todo o mundo dorme.

Mas isso tudo é de fato fácil falar, difícil é mesmo o que se passa por trás dos olhos naquele momento, naqueles breves suspiros por entre uma respiração e outra, o tentar achar significado pelo motivo de tão bem estar e o por quê não conseguimos eternizar tudo aquilo.

Alguns insanos ao decorrer de suas vidas levaram sorte e acabaram definidos como gênios, seriam eles capazes de traduzir ao total tudo aquilo que realmente se passava em suas cabeças ? Quando falavam sozinhos, estariam eles tentando argumentar consigo mesmos por falta de alguém insano tanto quanto eles próprios ?

Até que ponto conseguimos ensinar nossa psique e adestrar nosso subconsciente à nosso favor e à ponto de atravessarmos aquela linha imaginária que conhecemos como limites ? Seriamos capazes de não mais adoecer em nossos corpos e mentes apenas com a força do pensamento e pelo livre arbítrio? " 

Nelson Mandela

sábado, 7 de dezembro de 2013

Nosso profundo pesar


Manifestamos nossos votos de profundo pesar pelo passamento do eminente líder Nelson Mandela.



Reflexões Diárias, Alcoólicos Anônimos

07 de dezembro de 2013
VERDADEIRA AMBIÇÃO

A verdadeira ambição é o sincero desejo de viver servindo e de avançar com humildade pela graça de Deus.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, 
p. 115

No tempo em que bebia, a minha única e exclusiva preocupação era a de que todas as outras pessoas tivessem uma boa opinião a meu respeito. A minha ambição em tudo o que fazia era ter o poder para estar no topo. O meu eu interior dizia-me outra coisa, mas eu não podia aceitá-la. Nem sequer me permitia consciencializar que usava continuamente uma máscara. Por fim, quando caiu a máscara e eu gritei ao único Deus que podia conceber, a Comunidade de AA, o meu grupo e os Doze Passos estavam lá. Aprendi como transformar os ressentimentos em aceitação, o medo em esperança e a raiva em amor. Também aprendi que, amando sem ter expectativas irreais, partilhando as minhas preocupações e interessando-me pelos meus companheiros, cada dia pode ser alegre e proveitoso. Começo e acabo o meu dia dando graças a Deus, que tão generosamente derramou sobre mim a Sua graça.

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos


Sábado, 07 de dezembro de 2013

Sobreviver às nossas emoções

"Usamos ferramentas à nossa disposição e desenvolvemos a capacidade de sobreviver às nossas emoções."
Texto Básico, p. 33

“Sobreviver às nossas emoções?” – alguns de nós perguntam, “Você deve estar brincando!” Quando estávamos usando, nunca nos demos a chance de aprender como sobreviver a elas. Você não sobrevive aos seus sentimentos, pensávamos... você os droga. O problema era que aquela “cura” para nossas emoções estava nos matando. Então, chegamos a Narcóticos Anônimos, começamos a trabalhar os Doze Passos e, como resultado, a amadurecer emocionalmente.

Muitos de nós encontraram alívio emocional desde o início. Estávamos exaustos de fingir que nossas vidas e nossa adicção estavam sob controle; na realidade nos sentimos melhor admitindo finalmente que não estavam sob controle. Depois de partilhar nosso inventário com nosso padrinho, começamos a sentir que não precisávamos negar quem éramos ou o que sentíamos para sermos aceitos. Quando terminamos de fazer nossas reparações, descobrimos que não precisávamos sofrer com a culpa. Poderíamos admiti-la e isso não nos mataria. Quanto mais praticávamos o Programa de NA, melhor nos sentíamos em viver a vida como ela é.

O programa funciona hoje tão bem como sempre funcionou. Fazendo o inventário diário, sendo honestos e rendendo-nos à realidade, podemos sobreviver aos sentimentos que a vida coloca em nosso caminho. Usando as ferramentas disponíveis, desenvolvemos a habilidade de sobreviver às nossas emoções.

Só por Hoje: Eu não negarei meus sentimentos. Praticarei honestidade e me renderei à vida como ela é. Usarei as ferramentas desse programa para sobreviver às minhas emoções.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos

6 de dezembro de 2013

Romance e recuperação

"Relacionamentos podem ser uma área terrivelmente dolorosa."
Texto Básico, pág. 89


Para alguns de nós o amor é como um elixir. A excitação de um novo relacionamento amoroso, a curiosidade de explorar a intimidade, a sensação de liberdade que adquirimos por permitir nos tornarmos vulneráveis – todas essas emoções são poderosas, mas não podemos esquecer que temos apenas um alívio diário de nossa adicção. Apegarmo-nos a esse alívio diário deve ser prioridade máxima na vida de qualquer adicto em recuperação.

Podemos nos envolver demais em nosso relacionamento. Podemos vir a negligenciar velhos amigos e nosso padrinho, nesse processo. Então, quando as coisas ficam difíceis, frequentemente temos a sensação de que não conseguimos mais alcançar aquelas pessoas que nos ajudaram antes de nosso envolvimento amoroso. Esta crença pode estabelecer a base para uma recaída. Trabalhando nosso programa consistentemente e frequentando reuniões, asseguramos uma rede de recuperação, ainda que estejamos profundamente envolvidos.

Nosso desejo de estar envolvido romanticamente é natural. Não devemos esquecer que, sem nossa programação, até mesmo a relação mais saudável não nos protege contra a força de nossa adicção.


Só por Hoje: Em meu desejo por romance, não vou ignorar minha recuperação.

DEUS SONHA, O HOMEM QUER, A OBRA NASCE!


Esta foto foi publicada na página do facebook do GRUPO DOZE PASSOS DO NA

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A título de esclarecimento, estamos juntos!

Este blog é independente de qualquer irmandade. Conhecemos a importância de todas elas, principalmente NARCÓTICO ANÔNIMOS e ALCOÓLICOS ANÔNIMOS e demais Irmandades correlacionadas com a dependência química. 

Procuramos levar adiante as mensagens, meditações e reflexões porque comungamos com o programação das citadas irmandades e possuímos muitas idéias provenientes delas. Mas, é bom frisar, que não somos AA, nem NA, apenas nos esforçamos para levar mensagens aos adictos que ainda sofrem nas garras da adicção ativa, enquanto vivemos. Existimos, resumidamente, "Para que nenhum adicto tenha que morrer nos horrores da adicção..." (Citação do nasp.org.sp).

Somos seguidores do NA e do AA, é bom atentar para isto. Sabemos que nem sempre opinamos de acordo com a programação das citadas irmandades e emitimos o que pensamos, por nossa conta e risco. Não somos perfeitos, é bom ressaltar.

No mais, tudo azul e vamos pra frente, vivendo um dia de cada vez!




Semeando paz e amor pelos caminhos da vida


Quando residente em uma sereníssima vila, achei impressionante e bonito quando todos nós, residentes, unidos e de mãos dadas, formando uma enorme roda, ouvíamos um dos nossos irmãos falar, em voz alta, enquanto repetíamos, uníssonos, cada frase que ia pronunciando.

Era quase uma oração, que cheguei a publicar mas não tive como encontrar... Há momentos em que não vou devagar...

Também escrevia quase em total escuridão, para não acender a luz e incomodar quem estava dormindo.

Daí recorri a um buscador e fui parar exatamente no Blog AMANDO UM DEPENDENTE QUÍMICO.

Como é tarde copiei dois trechos, sem ler o post (perdão!). O que me encantou, naquele dia, foram os seguintes dizeres: 

Eu seguro a minha mão na sua, e uno o meu coração ao seu, para que juntos(as) possamos fazer aquilo que eu não posso fazer sozinho(a)". “Tudo estará bem enquanto os laços que nos unem forem maiores e mais fortes do que aqueles que nos afastariam...”

Depois veio a oração da serenidade. 

Aprendemos muito com os 12 passos no local em que estive residente, de forma voluntaria. Foi - para mim - como cursar uma universidade que não pode oferecer diploma, que não oferece créditos, sequer reconhecimento...

Lá fora, sabia o que me aguardava. Coisas como o preconceito, o estigma, a crise de confiabilidade e, sobretudo, a codependência, dentre tantas coisas...

Lá dentro era um mar de rosas, fora é como estar numa selva de pedras onde esquecemos que o ser domesticado corre muitos riscos.

O adicto, na ativa, é uma fera ferida. Sou daqueles que acreditam que nada acontece por acaso, sem sermos fatalista. Mas em cada cabeça há um ou vários dramas, ou nenhum para os mais resolvidos e estruturados, resumidamente escrevendo. Claro que existe um fator desencadeador, uma força motriz, algo que impulsiona e pressiona o gatilho que vai detonando o adicto com sucessivos disparos de insanidades.  Coisas que ninguém vê e só o adicto parece sentir.

Se fraquejar, cai e recai, até o dia em que vai cansar, porque verifico que há um ponto de exaustão. Conheci muita gente que cessou o uso repentinamente, como um milagre de Deus e isto a mídia não revela, não divulga, nem propaga. Se procurar vai achar inúmeras pessoas que se libertaram, do vício, sem ajuda outra que não fosse de foro íntimo. Na minha opinião, cansaram de viver e de levar uma vida de merda.

Mas para fechar este post gostaria de partilhar algo que não tem nada a ver com drogas, mas com o amor ao próximo e quem não se ama, não pode amar seu semelhante. Acredito que estou voltando aos bons tempos, quando vivia limpo, como tenho estado nos últimos meses.

Já nem conto mais os dias... posso apenas ter noção. Já faz um bom tempo e já me ocorreram coisas que, outrora, com certeza, me conduziriam a ter uma, ou mais recaídas. Venho mantendo-me firme e resoluto, acho que também cansei e espero que a vontade de Deus se cumpra, pois minha vida e minhas vontades estão nas mãos dele. Do meu jeito não deu certo...

Agora mudando de assunto gostaria de partilhar algo que vi e que não gostei, porque estava no extremo oposto de uma avenida, em meio a uma multidão de gente que atravessava a pista de uma grande avenida, aproveitando o momento em que o sinal estava verde.

De repente verifiquei que um homem, numa cadeira de rodas, tentava atravessar a movimentada avenida, enquanto o sinal estava fechado. O homem demonstrava falta de força ara impulsionar a cadeira de rodas, em que se achava. O sinal abriria a qualquer momento e o homem, esforçava-se muito e quase não conseguia sair do lugar. Estava em apuros. Parece que ninguém reparava o que eu estava observado, em fração de segundos.

Sei que vivemos nos tempos da indiferença, do individualismo acentuado e outras deficiências de caráter que não são coisas apenas de adictos; Então corri até onde o homem estava e disse, rapidamente: -posso lhe ajudar, companheiro! e escutei de volta: "- "claro que sim, estou com meu pé recém-amputado", disse-me. O curativo estava à mostra.  Ele parecia fragilizado e não quis pedir ajuda, sei lá porque? Talvez carregasse dentro dele coisas que já senti e que chamo de descrença no gênero humano, com as raras e devidas exceções.

Quando a responsabilidade é difusa alguém tem que tomar alguma iniciativa para corrigir seja lá o que for que pareca estar errado. Ser fraterno e solidário independe de ser, ou não ser um adicto, é algo que deveria estar presente, nas variadas mentalidades, das personalidades multifacetadas, de qualquer ser humano. 

Bem, consegui levar o homem até mais adiante do que ele sugeria. Acho que é um dever, uma questão que marca minha consciência. Já passei momentos duros em que poderia ser ajudado e não fui, depois lembrei que devemos amar ao próximo como a nós mesmo e acabei - creio - fazendo uma boa ação. Tchau-tchau...

Ele não viu meu rosto, nem eu o dele. Nos despedimos  e cada um seguiu seu rumo. Nem deveria contar isto, mas assim procedo porque sou mais um anônimo na multidão e não sou merecedor de elogios de qualquer natureza. Cumpri um dever como cidadão, como um irmão, ou um amigo, que vendo o outro em dificuldade, não espera que o pedido de ajuda aconteça e se antecipa, sem nada esperar, além de fazer o bem, por amor ao próximo. Vai lá e simplesmente cumpre o dever de casa e o que manda a boa educação e nossos princípios espirituais. 

Com isso eu devo confessar que tenho um sonho que é o de ver o amor a si mesmo e ao próximo vicejando. Parece algo utópico, como "Imagine", de John Lennon. Mas tudo brota da nossa imaginação utópica; sem ela ainda estaríamos nos tempos das cavernas. 

Recordo o dia em que caminhava junto com a mulher e dizia a ela: - já pensou se pudéssemos  sair por ai, a plantando sementes de amor e de bondade por onde passamos, seja lá qual for o caminho e a caminhada? e conclui: um dia, quem sabe, quando retornarmos pelo mesmo caminho, talvez possamos colher o que plantamos e recebermos os bons frutos da nossa semeadura. É como penso, eu sou assim mesmo, apenas vou cumprindo minha arte nessa alongada estrada da vida.


Narcóticos Anônimos - MEDITAÇÃO DIÁRIA



04 de dezembro de 2013

"Sabemos que, se rogarmos a vontade de Deus, receberemos o que for melhor para nós, independente do que pensamos."

Quando chegamos a NA, nossas vozes interiores tinham se tornado não confiável e autodestrutivas. A adicção distorceu nossos desejos, nossos interesses, nosso senso do que era o melhor para nós. Por isso tem sido tão importante, em recuperação, desenvolver nossa crença num Poder maior do que nós mesmos, algo que pudesse prover um direcionamento mais confiável e mais são do que o nosso. Começamos a aprender como contar com o cuidado desse Poder e a confiar na direção interior que ele nos provê.

Como em todos os processos de aprendizagem, é preciso prática para “rogarmos apenas o conhecimento da vontade de Deus para conosco e o poder de realizar essa vontade”.As atitudes egoístas e egocêntricas que desenvolvemos em nossa adicção não são rejeitadas por nós da noite para o dia. Essas atitudes poderão afetar o modo como oramos. Podemos até nos pegar fazendo uma oração do tipo: “Livre-me deste defeito de caráter para que eu possa parecer melhor”.

Quanto mais objetivo formos sobre nossas próprias idéias e desejos, mais fácil será distinguir entre a nossa vontade e a vontade de nosso Poder Superior. Poderemos orar: “Deus, só para Sua informação, isto é o que eu desejo nesta situação. No entanto, peço que Sua vontade, e não a minha, seja realizada”. Uma vez que façamos isto, estaremos preparados para reconhecer e aceitar a orientação de nosso Poder Superior.

Só por hoje

Poder Superior aprendi a confiar em Sua orientação; no entanto, eu ainda tenho minhas próprias idéias sobre como quero viver a minha vida. Deixe-me partilhar essas idéias com Você e, então, entender claramente qual a Sua vontade em relação a mim. No fim, que Sua vontade, e não a minha, seja realizada.

domingo, 1 de dezembro de 2013

O passado é uma lição!

Não sei quantas e  quantas vezes percorri o "mundão". Jogava-me nas favelas e nela ficava. Muitas vezes com vergonha de voltar pra casa, o que seria correto, mesmo depois do erro cometido. Noutras ocasiões, nelas permanecia porque uma dose não basta e mil ainda é pouco. É um processo louco a compulsão e o descontrole.
De barraco em barraco ia percorrendo favelas, andando pelas quebradas. Muitas vezes acompanhado, noutras acompanhado por Deus. Sinceramente, é preciso ter coragem e, apesar de ter noção de muitas coisas, ficava atordoado e atento. Tinha medo, sim. De um lado é a polícia, do outro gente que não conhecemos e que acabamos nos deixando envolver.

A favela parece ser um mundo à parte. Tem gente fina, educada, honesta, trabalhadora, que não usa e nem quer drogas na família. Tem os religiosos. Estudantes... também tem os caras do "movimento", o tráfico e muita gente vende e centenas e centenas de pessoas compram as mercadorias.

Creio que dentro da favela estava noutra cultura e o que me ensinavam era não ser educado, ser uma espécie de bad boy. Nada de  "dá licença", "por favor", "muito obrigado"... Essas coisas são coisas de veado, para a galera dá pesada. Nada de lero lero, explicações porque não pagou. O que vale é o dinheiro. 

Usuários tem de todos os tipos e caracteres. Preponderam os maus caracteres, infelizmente. Eles(as) se aproximam, mostram-se prestativos, convidam-nos para seu, ou outros barracos, aonde seremos lesados depois de certo tempo.

Os caras ligados ao movimento são rígidos e não gostam de sujeira na área, nem dessa gente que gosta de intimidar, para extorquir. Isso dá bronca para quem pratica sujeira. O movimento quer clientela. Passarinho não caga no ninho. Ladrão pode ser derrubado, ou ter que sumir da área. Os malandros permanecem...

Então se jogar no mundão é correr riscos, principalmente quando não se tem respaldo. É um mundo perigoso e quem manda na favela é quem tem o poder e esse poder se acha em mãos de quem lida com drogas. Os conselheiros de família precisam cair na real. Aquele papo de que adicto é manipulador é verdadeiro, mas nem sempre um adicto é um mentiroso. O mundão mudou e muita gente ficou naquela "velha opinião formada sobretudo". Acordem para a realidade. Muitos conselheiros estão jogando seres humanos nas ruas das cidades, porque estão desatualizados e com a mente fechada. 

O uso continuado, dentro da favela, prende o sujeito. A droga é prioritária. Supera as necessidades primárias, como a de se alimentar. O cara não come, ingere pouco líquido, fica desidratado, cansado, com exaustão mental e, neste estado fica a mercê de tudo. Fica completamente desorientado, perdido. Cobram dividas inexistentes. Promovem armações. O  usuário passa a ser uma vítima perfeita, ou uma "ótima presa" para os malandros(as) tirarem vantagens. 

Quando acaba o real, tudo mais acaba. Mas o usuário quer mais e já é considerado um estorvo. Tomaram o dinheiro dele. Limparam a pessoa, que na verdade passa a funcionar como um robô, ou um sujeito em estado quase que hipnótico, em transe, completamente dominado. Mas uma dose é pouca e mil não basta. O cara quer continuar e as portas dos barracos, com raras exceções, se fecham, quando não se tem dinheiro prá gastar com drogas. Existem viciados, donos de barracos, que tratam o usuário condignamente, protegendo-o, mas é claro que tiram, também, proveito. São exceção!  

Então, "certo" procedem os que entram e logo saem, para seus próprios cantos e recantos de uso. Digo certo porque assim procedendo os riscos diminuem. Ninguém fica sujeito a se tornar "presa" de astutos dependentes, aproveitadores da péssima condição que um dependente químico apresenta, vez que se tornam verdadeiros molambos, desorientados. Muitas vezes sob efeito de outras drogas consumida, sem que o mesmo saiba o que lhe foi servido em um copo de suco, cerveja, água, refrigerante, copo de leite e etc. O dependente, enquanto na ativa, deve ser aconselhado a se tratar e enquanto isso não ocorre, que regresse a algum porto seguro, em seu meio social.

Lembre-se: muita coisa mudou, senhores conselheiros, falta vocês mudarem os velhos e arcaicos conselhos, reacionários e conservadores, do tipo: FODA-SE!

Ficar na rua e nas quebradas é que não dá. Usar está errado, mas a realidade existe e tem que ser encarada e o adicto protegido das feras da cidade de Deus. Sabe lá o que é ficar no centro de um tiroteio, de uma verdadeira guerra, com balas para todos os cantos? Os barracos são vulneráveis e as balas penetram pelos tijolos.  

Não precisa SER PRA SEMPRE, precisa ser SÓ POR HOJE!!!

Não precisa Ser Pra Sempre, precisa ser Só Por Hoje!!!


Muitas vezes, nos deparamos, com situações que pedem mudanças extremas, sejam elas de comportamento, de posicionamento, ou até mesmo de caráter.

Daí vem o medo, a insegurança, a preguiça e claro, a PROCRASTINAÇÃO.

As vezes, nos pegamos pensando: "Mas vou ter que fazer isso pro RESTO DA MINHA VIDA???". Então desanimamos, fazemos birra e por fim... Desistimos!

Ter que fazer, ter que mudar, para sempre é um fardo muito grande, que não queremos carregar, nos parece amedrontador fazer uma coisa dessas.

Me lembro que, quando tinha 17 anos, me assustava o fato de, ter que escolher uma profissão para toda a minha vida. Eu não queria me ver fazendo a mesma coisa pelos próximos 10, 20 ou 30 anos, quem dirá por uma vida toda!

Hoje aprendi que não somos capazes de Ser/Fazer para sempre uma determinada coisa. A vida vai mudando, a gente vai mudando, e as coisas que antes eram enfadonhas, amedrontadoras começam a se transformar em apenas coisas cotidianas.

Essa semana, num dos grupos do Facebook, sugeri a uma amiga que fosse mais vezes à reuniões, sei que ela deve ter pensando :

 "Mas eu já vou uma vez por semana... terei que ir mais vezes? E a minha vida, meus compromissos? Vou ter que ir no grupo PRO RESTO DA MINHA VIDA???"

Quando percebi que um dia só não me bastava, comecei a ir mais e mais, eu queria me recuperar, queria isso pra ontem!!! Me enchi de recuperação até o talo! Eu ia todos os dias pro grupo de apoio, Prestava serviço no grupo e na irmandade, fazia a tesouraria do grupo, me comprometi a abrir a sala, chegava mais cedo e quando tinha divulgação eu estava lá...

Quando percebi que eu não conseguia sozinha, um companheiro me sugeriu : "Ande com os vencedores!",
então fiz questão de colar nas pessoas as quais eu tinha como "parâmetro" de recuperação, ligava,  prestava atenção em suas partilhas, queria saber que literatura elas estavam lendo, o que faziam, como faziam...

Não pensei que aquilo SERIA PARA SEMPRE, queria AQUILO PRA ONTEM!!!

Hoje, posso dizer que estou bem, consigo viver só por hoje, um dia de cada vez... Cada dia, escolho um pequeno pontinho para trabalhar... Um defeitinho que me incomoda, uma atitude que preciso ter, uma escolha que preciso fazer... só hoje... amanhã? Não... amanhã não... só hoje... e amanhã quando eu acordar, posso escolher de novo... "Só Hoje".

Não precisa SER PRA SEMPRE, precisa ser SÓ POR HOJE!!!
Amo Vcs... INCONDICIONALMENTE!

Crédito: Procurando Eu!
modificaramimmesma.blogspot.com/

MEDITAÇÃO DIÁRIA, NARCÓTICOS ANÔNIMOS

01 de dezembro de 2013

"Começamos a rogar apenas a vontade de Deus em relação a nós. Desta maneira, alcançamos apenas aquilo com que somos capazes de lidar."

Imaginem o que aconteceria se Deus nos desse tudo o que desejássemos. Um carro novo fabuloso, notas dez, um triplo aumento de salário – tudo ganho sem esforço, só por termos pedido.

Agora imaginem os problemas que vêm junto com as fortunas não conquistadas, carros novos luxuosos e notas escolares não merecidas. O que faríamos com um enorme aumento de salário dado sem nenhuma razão? Como iríamos lidar com nossas novas responsabilidades financeiras? Como iríamos viver de acordo com essa mudança? Poderíamos aparentar que merecemos tal pagamento quando sabemos que não?

E sobre aquele carro fantástico? A maioria vem com apólices de seguros custosos e pesados custos de manutenção. Estamos preparados para cuidar daquilo que pedimos?

Honras acadêmicas? Poderíamos nos apresentar com alunos do mais alto nível depois de nos terem dado altas notas que não merecemos? O que faríamos se fôssemos expostos como fraudes?

Quando falamos com Deus, precisamos nos lembrar de que vivemos no mundo real. Ganhamos recompensas e vamos aprendendo a lidar com elas à medida que as vivenciamos. Limitando nossas orações a pedir o conhecimento da vontade de Deus, o poder de realizá-la e a habilidade de vivermos com as conseqüências, estaremos seguros de que não obteremos mais do que podemos dar conta.

Só por hoje eu vou orar somente para conhecer a vontade de Deus e pelo poder de realizá-la no mundo real.


Crédito : NASP 

ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, REFLEXÕES DIÁRIAS

domingo, 01 de Dezembro de 2013

PASSOS “SUGERIDOS”

Nosso Décimo Segundo Passo também diz que, como resultado da prática de todos os Passos, cada um de nós foi descobrindo algo que se pode chamar de “despertar espiritual”... O medo de que A.A. dispõe em nosso preparo para a recepção desta dádiva está na prática dos Doze Passos de nosso programa.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 94 e 95



Eu lembro da resposta do meu padrinho quando lhe falei que os Passos eram “sugeridos”. Ele replicou que eles são “sugeridos” da mesma maneira que, se você saltar de um avião com um pára-quedas, é “sugerido” que você puxe a corda para abrir-lo e salvar sua vida. Ele mostrou-me que era “sugerido” que eu praticasse os Doze Passos se quisesse salvar a minha vida. Assim eu tento me lembrar diariamente que tenho todo um programa de recuperação baseado em todos os Doze Passos “sugeridos”.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 344

Crédito:Alcoólicos Anônimos -Área Piauí

O Anonimato e as Redes Sociais


No mundo atual com o ritmo acelerado da alta tecnologia, os membros de A.A. estão acessando a Internet em número cada vez maior e de forma que não poderia ter sido imaginado até dez anos atrás. O bate-papo online de membros em todo o mundo se tornou comum, e uma quantidade enorme de informações sobre o alcoolismo e AA é obtida apenas com um clique do mouse. Portanto, com a amplitude do alcance da Internet vieram desafios, preservar as Tradições de A.A. no universo online é um assunto importante para todos na Irmandade.

Tal como acontece com vários temas que são abordados pelo AA, o GSO compilou um conjunto de Orientações sobre a Internet (MG-18) (no Brasil as Guias de orientação de A.A. na Internet aprovadas pela XXXIV CSG) com base na experiência compartilhada dos membros de A.A., através de seus comitês e comissões, que cobrem muitas das questões que esta nova tecnologia nos trás Uma dessas áreas de preocupação é a questão do anonimato online, particularmente no que se refere aos sites de redes sociais, o que levou-nos a ter um olhar mais atento para a literatura de AA e como as Tradições de AA podem melhor ser aplicadas neste meio popular de comunicação.

"Qual é o propósito do anonimato em Alcoólicos Anônimos?" e "Por que é frequentemente referido simplesmente como a melhor proteção que a Irmandade tem para garantir a sua existência e crescimento?".

Para estas perguntas a Conferência de Serviços Gerais de A.A. aprovou o panfleto, "Entendendo o anonimato" (EUA/Canada), que esclarece sobre anonimato e as Tradições de A.A., trata da publicação em artigo de jornal/revistas ou sites na Internet, sobre o nome completo ou fotos de membros de A.A..

"Se olharmos para a história da AA, desde o seu início em 1935 até agora,", é claro que o anonimato serve para duas funções diferentes, mas igualmente vitais:

"No nível pessoal, o anonimato fornece proteção para todos os membros identificados como alcoólatras, um salvaguarda de segurança, muitas vezes de importância crucial para recém-chegados".

"Com relação a imprensa, rádio, TV, filmes e novas tecnologias de mídia como a Internet, o anonimato sublinha a igualdade na Irmandade de todos os membros, colocando um freio sobre aqueles que poderiam explorar sua filiação em AA para conseguir o reconhecimento, poder, ou ganho pessoal".

Quanto à pergunta específica, "Sobre o anonimato online?" Nas Guias de Orientações de A.A. na Internet diz: "Um Web Site é um meio público, que tem o potencial de atingir o público mais amplo possível e, por conseguinte, exige as mesmas garantias que usamos ao nível da imprensa, rádio e cinema.".

No entanto o G.S.O. recebe numerosas comunicações de membros preocupados com quebras de anonimato online, uso inadequado do nome e direitos autorais e marcas registradas de A.A., matérias sendo indevidamente usados em sites de redes sociais como Facebook, MySpace, Twitter, Orkut, Paltalk e outros. Estes sites oferecem aos indivíduos a oportunidade de postar uma grande quantidade de informações pessoais (e outras), e também permitem que os usuários criem redes sociais "comunidades ou grupos" para aglutinar aqueles com ideais semelhantes além de "eventos".

Alguns membros não publicam em seus perfis nada que seja relacionado ao A.A., enquanto outros entendem que é correta a publicação, desde que não seja especificamente mencionado A.A., já outro colocam abertamente a condição de membro de A.A.

Um membro nos escreveu o seguinte: "eu digitei" Alcoólicos Anônimos "num desses sites de redes sociais e surgiu uma comunidade com mais de 6.600 membros. Entendi que parecia ser um lugar seguro para frequentar por isso achei que estava tudo bem. Então entrei para ver quem eram os membros e quando a página abriu vi o primeiro e segundo nome dos membros dessa comunidade, muitos com fotos".

A partir daí, dependendo das configurações de privacidade das pessoas, pude ver facilmente informações pessoais sobre essas pessoas, suas famílias e amigos.

"Eu fui apadrinhado sobre a importância de nossas tradições", e na minha opinião esta página não é de A.A. apesar de carregar o seu nome.

Alguns membros de A.A. acham que sites de redes sociais é um espaço privado; outros membros discordam fortemente e os entende como um ambiente público. As guias de Orientação de A.A. na Internet definem que os sites de redes sociais "são de natureza pública.".

Quando é alertado sobre eventual quebra de anonimato, o GSO normalmente encaminha o caso para o delegado da área onde reside o membro (O delegado da área geralmente envia um lembrete amoroso para esse membro sobre a importância da Décima Primeira Tradição).

Em relação à Internet, este atitude amorosa de abordar a quebra de anonimato de um membro em nível público é inviável, dada a popularidade alcançada pela Internet e o grande número de pessoas envolvidas. A questão do anonimato passou a ser preocupante, e procuramos na experiência compartilhada acumulada dentro da Irmandade a respeito deste meio de comunicação em rápida evolução, observar as palavras de Bill W. quando descreve o anonimato como "o alicerce espiritual das nossas Tradições".

Como a maioria dos assuntos em AA, independentemente de como a Internet e novas tecnologias possibilitem um e outro membro compartilharem, há grande benefício ha ser alcançado se tivermos um cuidado e uma avaliação prudente sobre esse assunto que causa preocupação para tantos.

Conversando com companheiros e amigos de A.A. a respeito de como aplicar as tradições de AA no online, acreditamos que iremos fornecer a eles uma maior compreensão sobre como nos apresentarmos diante de qualquer pessoa na rede, seja ela membro ou não membro de A.A. e que agindo com essa cautela poderemos "navegar" sem preocupação pelas páginas das várias redes sociais e sites de relacionamento na Internet.

Conforme apresentado no panfleto "Entendendo o Anonimato" (EUA/Canadá), a respeito do anonimato online, a consciência coletiva de AA expressa através de Conferência (EUA/Canadá) aprovou, na sua literatura sugestão que "os aspectos de acesso público da Internet, como sites da Web com texto, gráficos, áudio e vídeo deve ser considerados como uma forma de" mídia pública. "Assim, eles precisam ser tratados da mesma maneira como a imprensa, rádio, TV e filmes. Isto significa que os nomes completos e os rostos não devem ser usados, nem dados de identificação​​. No entanto, o nível de anonimato, em e-mail, reuniões on-line e salas de chat serão uma decisão pessoal.". Mesmo assim existem sugestões a respeito do assunto nas "Guias de Orientação de A.A. na Internet" (EUA/Canadá e Brasil).

Em dez de junho de 2010, A.A. fez 75 anos; ficam faltando 925 anos para chegarmos aos mil anos que Bill preconizou. Entretanto, apesar dos percalços que ainda virão, "Se nos mantivermos próximos às nossas Tradições e Garantias e se mantivermos a mente aberta e um coração aberto, podemos lidar com esses e outros problemas".

"Nada é mais importante para o futuro bem-estar de A.A. do que a maneira pela qual utilizamos o colosso dos modernos meios de comunicação. Usados bem e com altruísmo, podem produzir resultados que ultrapassem nossa imaginação. Se usarmos mal esse grande instrumento, seremos destruído pelas manifestações egoístas de nossa própria gente".

Matéria publicada no BOX 459 Vol. 55, No. 5 / Winter 2009

Traduzido e adaptado pelo CATI-JUNAAB para o Brasil.


Crédito: JUNAAB  http://www.alcoolicosanonimos.org.br/sobre-aa/outras-informacoes/o-anonimato-e-as-redes-sociais.html

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