terça-feira, 19 de novembro de 2013

REFLEXÕES DIÁRIAS - Alcoólicos Anônimos

Terça-feira, 19 de Novembro de 2013

EU ESTAVA CAINDO RÁPIDO

Nós AAs somos pessoas ativas, desfrutando da satisfação de lidar com as realidades da vida... Portanto, não é de se estranhar que, com freqüência, façamos pouco caso da meditação e da oração séria, como não sendo coisas de real necessidade.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, 
p. 85

Eu estava escorregando para fora do programa já há algum tempo, mas, foi preciso a ameaça de uma doença terminal para me trazer de volta e, particularmente, para a prática do Décimo Primeiro Passo de nossa abençoada Irmandade. Embora tivesse quinze anos de sobriedade e fosse ainda muito ativo no programa, sabia que a qualidade de minha sobriedade caíra bastante. Dezoito meses mais tarde, um exame revelou um tumor maligno e o prognóstico de morte certa dentro de seis meses. O desespero se instalou quando me registrei em um programa de reabilitação, após o qual sofri dois pequenos ataques que revelaram dois grandes tumores no cérebro. Enquanto ia atingindo novos fundos de poço, eu me perguntava por que isto estava acontecendo comigo. Deus permitiu que eu reconhecesse minha desonestidade e que me tornasse capaz de aprender novamente. Milagres começaram a acontecer.

Mas basicamente reaprendi o significado total do Décimo Primeiro Passo.
Minha condição física melhorou dramaticamente, e minha doença é insignificante, comparada com o que quase perdi.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 332

Meditação do Dia - Narcóticos Anônimos

Terça-feira, 19 de novembro de 2013

A linguagem da empatia 

"... o adicto podia encontrar, desde o início, toda a identificação necessária para se convencer de que podia manter-se limpo, através do exemplo de outros em recuperação há vários anos." 
Texto Básico, p. 99


Muitos de nós fomos à primeira reunião e, por não ficarmos inteiramente certos de que NA seria para nós, arranjamos imensas coisas para criticar. Ou achávamos que ninguém tinha sofrido tanto como nós, ou então que não tinham sofrido o suficiente. Mas, à medida que fomos ouvindo, começamos a ouvir algo novo, uma linguagem silenciosa que tem as suas raízes no reconhecimento, na crença e na fé: a linguagem da empatia. Por desejarmos pertencer, continuamos a escutar. Encontramos toda a identificação de que precisamos à medida que vamos aprendendo a compreender e a falar a linguagem da empatia. Para entendermos esta linguagem especial, ouvimos com o coração. A linguagem da empatia utiliza poucas palavras; sente-se mais do que se fala. Não prega nem dá lições de moral - ela ouve. Pode chegar a um adicto e tocar-lhe no espírito, sem dizer uma única palavra. A fluência na linguagem da empatia advém da prática. Quanto mais a utilizamos com outros adictos e com o nosso Poder Superior, melhor a compreendemos. Ela faz com que voltemos. 

Só por hoje: Vou ouvir com o coração. Com cada dia que passa vou tornar-me mais fluente na linguagem da empatia.

Crédito: NA de Portugal

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Vivendo e aprendendo - Um bom Diagnóstico

"Toda pessoa que consome drogas precisa, primeiro, de um bom diagnóstico, e esse diagnóstico não deve ser apenas psiquiátrico, médico, mas também um diagnóstico de sua estrutura social, educacional, do ambiente em que vive, pois uma pessoa que está sem código é uma pessoa que sofre uma tragédia"
Dr. Eduardo Kalina

Instituições Prisionais

"Um dos grandes problemas da humanidade que permanece não resolvido refere-se ao fato de não se sentir evolução nas instituições prisionais, desde a Idade Média até a era moderna"... "Em termos gerais, um consumidor de drogas é mais prejudicial a si próprio do que aos outros" 

Dr. Massimo Barra

domingo, 17 de novembro de 2013

Antonio Nery Filho - HUMANO


"As drogas, mesmo o crack, são produtos químicos sem alma: não falam, não pensam e não simbolizam. Isto é coisa de humanos. 

Drogas, isto não me interessa. Meu interesse é pelos humanos e suas vicissitudes."

Antonio Nery Filho








Narcóticos Anônimos - Meditação Diária


Domingo, 17 de novembro de 2013

"Não temos que usar nunca mais, independente de como nos sentimos. Todos os sentimentos acabarão passando."

Dói como nunca doeu antes. Você sai da cama depois de uma noite de insônia, fala com Deus e, mesmo assim, não se sente melhor. “Vai passar”, uma pequena voz fala. “Quando?” – você se pergunta à medida que anda de um lado para o outro resmungando e prossegue com seu dia.

Você chora em seu carro e liga o rádio a todo volume, para nem ouvir seus próprios pensamentos. Mas você vai direto para o trabalho e nem pensa em usar drogas.

Você está queimado por dentro. Justamente quando a dor se torna insuportável, você fica insensível e entorpecido. Vai a uma reunião e deseja estar tão contente como os outros membros parecem estar. Mas você não recai.

Chora mais um pouco e fala com seu padrinho/madrinha. Dirige-se para a casa de um amigo e nem percebe a bela paisagem, pois sua paisagem interior está desolada. Você pode não se sentir melhor depois da visita a seu amigo – mas, pelo menos, você não foi procurar um traficante.

Você ouve um Quinto Passo. Partilha em uma reunião. Você olha o calendário e vê que conseguiu ficar mais um dia limpo.

Então, um dia você acorda, olha para fora e se dá conta de que o dia está lindo. O sol brilha. O céu está azul. Você respira fundo, sorri novamente e sabe que realmente a dor passa.
Só por hoje

Não interessa como me sinto hoje, eu vou continuar em recuperação.

O dom do perdão


CARDEAL D. EUSÉBIO OSCAR SCHEID

Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Em nossa vida de cristãos, para sermos dignos deste nome, há uma virtude que devemos cultivar sempre: a capacidade de perdoar. O autêntico perdão é dado gratuitamente, mesmo que o ofensor não o peça, como aconteceu com a humanidade, quando sacrificou o próprio Salvador, e este se dirigiu ao Pai, dizendo: “Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34).

A Bíblia acentua que o perdão é divino, quer dizer, tem um acento divinal, a assistência de Deus no ato de perdoar. Os próprios judeus e fariseus tinham consciência disso: “Ninguém pode perdoar pecados, porque só Deus tem poder para isso” (Mc 2,7). Perdoar é um dom que Deus nos dá, uma sensibilidade que Ele nos faculta, pela sua própria graça, para podermos promover a reconciliação com quem quer que seja, mesmo com aqueles aos quais, normalmente, negaríamos o nosso perdão.

Excluindo alguém do perdão, também o excluímos do nosso convívio. Portanto, perde-se o senso comunitário, o que é muito grave. Deus nunca condena, a não ser que a pessoa se auto-condene. Por exemplo, na excomunhão, não é a Igreja que exclui alguém, mas é a própria pessoa que abandona a comunidade dos fiéis de Cristo, por um ato desumano, desregrado e contrário à fé e à moral católica.

Além de divino, o perdão é um ato autenticamente humano, no sentido de sua nobreza e dignidade. Perdoar sempre é nobre. Vingar-se é um ato brutal, até mesmo diabólico, destrutivo em sua essência. Por outro lado, conceder o perdão não é fácil. É uma das iniciativas mais difíceis de se levar a cabo, especialmente, diante das injúrias graves. O que nos confunde é não conhecermos a verdadeira intenção de quem age. Então, sempre se perdoe, porque não se pode julgar a intenção antecipadamente. Diz São Tiago: “Não há mais que um legislador e um juiz: Aquele que pode salvar e perder. Mas quem és tu, que julgas o teu próximo?” (Tg 4,12).

O perdão é prova de amor ao outro. A pessoa que não ama, não perdoa. Mas, tanto o amor quanto o perdão, fundamentam-se no auxílio divino. Pela ação do Espírito Santo em nós é que nos vem essa força sobrenatural. O dom do perdão nos vem da própria cruz de Cristo. Ele, para efetivar isto, instituiu o Sacramento da Reconciliação, com Deus e com os irmãos.

Para recebermos o Sacramento do Perdão, nosso primeiro ato deve ser a análise profunda e sincera de nossos pensamentos, intentos, palavras e ações, mediante critérios objetivos do Evangelho. É o chamado exame de consciência. Depois, é preciso arrepender-se, isto é, sentir dor pelo que se fez de errado, e fazer o firme propósito de rejeitá-lo, definitivamente. Nesse propósito talvez esteja o maior problema, porque exige conversão, mudança de rumo: metanoia.

O melhor exemplo disto é o chamado Filho Pródigo, citado pelo Evangelho de São Lucas (cf. Lc 15,11-32). Aquele filho ingrato, malvado, fugitivo, que pediu ao Pai a herança e foi-se embora. Cometeu, assim, seu primeiro grave erro: afastar-se do Pai, perdendo o amor e a graça, que possuía na casa paterna. Dissipou o capital que tinha, a linda veste que trajava e, até, o anel que o Pai lhe dera, sinal de sua nobre condição. Rebaixou a própria dignidade, trabalhando na pior ocupação para um judeu: cuidar de porcos. Esses animais, considerados impuros segundo a mentalidade judaica e bíblica, representam a maior degradação que existe. Quantos vivem nessa miséria, indigna de seres racionais e belos, como os seres humanos foram criados para ser! Caem na violência, na droga e na devassidão, e perdem tudo o que têm de melhor. 

Mas, aquele filho, em boa hora, repensou sua situação e seu estado de vida. Enquanto isso, o Pai olhava aquela curva do caminho, onde seu filho desaparecera. Dia após dia, hora após hora, esperava o seu retorno, sem esmorecer. Esse amor do Pai, eternamente fiel, atraiu de volta o filho, reavendo-o sadio e arrependido, como conhecemos da história, narrada por São Lucas.

Esta passagem do Evangelho enfatiza, não tanto a imagem do pecador, mas a do Pai misericordioso, que nos aceita e nos perdoa. Entretanto, o próprio Jesus diz: “Perdoai, e sereis perdoados. Porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também” (Lc 6,37-38). Isto é muito sério. “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”, rezamos no Pai-Nosso.

O perdão divino é condicionado pela proporção em que concedemos o perdão aos outros. Por isso, devemos perdoar tudo e sempre. E não guardar ressentimento. Sem isso, não há perdão. O perdão esquece a ofensa feita, como Deus o faz. Ele não encobre o mal, conforme dizem alguns. Ele o erradica. Não esquece, simplesmente, mas elimina, até, o efeito do mal que praticamos.

O perdão é caminho para a conversão. Conversão é mudança de rumo. O pecado nos faz esquecer a finalidade, a meta dos nossos atos, para nos propor uma outra finalidade: desumana e contrária à caridade e ao respeito do próximo. Assim, a conversão é o redimensionamento de tudo, para dirigi-lo ao fim que nobilita toda nossa atitude e nosso modo de proceder.

Cabe, aqui, o esclarecimento de uma aparente contradição. Jesus nos fala sobre o pecado que não tem perdão: “Todo pecado e toda blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não lhes será perdoada” (Lc 12,31). Existe alguma falta que Deus não possa perdoar? O perdão só não é concedido àquele que não quer ser perdoado; ou que não acredita na misericórdia divina; ou, ainda, que acha seu pecado tão grande, a ponto de superar a capacidade de Deus perdoar. Ele esquece que Deus é onipotente. E, se de qualquer grãozinho de areia, Ele é capaz de criar um serafim santo, inocente e generoso, muito mais pode tornar reta uma linha que se entortou em nosso modo de proceder.

Aquele que desespera pode chegar ao desatino de tirar a própria vida, num ato fundamentalmente desordenado, salvo quando induzido por um estado psicológico totalmente doentio. O desapego à vida não significa abreviá-la, qualquer que seja o motivo. Só existe um desapego santificante: quando a vida é dedicada ao bem do próximo. Arriscá-la, em benefício de outrem, torna-se um ato heróico.

Estou convencido de que todo pecador, cujo agir leva a conseqüências graves para a comunidade, para a santidade da Igreja, e para a própria sociedade, essa pessoa não sabe o que faz. Evidentemente, é culpada pelas escolhas conscientes e livremente assumidas, mas não avalia o pleno alcance de seu erro. Talvez só venha a descobri-lo, quando for tarde demais.

Rezemos sempre pela nossa conversão, a exemplo de Jesus que, no auge da ignomínia e da injustiça que lhe impuseram na cruz, clamou: “Pai, perdoai-lhes, porque eles não sabem o que fazem”. Aquele foi um ato de amor infinito, derivado de um Coração completamente entregue a Deus e aos homens.

sábado, 16 de novembro de 2013

A LUTA CONTINUA

Faz bastante tempo que o editor deste este blog ficou como se fosse uma nau perdida, completamente a deriva, sem posts, sem nada. Perdemos contato!

Nós, que vez por outra somos convocados a cooperar, finalmente recebemos notícias de que nosso editor foi apanhado, de surpresa, por uma equipe de "resgate", que ele sempre denomina como grupo de SEQUESTRADORES.

Foi surpreendido e depois conduzido a uma "CLÍNICA INVOLUNTÁRIA", que, entre nós, sempre denominou, irreverentemente, como "cárcere privado". E tem um rosário de razões para pensar assim. Sem polêmicas!

Ele conseguiu a proeza em nos fazer chegar, através de um "sequestrado", recém saído do cárcere, um pedido de ajuda para que mantivéssemos o blog SÓ POR HOJE, em franca atividade, delegando-nos poderes para prosseguirmos a linha editorial que imprimia, sempre problematizando e levantando questionamentos, fundamentados, além de abrir espaço para quem deseje manifestar-se sobre a drogradição, em seus múltiplos aspectos. Não obtivemos maiores detalhes a respeito do mesmo, apenas que se encontra em um pseudo-tratamento, o que é fácil de entendermos, devido à compreensão e juízo que tem destes locais enfermos e manipulados por "empresários", além do fato dele considerar que, após a extinção dos manicômios, tais locais passaram a herdar, como fieis depositários, um imenso contingente de portadores de transtornos mentais, que são depositados e depois esquecidos, por familiares, que incorrem no crime de abandono de incapazes. Para ele, tais locais em que as trevas medievais dominam, a recuperação só ocorre para quem quer, independentemente do longo e exagerado tempo, e que é sem chances, para os que não conhecem os doze passos. Segundo ele, tudo o que for involuntário, nesse campo de luta, não merece verbas federais, estaduais e municipais e que tais locais sejam severamente inspecionados pelo Ministério Público e não apenas pela ANVISA.

Devidamente autorizados resolvemos abraçar a causa dele e, em reunião, resolvemos hipotecar ao mesmo, nossa solidariedade, publicada nesta página, enquanto informamos que iremos participar, na medida das nossas possibilidades, deste blog, que nos entretinha e não vai deixar de entreter-nos, pois não permitiremos que a chama da recuperação dele e de tantos outros adictos, se apague dos nossos corações. 

Como diz Ivan Lins, em composição popular: 

    "estamos mais vivos
 estamos na luta 
  pra nos socorrer".

Esta chama não vai se apagar, 
creiam em DEUS!



segunda-feira, 29 de abril de 2013

Meditação do Dia - Narcóticos Anônimos


Segunda-Feira, 29 DE ABRIL DE 2013

"E se..."

"O viver só por hoje alivia o peso do passado e o medo do futuro. Aprendemos a tomar as acções que forem necessárias e deixar os resultados ao cuidado do nosso Poder Superior." 
Texto Básico, p. 105

Durante a nossa adicção activa, o medo do futuro e daquilo que pudesse acontecer era uma realidade para muitos de nós. E se fossemos presos? E se perdêssemos o emprego? E se enviuvássemos? E se fossemos à falência? E assim por diante... 

Não era raro passarmos horas, dias até, a pensar no que poderia acontecer-nos. Construíamos conversas inteiras e cenários, antes mesmo de algo acontecer, e depois traçávamos o nosso caminho em função de "e se..." Ao agirmos assim, estávamos a preparar-nos para uma série de frustrações. Ao ouvirmos o que se diz nas reuniões, aprendemos que viver no presente, e não no mundo do "e se", é a única forma de pôr fim às nossas previsões de desgraças e tristezas. Só podemos lidar com aquilo que seja real hoje, e não com as nossas terríveis fantasias do futuro. 

Vir a acreditar que o nosso Poder Superior tem apenas o melhor guardado para nós é uma forma de combatermos esse medo. Ouvimos dizer nas reuniões que em cada dia o nosso Poder Superior não nos dará mais do que aquilo com que possamos lidar. E sabemos por experiência própria que, se pedirmos, o Deus em que viemos a acreditar tomará certamente conta de nós. 

Mantemo-nos limpos em situações adversas ao praticarmos a nossa fé nos cuidados de um Poder superior a nós mesmos. Cada vez que o fizermos, teremos menos medo dos "e se" e estaremos mais à vontade com aquilo que de facto é.

Só por hoje: Encararei o futuro positivamente e com fé no meu Poder Superior.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Reflexão do dia - Alcoólicos Anônimos

26 de Abril de 2013


                  FELICIDADE NÃO É O PONTO PRINCIPAL

Não acho que a felicidade ou a infelicidade seja o ponto principal. Como enfrentamos os problemas que chegam a nós?

Como aprendemos através deles, e transmitimos o que aprendemos aos outros, se é que querem aprender?

NA OPINIÃO DO BILL PG. 306


Na minha busca "para ser feliz" mudei de empregos, casei e me divorciei, tentei curas geográficas e me endividei - financeiramente, emocionalmente e espiritualmente. Em A.A. estou aprendendo a crescer. Ao invés de exigir que pessoas, lugares e coisas me façam feliz, posso pedir a Deus que me faça aceitar a mim mesmo. Quando um problema me domina, os Doze Passos de A.A. me ajudam a crescer através da dor. O conhecimento que ganho pode ser um presente para outros que sofrem do mesmo problema. Como disse Bill: "Quando chega a dor, se espera que aprendamos a lição com boa vontade, e ajudamos os outros a aprenderem. Quando a felicidade chega, a aceitamos como dádivas e agradecemos a Deus por obtê-la."

Crédito: Alcoólicos Anônimos do Brasil

Meditação Diária - Narcóticos Anônimo


Sexta-feira, 26 de abril de 2013
Auto-aceitação

"A aplicação dos Doze Passos da recuperação é o meio mais eficaz para alcançar a auto-aceitação. "

IP Nº 19, “Auto-aceitação”


A maioria de nós chegou a Narcóticos Anônimos sem muita auto-aceitação. Olhávamos para os danos que causamos em nossa adicção ativa e nos rejeitávamos. Tínhamos dificuldade em aceitar nossa auto-imagem produzida pelo passado.

A auto-aceitação chega mais depressa quando, primeiro, aceitamos que somos portadores de uma doença chamada adicção, porque é mais fácil nos aceitar como pessoas doentes do que como pessoas ruins. E, quanto mais fácil nos aceitamos, mais facilmente aceitamos a responsabilidade sobre nós mesmos.

Alcançamos a auto-aceitação através de um processo de recuperação contínuo. Trabalhar os Doze Passos de Narcóticos Anônimos nos ensina a aceitar a nós mesmos e a nossas vidas. Princípios espirituais como entrega, honestidade, fé e humildade ajudam a aliviar o peso de nossos erros do passado. Nossa atitude muda com a aplicação destes princípios em nossas vidas diárias. A auto-aceitação cresce na medida em que progredimos na recuperação.

Só por Hoje: A auto-aceitação é um processo motivado pelos Doze Passos. Hoje, eu irei confiar neste processo, praticando os passos e aprendendo a me aceitar melhor.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Meditação do Dia - Narcóticos Anônimos


QUARTA-FEIRA, 24 DE ABRIL DE 2013.


Doze Passos de vida

"Através da abstinência total e da prática dos Doze Passos de Narcóticos Anônimos, as nossas vidas começaram a ter sentido." 
Texto Básico, p. 9


Antes de chegarmos a Narcóticos Anônimos as nossas vidas centravam-se no uso. Na maior parte das vezes sobrava-nos pouca energia para os nossos empregos, para as nossas relações, ou para outras atividades. Servíamos apenas a nossa adicção. 

Os Doze Passos de Narcóticos Anônimos oferecem uma forma simples de mudarmos as nossas vidas. Começamos por nos manter limpos, um dia de cada vez. 

Quando as nossas energias não estão mais canalizadas para a nossa adicção, vemos que temos as forças para prosseguir outros interesses. À medida que crescemos em recuperação, tornamo-nos capazes de manter relações saudáveis. Começam a confiar em nós no trabalho. Os passatempos e as diversões tornam-se mais convidativos. 

Através da participação em Narcóticos Anônimos, ajudamos outros. Narcóticos Anônimos não nos promete que iremos encontrar bons empregos, relações românticas, ou uma vida preenchida. Mas quando trabalhamos os Doze Passos o melhor que podemos, descobrimos que conseguimos tornar-nos no tipo de pessoas capazes de encontrar trabalho, de manter relações íntimas, e de ajudar outros. Deixamos de servir a nossa doença, e começamos a servir Deus e os outros. Os Doze Passos constituem a chave para transformarmos as nossas vidas.

Só por hoje: Vou ter a sabedoria para utilizar os Doze Passos na minha vida, e a coragem para crescer na minha recuperação. Vou praticar o meu programa para me tornar um membro responsável e produtivo da sociedade.

sábado, 20 de abril de 2013

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos


20 de abril de 2013
Desligamento

"A adicção é uma doença da família, mas só conseguimos modificar a nós mesmos."
IP Nº 13, “Juventude e recuperação”

Muito de nós vêm de famílias gravemente conturbadas. Às vezes, a insanidade que reina entre nossos familiares parece esmagadora. Às vezes, sentimos vontade de fazer as malas e mudar para longe.

Rezamos para que nossa família se una a nós na recuperação, mas, para nossa grande tristeza, isto nem sempre acontece. Às vezes, apesar de nossos grandes esforços para levar a mensagem, descobrimos que não podemos ajudar aqueles por quem temos a maior estima. Nossa experiência em grupo tem nos ensinado que, frequentemente, estamos tão próximos de nossos parentes que não podemos ajudá-los. Aprendemos que é melhor deixá-los aos cuidados de nosso Poder Superior.

Descobrimos que, quando paramos de tentar apaziguar os problemas de nossos familiares, damos o espaço necessário para que eles possam resolver suas próprias vidas. Ao relembrá-los de que não somos capazes de resolver seus problemas por eles, nos damos à liberdade de viver nossas próprias vidas. Temos fé que Deus ajudará nossos familiares. Muitas vezes, a coisa mais importante que podemos dar às pessoas que amamos é o exemplo contínuo de nossa recuperação. Pela sanidade de nossa família e por nossa própria sanidade, devemos deixar nossos familiares encontrarem seus próprios caminhos de recuperação.

Só por Hoje: Eu vou procurar fazer minha programação e deixar minha família aos cuidados do Poder Superior.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ajuda para quem precisa

Ter ajuda para poder ajudar

30-07-2010

A maior parte das pessoas não entende nada de adicções. Infelizmente isto inclui muitos clínicos e profissionais da terapia e da ajuda, como psicólogos.

A maior parte dos médicos medicaliza e não compreende de onde vem a adicção nem o meio em que se desenvolve. Assume apenas a vertente química e esquece a mais importante que é a vivencial.

A psiquiatria oferece aos adictos precisamente aquilo que estes procuram: alienação e formas de alívio rápido, evitando a necessidade de ir ao fulcro da questão que é a necessidade de mudar de vida.

 A maior parte das pessoas não compreende que a adicção, seja ela qual for, não é uma falha de carácter, uma mania superficial que se supera com uma simples decisão.

Os adictos não são tolos, nem burros, nem idiotas. Muitos são pessoas de enorme inteligência e, inclusivamente ocupam cargos de grande responsabilidade social.

A adicção é uma doença que ultrapassa o habitual entendimento do conceito de doença, já que não é apenas uma doença de corpo, não é uma circunstância ou um estado de coisas.

A adicção é uma resposta de sobrevivência. A adicção decorre sempre de experiências traumáticas do ponto de vista do indivíduo. A adicção é uma doença de vida, uma doença total, no sentido em que se relaciona com todos os aspectos da vida do adicto, porque está localizada no que este tem de mais profundo em si.

Assim, não há medicamento, não há férias, não há mudar de ares, não há conversa, não há nada que termine com uma adicção, a não ser com uma completa e profunda alteração de hábitos de vida a par com toda uma reformulação da auto-imagem, da forma como o adicto encara a vida, a si mesmo.

 A família está habitualmente ligada à fonte da adicção, mesmo que isso não pareça óbvio. Ninguém gosta de sentir culpa e, na realidade nada tem a ver com culpa. Tem a ver com dinâmicas, ou seja com o significado de cada um dentro de um grupo, de uma família.

A família é, habitualmente, quem menos pode ajudar, porque a família traz consigo a origem, precisamente do que trouxe o adicto até ali.

Mesmo que doa pensar assim, mesmo que pareça injusto, mesmo que pareça um absurdo, esta é a dura realidade SEMPRE. Não há excepção.

Se a família quiser ajudar, precisa antes de mais de ter ajuda, para compreender como foi que tudo isto se processou e de ajuda para encarar cada dia de forma a, senão ajudar, ao menos não atrapalhar ainda mais.

Caminhar cuidadoso - Texto do A.A,


AA pode ser descrito como um método para recuperação do alcoolismo, no qual os membros ajudam-se mutuamente, compartilhando entre si uma enorme gama de experiências semelhantes em sofrimento e recuperação do alcoolismo.
Bill W.

Raramente vimos alguém fracassar tendo seguido cuidadosamente nosso caminho.

O programa de A. A. de recuperação do alcoolismo, acreditamos, funcionará para quase todos que sinceramente desejem parar de beber. Pode igualmente funcionar para aqueles que são estimulados a procurar o A. A. Muitos de nós fizemos nosso primeiro contato com A. A. em razão de pressão social ou trabalhista. Depois tomamos nossa própria decisão.

Temos visto alguns alcoólicos vacilarem um pouco antes de entenderem o programa. Temos visto outros fazerem apenas esforços superficiais para seguir os princípios graças aos quais, comprovadamente, milhares de nós, agora, conservamos nossa sobriedade; geralmente, os esforços superficiais não bastam.

Mas não importa o quanto desprovido de recursos possa estar o alcoólico, ou quanto mais alto ele ou ela figure na escala social ou econômica. Sabemos, por experiência e observação própria, que o A. A. oferece uma maneira sóbria de sair da cadeia de confusões e problemas causados pela bebida. Muitos de nós achamos ser uma maneira agradável.

Quando pela primeira vez procuramos o A. A., muitos de nós tínhamos uma série de problemas graves – problemas envolvendo dinheiro, família, emprego e com nossas próprias personalidades. Logo descobrimos que nosso problema principal imediato era o álcool. Controlado este, conseguimos, com sucesso, resolver os outros,. Nem sempre resolvemos estes problemas com facilidade, mas, estando sóbrios, temos podido lidar com eles de um modo muito mais eficiente do que quando bebíamos.

Houve época em que muitos de nós acreditávamos ser o álcool a única coisa que tornava a vida suportável. Não podíamos nem conceber uma vida sem a bebida. Hoje, através do programa de A. A., não nos sentimos privados de nada. Pelo contrário, sentimo-nos livres e achamos que uma nova dimensão se acrescentou às nossas vidas. Temos novos amigos, novos horizontes e novas atitudes. Após anos de desespero e frustração, muitos de nós sentimos que realmente começamos a viver pela primeira vez. Gostamos de compartilhar essa nova vida com qualquer pessoa que ainda sofra do alcoolismo, como outrora nós sofremos, e procurar um modo de sair da escuridão e encontrar a luz.

Crédito: JUNAAB

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...