
Queridos filhos,
Antes de tudo deixo claro que não fujo, nem me furto em continuar me tratando. Sinto-me recuperado e estou certo de que o amor que vocês têm por mim é um fator a mais que me proporciona melhoras, em meu estado de saúde. O amor ,quando verdadeiro, é um santo remédio.
Quando estive internado em VS, em 05/01/2010, onde permaneci por 45 dias. Sai e fiquei limpo por quase um ano. Fui tratado da maneira mais civilizada possível, sem qualquer ato de violência física, ou psicológica. O tratamento lá obedece ao modelo do Minnesota (EUA) e até existe um filme, 28 dias, estrelado por Sandra Bullock, que retrata tal modelo. Refiro-me a VS para que se recordem que em momento algum pedi para sair de lá, tentei fugir, ou manifestei qualquer tipo de insatisfação. Esta internação foi voluntária. Infelizmente recaí... Com tal recaída vocês acabaram descobrindo, em São Paulo, uma clínica que para vocês era seria fantástica.
Como minha boa fé e a minha confiança em vocês é irrestrita, logo que L. veio me falar em me internar, topei de imediato, sem qui-pro-có algum. Confiança ilimitada. Pegamos o avião e tomamos o rumo de Guarulhos e, após tomarmos o avião da AVIANCA, horrível, mas o único que atenderia a urgência que me foi sugerida... Chegamos em Guarulhos por volta das 17 horas e, logo em seguida, L. e E. quiseram me "empacotar" e "despachar" direto para a clínica, que fica no interior de São Paulo, em uma região muito fria.
Estávamos no final do outono e sou super friorento. Pedi que ao menos me deixassem ver o filho C., que reside em São Paulo, no que fui atendido, apesar da relutância. Confraternizamos juntos e eu era só sorriso. Estava feliz, imaginando estar indo para uma clínica de verdade. Nos perdemos na Raposo Tavares e eu ria muito e me divertia bastante. Estava feliz com vocês e sua mãe.
Manhã seguinte, em viagem alegre e descontraída, fomos juntos para a clínica que imaginei ser um sonho, face ao que me disseram. Olhe que eu acreditei até o momento em que me vi dentro de uma gaiola, preso e detrás de grades. Senti o sabor amargo do que considerei uma regressão aos tempos medievais e, ainda assim, cria que aquilo nada significaria e o que me foi prometido, logo se concretizaria. Fui de modo voluntário movido pela boa fé, mas qual nada, as coisas foram se revelando o contrario de tudo quanto me foi dito ou prometido.
Será que vocês tinham conhecimento de que estavam me "depositando" dentro de uma clínica prisional, fechada, com a liberdade restrita e submetido a um regime louco, onde bíblia e pornografia se combinavam, em um pseudo-tratamento, que mais caracteriza a loucura do proprietário, deste lugar ordinário em que me enfiaram.
Logo notei que todos eram tratados como prisioneiros e o modo em que, os "vigias" (GAP´s), falavam, como, por exemplo: - "onde está a chave da carceragem?", não me deixava dúvida de que estava enjaulado, no inferno, sem ter lido uma tabuleta com os dizeres de Dante Aligheri: "Ó vós que entrais, perdei toda esperança".
No terceiro dia, um interno tentou fugir, foi capturado, apanhou e foi levado a um quartinho, onde foi amarrado e imobilizado. Este interno já estava acostumado com maus tratos, mas aquela violência e a naturalidade de tal pratica violenta, me preocupou, afinal estou acima dos 50 anos, fragilizado e morrendo de frio e sem estar adaptado ao regime insano da casa.
Os GAP´s não passam de INTERNOS, em tratamento, desviados de uma terapia inexistente, para servirem a casa, como agentes repressores e o fazem de graça, como escravos, pois trabalham de graça; há quem diga que no final de tudo, teriam um pró-labore. Será? Estes GAP´s, todos ex-usuários de drogas, especialmente, crack, abusam dos companheiros e pegam roupas para troca, tirando vantagem dos indefesos. São subornáveis e, de tal sorte, podem até facilitar o acesso de drogas na clínica. Houve um suborno de um interno para poder ficar 10 minutos em um quarto com uma garota.
Como minha boa fé e a minha confiança em vocês é irrestrita, logo que L. veio me falar em me internar, topei de imediato, sem qui-pro-có algum. Confiança ilimitada. Pegamos o avião e tomamos o rumo de Guarulhos e, após tomarmos o avião da AVIANCA, horrível, mas o único que atenderia a urgência que me foi sugerida... Chegamos em Guarulhos por volta das 17 horas e, logo em seguida, L. e E. quiseram me "empacotar" e "despachar" direto para a clínica, que fica no interior de São Paulo, em uma região muito fria.
Estávamos no final do outono e sou super friorento. Pedi que ao menos me deixassem ver o filho C., que reside em São Paulo, no que fui atendido, apesar da relutância. Confraternizamos juntos e eu era só sorriso. Estava feliz, imaginando estar indo para uma clínica de verdade. Nos perdemos na Raposo Tavares e eu ria muito e me divertia bastante. Estava feliz com vocês e sua mãe.
Manhã seguinte, em viagem alegre e descontraída, fomos juntos para a clínica que imaginei ser um sonho, face ao que me disseram. Olhe que eu acreditei até o momento em que me vi dentro de uma gaiola, preso e detrás de grades. Senti o sabor amargo do que considerei uma regressão aos tempos medievais e, ainda assim, cria que aquilo nada significaria e o que me foi prometido, logo se concretizaria. Fui de modo voluntário movido pela boa fé, mas qual nada, as coisas foram se revelando o contrario de tudo quanto me foi dito ou prometido.
Será que vocês tinham conhecimento de que estavam me "depositando" dentro de uma clínica prisional, fechada, com a liberdade restrita e submetido a um regime louco, onde bíblia e pornografia se combinavam, em um pseudo-tratamento, que mais caracteriza a loucura do proprietário, deste lugar ordinário em que me enfiaram.
Logo notei que todos eram tratados como prisioneiros e o modo em que, os "vigias" (GAP´s), falavam, como, por exemplo: - "onde está a chave da carceragem?", não me deixava dúvida de que estava enjaulado, no inferno, sem ter lido uma tabuleta com os dizeres de Dante Aligheri: "Ó vós que entrais, perdei toda esperança".
No terceiro dia, um interno tentou fugir, foi capturado, apanhou e foi levado a um quartinho, onde foi amarrado e imobilizado. Este interno já estava acostumado com maus tratos, mas aquela violência e a naturalidade de tal pratica violenta, me preocupou, afinal estou acima dos 50 anos, fragilizado e morrendo de frio e sem estar adaptado ao regime insano da casa.
Os GAP´s não passam de INTERNOS, em tratamento, desviados de uma terapia inexistente, para servirem a casa, como agentes repressores e o fazem de graça, como escravos, pois trabalham de graça; há quem diga que no final de tudo, teriam um pró-labore. Será? Estes GAP´s, todos ex-usuários de drogas, especialmente, crack, abusam dos companheiros e pegam roupas para troca, tirando vantagem dos indefesos. São subornáveis e, de tal sorte, podem até facilitar o acesso de drogas na clínica. Houve um suborno de um interno para poder ficar 10 minutos em um quarto com uma garota.
Ai se iniciava meu pesadelo e decidi lhe escrever, escondido, esta cartinha, tentando lhe revelar o erro que cometeram me trazendo para uma clínica, sem pé nem cabeça e que considero muito louca. Vocês me puseram em local errado. Não creio que me enganaram, creio que fomos todos enganados. Não sou marginal para viver confinado. Vivo com minha movimentação restrita ao interior de uma casa, de fachada exterior bonita, mas, cujo interior, deixa a desejar. Em momentos de "folga" chego até um avarandado em redor da casa, para espichar as pernas, mas é impossível efetuar uma caminhada.
Durmo na parte baixa de um beliche, que denominei "balança mas não cai" e o "meu" quarto é chamado de "passagem", sem privacidade alguma e por onde todos os internos circulam. Dá pra entender um quarto destes?
Durmo na parte baixa de um beliche, que denominei "balança mas não cai" e o "meu" quarto é chamado de "passagem", sem privacidade alguma e por onde todos os internos circulam. Dá pra entender um quarto destes?
O frio e o vento gélido, associados, me deixam em apuros. Não tenho roupas adequadas e o frio dói no osso. Sou um baiano que adora o clima baiano e agora estou só e impotente, dentro de uma clínica que considero demoníaca.
O outono, ainda não é inverno, tem sido torturante e tudo se agrava com as frentes frias sucessivas. Uso todas as minhas camisas, uma por cima da outra, quatro meias e uma calça de tergal e gemo de frio, a mão parece ter saído de um congelador e dói... Terrível este fim de mundo para onde me trouxeram, como se eu estivesse vindo pra um pedaço do paraíso. Será que sabiam disso e me enganaram? custo acreditar!
O outono, ainda não é inverno, tem sido torturante e tudo se agrava com as frentes frias sucessivas. Uso todas as minhas camisas, uma por cima da outra, quatro meias e uma calça de tergal e gemo de frio, a mão parece ter saído de um congelador e dói... Terrível este fim de mundo para onde me trouxeram, como se eu estivesse vindo pra um pedaço do paraíso. Será que sabiam disso e me enganaram? custo acreditar!
Perdoem minha caligrafia, escrevo com pressa. Aqui vivo em um regime totalitário, medieval, onde prevalece a lei do talião (lembrar o tapa na cara dado em Gilbert, um excepcional).
Bem, tentarei resumir o que se passa aqui: tortura física e moral...reuniões onde o dono agride, com palavrões, os internos recuperandos, que pagam para serem tratados condignamente, creio. Não sei o que consta no contrato que L.L.N. assinou com a clínica.
Aqui ocorrem reuniões para que o proprietário agrida pacientes, com tapas, puxões de cabelo, ofensas morais, além de expor pacientes a execração de todos, proferindo impróperios e isto, não tem quem me convença, não faz parte de qualquer terapia.
Será que as famílias sabem o que este louco faz com seus familiares, humilhando-os e destratando-os, além de submeter alguns a torturas físicas e psiquicas?
Há, na parte avarandada, um garrafão de água mineral, nunca lavado, que os internos enchem com água de torneira e colocam sobre o bebedouro. A casa coloca poucos copos plásticos, de modo que logo acabam e, no lugar destes, é posto um único copo plástico para todos da casa. Muitas vezes, na falta de copos, os internos pegam copos usados no lixo, infelizmente tive que me incluir neste rol.
Ninguém faz exames, inexiste enfermeira e médico. Em 30 dias apareceu um médico psiquiatra que me prescreveu, em rápida consulta, vitamina do complexo B. Por aqui aparece uma psicóloga que se limita a ouvir e pelo que ouve, caso fosse reclamar do dono, perderia o dinheirinho que deve receber para executar seus serviços.
Como ninguém faz exames, ninguém sabe se é, ou não, portador de doenças infecto-contagiosas. A comida era feita por internos, não havia cozinheira e fiz uma reclamação que me custou uma sessão pública de humilhação. Os horários da casa são loucos, como o proprietário da mesma. Acordamos às 7 e só tomamos o nescau matinal, agora morno, às 9 horas. O pão é da pior qualidade. No ínicio o nescau era servido frio. O horário de almoço nunca é exato.
No escritório há apenas um contratado: um ex usuário de crack que vive eletrizado e que faz apologia a cocaína e ao crack, sempre lembrando seu tempo de ativa. Era o único funcionário do escritório. Na casa existem outros três. O cunhado do dono, um monitor da casa e um terapeuta.
Houve uma briga (com socos) entre o monitor e o terapeuta, sendo demitido o monitor. O resto é mão de obra gratuita. Como denominar o trabalho habitual gratuito?
A casa é regida pelos adictos que tomam conta dos adictos, isto é, internos cuidando de internos enjaulados. Nossos familiares pagam para trabalharmos na casa do dono da clínica, todos os dias. O mesmo não dispões de funcionários para qualquer tipo de serviço. Apenas verifico um sujeito estranho que, vez em quando, aparece e joga cloro na piscina, que é mal limpa e quase ninguém usa devido ao tempo gélido.
Imagine o lucro que o dono tem em não contratar ninguém, usando os serviçõs dos internos, como laborterapia? encargos sociais, necas !
A administração de remédios é muito louca e há casos de internos que além do seu medicamento, tomam o medicamento de outro interno, como ocorreu com Iraild... Certa feita me obrigaram a tomar um medicamento diferente...
Os telefonemas recebidos podem ser arbitrariamente cortados e ninguém pode contar, ou falar nada, que deponha mal contra a pseudo clínica. Não pude concluir minha conversa com L. Do mesmo modo não pude terminar outras ligações tendo sido punido após uma destas ligações.
Quanto ao quarto que durmo, na verdade, é mais uma passagem de internos e dos vigias GAP´s, todos adictos.
Aqui nada é como anunciado pela Internet. Peço-lhes que me tirem daqui, deste inferno, e podem me levar para outra clínica de verdade, onde inexistam algozes e a cultura não seja a da violência. É um pedido de socorro, de pai e esposo. Nunca pedi socorro a vocês na vida como peço agora. Por favor me atendam.
Beijos do pai e esposo,
L.
Bem, tentarei resumir o que se passa aqui: tortura física e moral...reuniões onde o dono agride, com palavrões, os internos recuperandos, que pagam para serem tratados condignamente, creio. Não sei o que consta no contrato que L.L.N. assinou com a clínica.
Aqui ocorrem reuniões para que o proprietário agrida pacientes, com tapas, puxões de cabelo, ofensas morais, além de expor pacientes a execração de todos, proferindo impróperios e isto, não tem quem me convença, não faz parte de qualquer terapia.
Será que as famílias sabem o que este louco faz com seus familiares, humilhando-os e destratando-os, além de submeter alguns a torturas físicas e psiquicas?
Há, na parte avarandada, um garrafão de água mineral, nunca lavado, que os internos enchem com água de torneira e colocam sobre o bebedouro. A casa coloca poucos copos plásticos, de modo que logo acabam e, no lugar destes, é posto um único copo plástico para todos da casa. Muitas vezes, na falta de copos, os internos pegam copos usados no lixo, infelizmente tive que me incluir neste rol.
Ninguém faz exames, inexiste enfermeira e médico. Em 30 dias apareceu um médico psiquiatra que me prescreveu, em rápida consulta, vitamina do complexo B. Por aqui aparece uma psicóloga que se limita a ouvir e pelo que ouve, caso fosse reclamar do dono, perderia o dinheirinho que deve receber para executar seus serviços.
Como ninguém faz exames, ninguém sabe se é, ou não, portador de doenças infecto-contagiosas. A comida era feita por internos, não havia cozinheira e fiz uma reclamação que me custou uma sessão pública de humilhação. Os horários da casa são loucos, como o proprietário da mesma. Acordamos às 7 e só tomamos o nescau matinal, agora morno, às 9 horas. O pão é da pior qualidade. No ínicio o nescau era servido frio. O horário de almoço nunca é exato.
No escritório há apenas um contratado: um ex usuário de crack que vive eletrizado e que faz apologia a cocaína e ao crack, sempre lembrando seu tempo de ativa. Era o único funcionário do escritório. Na casa existem outros três. O cunhado do dono, um monitor da casa e um terapeuta.
Houve uma briga (com socos) entre o monitor e o terapeuta, sendo demitido o monitor. O resto é mão de obra gratuita. Como denominar o trabalho habitual gratuito?
A casa é regida pelos adictos que tomam conta dos adictos, isto é, internos cuidando de internos enjaulados. Nossos familiares pagam para trabalharmos na casa do dono da clínica, todos os dias. O mesmo não dispões de funcionários para qualquer tipo de serviço. Apenas verifico um sujeito estranho que, vez em quando, aparece e joga cloro na piscina, que é mal limpa e quase ninguém usa devido ao tempo gélido.
Imagine o lucro que o dono tem em não contratar ninguém, usando os serviçõs dos internos, como laborterapia? encargos sociais, necas !
A administração de remédios é muito louca e há casos de internos que além do seu medicamento, tomam o medicamento de outro interno, como ocorreu com Iraild... Certa feita me obrigaram a tomar um medicamento diferente...
Os telefonemas recebidos podem ser arbitrariamente cortados e ninguém pode contar, ou falar nada, que deponha mal contra a pseudo clínica. Não pude concluir minha conversa com L. Do mesmo modo não pude terminar outras ligações tendo sido punido após uma destas ligações.
Quanto ao quarto que durmo, na verdade, é mais uma passagem de internos e dos vigias GAP´s, todos adictos.
Aqui nada é como anunciado pela Internet. Peço-lhes que me tirem daqui, deste inferno, e podem me levar para outra clínica de verdade, onde inexistam algozes e a cultura não seja a da violência. É um pedido de socorro, de pai e esposo. Nunca pedi socorro a vocês na vida como peço agora. Por favor me atendam.
Beijos do pai e esposo,
L.
A carta não foi lida, a esposa não apareceu na visita e os filhos foram na conversa fiada do dono da espelunca luxuosa. Não fosse a presença amadurecida do pai da vítima, o remetente da carta estaria sendo submetido a toda sorte de maus tratos e não estaria sendo objeto de recuperação alguma. São cerca de 50 internos submetidos a tratamento desumano. Até quando familiares vão ignorar familiares adictos, jogando-os em clínicas desta natureza? Este lugar infernal acabou sendo denunciado pelo autor desta carta, ao Ministério Público, OAB, ANVISA... Depois de severa investigação, a casa dos horrores foi fechada. Os filhos e esposa compactuavam com o dono do lugar, acreditando no que o mesmo dizia. Contudo, na saída do queixoso, houve um conluiu dos filhos com o "pastor", para manterem o pai preso, mesmo cientes de tudo o que lhe foi relatado, em um tete a tete com o pastor. Deus é justo e verdadeiro e a verdade foi restabelecida por ação da justiça.


