segunda-feira, 1 de abril de 2013

Meditações Diárias - Narcóticos Anônimos

1º de abril de 2013

Amor e adicção

"Alguns de nós começaram a ver os efeitos da adicção nas pessoas mais próximas. Dependíamos muito delas para nos arrastarem pela vida. Sentíamos raiva, frustração e dor quando elas encontravam outros interesses, amigos e pessoas queridas."
Texto Básico, p. 7

A adicção afetou todas as áreas de nossas vidas. Da mesma maneira que procurávamos a droga que iria fazer tudo ficar bem, também procurávamos as pessoas para nos aliviar. Fizemos exigências impossíveis, afastando aqueles que tinham qualquer coisa de valor para nos oferecer. Frequentemente, as únicas pessoas que restaram foram aquelas que eram carentes demais para serem capazes de negar nossas expectativas irreais. Não admira que fôssemos incapazes de começar e manter relacionamentos íntimos e saudáveis em nossa adicção.

Hoje, em recuperação, paramos de esperar que as drogas nos aliviem. Se ainda esperamos que pessoas nos aliviem, talvez seja hora de estender nosso programa de recuperação a nossos relacionamentos. Começamos por admitir que temos um problema – que não sabemos o básico sobre como ter relacionamentos íntimos e saudáveis. Procuramos companheiros que tiveram problemas similares e que acharam alívio. Falamos com eles e escutamos o que têm para partilhar sobre este aspecto de sua recuperação. Aplicamos o programa em todas as nossas questões, procurando o mesmo tipo de liberdade em nossos relacionamentos que encontramos em nossa recuperação.

Só por Hoje: Relacionamentos amorosos estão a meu alcance. Hoje, eu examinarei os efeitos da adicção em meus relacionamentos, de modo que eu possa começar a procurar a recuperação.

Alcoólicos Anônimos - Reflexões Diárias


01 de Abril de 2013

OLHANDO DENTRO

Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.

OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES



O Quarto Passo é um esforço vigoroso e cuidadoso para descobrir em cada um de nós quais eram e quais são nossos defeitos. Desejo descobrir exatamente como, quando e onde meus desejos naturais se deformaram. Desejo olhar honestamente a infelicidade que isto causou aos outros e a mim. Descobrindo quais são as minhas deformidades emocionais, posso corrigi-las. Sem um esforço persistente e boa vontade para fazer isto, haverá pouca sobriedade ou contentamento para mim.

Necessito ter um conhecimento claro e seguro de mim mesmo para resolver emoções confusas. Tal percepção não acontece da noite para o dia e nenhuma autoconsciência é permanente.

Todos têm capacidade para crescer e para se conhecer através de um encontro honesto com a realidade. Quando não evito os problemas, mas os enfrento diretamente, sempre tentando resolvê-los, eles se tornam poucos.
Página 100


domingo, 31 de março de 2013

Alcoólicos Anônimos - Reflexões Diárias

domingo, 31 março de 2013

Ninguém me negou amor


No calendário de A. A. corria o ano dois… Um estranho apareceu num desses Grupos… Em pouco tempo provou que seu caso era desesperador e que, acima de tudo, queria ficar bom… (ele disse) “Sou vítima de uma outra dependência ainda estigmatizante que o alcoolismo e o senhor poderá não me querer entre os seus.”
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 127 e 128


Vim para vocês como uma esposa, uma mãe, uma mulher que tinha abandonado seu marido, seus filhos e sua família. Eu era uma bêbada, a cabeça cheia de pílulas, uma ninguém. Mesmo assim não foi me negado amor, carinho e o senso de pertencer.
Hoje, pela graça de Deus, de uma boa madrinha e de um Grupo base, posso dizer que – graças a vocês de Alcoólicos Anônimos – sou uma esposa, uma mãe, uma avó e uma mulher. Sóbria, livre das pílulas. Responsável. Sem um Poder Superior, que encontrei na Irmandade, minha vida não teria significado. Estou plena de gratidão por ser membro de Alcoólicos Anônimos.
REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 99

Crédito : Alcoólicos Anônimos de Pernambuco 

Meditação Diária - Narcóticos Anônimo

31 de março de 2013


Interior e exterior

"Nosso verdadeiro valor reside em nós mesmos."
Texto Básico, p. 115

À medida que trabalhamos os passos, estamos no caminho da descoberta de algumas verdades básicas sobre nós mesmos. O processo de investigar nosso caráter, revelar e expor nossos segredos, mostra nossa verdadeira natureza. À medida que nos familiarizamos conosco, vamos precisar decidir ser exatamente o que somos.

Podemos querer dar uma olhada no que apresentamos para nossos companheiros adictos e para o mundo, e ver se corresponde ao que descobrimos em nosso interior. Fingimos que nada nos aborrece quando, na verdade, estamos muito sentidos? Encobrimos nossas inseguranças com piadas infames ou compartilhamos nossos medos com alguém? Vestimo-nos como um adolescente quando estamos nos aproximando dos 40 e somos basicamente conservadores?

Podemos querer dar uma olhada naquelas coisas que pensávamos “não sermos nós”. Talvez tenhamos evitado as atividades de NA porque “não gostamos de multidão”. Ou talvez tenhamos um sonho secreto de mudar de carreira, mas adiamos a ação porque nosso sonho “não era realmente correto” para nós. À medida que conseguimos uma nova compreensão de nós mesmos, vamos querer ajustar nosso comportamento de acordo. Queremos ser exemplos genuínos de quem somos.

Só por Hoje: Eu vou checar meu exterior para ter certeza de que ele combina com meu interior. Vou tentar agir no crescimento que tenho experimentado na recuperação.

sábado, 30 de março de 2013

Reflexão do dia - Alcoólicos Anônimos


Reflexão do dia 30 de Março de 2013

NOSSA CONSCIÊNCIA DE GRUPO

"... o bom é, às vezes, inimigo do melhor."
A.A. ATINGE A MAIORIDADE PG. 92

Penso que estas palavras se aplicam à todos os aspectos dos Três Legados de A.A.: Recuperação, Unidade e Serviço! Quero-os gravados em minha mente e em minha vida quando passar "pelo caminho do Destino Feliz".
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS PG. 177


Crédito: Junta de Serviços Gerais de AA do Brasil

MEDITAÇÃO DIÁRIA - NARCÓTICOS ANÔNIMOS



30 de março DE 2013

"Gradualmente, à medida que nos centramos mais em Deus do que em nós mesmos, o nosso desespero se transforma em esperança."

Que coisa gloriosa é ter esperança! Antes de chegar a Narcóticos Anônimos, muitos de nós viveram vidas de absoluta falta de esperança. Acreditávamos que estávamos destinados a morrer de nossa doença.

Muitos membros falam de estar em uma “nuvem cor-de-rosa” em seus primeiros meses de programa. As coisas vão muito bem. Então a realidade se apresenta. Vida ainda é vida – ainda perdemos nossos empregos, nossos parceiros ainda nos abandonam, os amigos ainda morrem, ainda ficamos doentes. Abstinência não é uma garantia de que a vida vá ser sempre de nosso jeito.

Quando a realidade da vida em seus próprios termos se estabelece, nos viramos para nosso Poder Superior e lembramos que a vida acontece do jeito que acontece. Mas não importa o que ocorra em nossa recuperação, não precisamos nos desesperar, sempre há esperança. Esta esperança repousa em nosso relacionamento com nosso Poder Superior.

Este relacionamento, como é expresso pelo pensamento em nosso texto, se desenvolve ao longo do tempo: “Gradualmente nos tornamos mais centrados em Deus”. À medida que confiamos mais e mais na força de nosso Poder Superior, os conflitos da vida não têm que nos afastar para um mar de desespero. À medida que nos focalizamos mais em Deus, focalizamo-nos menos em nós mesmos.

Só por hoje: Eu vou confiar em meu Poder Superior. Eu vou aceitar que, independentemente do que aconteça, meu Poder Superior vai me prover de recursos para viver.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Meditação diária - Narcóticos Anônimos (NA)

A vontade de Deus



29 de março de 2013

"(...) a vontade de Deus em relação a nós consiste nas coisas que mais valorizamos.  para nós torna-se nossa própria verdadeira vontade.."

É da natureza humana querer as coisas de graça. Ficamos estáticos quando um caixa de loja nos dá um troco para dez quando pagamos com uma nota de cinco. Tendemos a pensar que, se ninguém souber, uma pequena trapaça não vai fazer nenhuma diferença. Mas alguém sabe – nós sabemos. E isso faz toda a diferença.

O que funcionava para nós, quando usávamos, freqüentemente não funciona mais em recuperação. À medida que progredimos espiritualmente ao trabalhar os Doze Passos, começamos a desenvolver valores e padrões novos. Começamos a nos sentir desconfortáveis se tirarmos vantagem de situações das quais, quando usávamos, teríamos nos vangloriado.

No passado, podemos ter vitimado outros. Entretanto, à medida que nos aproximamos de nosso Poder Superior, nossos valores mudam. A vontade de Deus torna-se mais importante do que a de tirar vantagem.

Quando nossos valores mudam, nossas vidas mudam também. Guiados por um conhecimento interior dado a nós por nosso Poder Superior, queremos viver o resto de nossos dias com os recém-descobertos valores. Temos interiorizado a vontade de nosso Poder Superior para conosco – de fato, a vontade de Deus tem-se tornado nossa verdadeira vontade.

Só por hoje: Pelo aperfeiçoamento de meu contato consciente com Deus, meus valores têm mudado. Hoje, eu vou praticar a vontade de Deus, minha própria e verdadeira vontade.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos

28 de março de 2013


Encarando os sentimentos

"Podemos temer que o contato com os nossos sentimentos vá detonar uma insuportável reação em cadeia de dor e pânico."
Texto Básico, p. 32

Enquanto estávamos usando, muito de nós eram incapazes ou relutantes em sentir muitas emoções. Se estávamos alegres, usávamos para ficarmos mais alegres; se estávamos irritados ou deprimidos, usávamos para mascarar estes sentimentos. Ao continuar estes padrões através de nossa adicção ativa, nos tornamos tão emocionalmente confusos que não estávamos mais certos de quais eram as emoções normais.

Depois de estar em recuperação por algum tempo, descobrimos que as emoções que tínhamos reprimido repentinamente começaram a vir à tona. Podemos descobrir que não sabemos como identificar nossos sentimentos. O que podemos estar sentindo como raiva pode ser simplesmente frustração. O que percebemos como depressão suicida pode ser simplesmente tristeza. Estes são momentos em que precisamos procurar a assistência de nosso padrinho/madrinha ou outros membros de NA. Ir à reunião e falar sobre o que está acontecendo em nossas vidas pode nos ajudar a encarar nossos sentimentos, em vez de fugir deles, com medo.

Só por Hoje: Eu não vou fugir das emoções desconfortáveis que eu possa experimentar. Vou usar o apoio de meus amigos em recuperação para ajudar a encarar minhas emoções.

terça-feira, 26 de março de 2013

Narcóticos Anônimos, Meditação Diária



26 de março de 2013.

"O padrinho é (...) alguém a quem confiamos nossas experiências boas e ruins."

A ideia de apadrinhamento pode ser nova para nós. Passamos muitos anos sem orientação, confiando somente no interesse pessoal, suspeitando de todo mundo, não confiando em ninguém. Agora que estamos aprendendo a viver em recuperação, descobrimos que precisamos de ajuda. Não podemos mais fazê-los sozinhos; temos que correr o risco de confiar em outro ser humano. Freqüentemente, a primeira pessoa com quem corremos esse risco é o nosso padrinho/madrinha – alguém a quem respeitamos, com quem nos identificamos, em quem temos razão de confiar.

À medida que nos abrimos com nosso padrinho, um laço se envolve entre nós. Revelamos nossos segredos e desenvolvemos confiança na discrição de nosso padrinho. Compartilhamos nossa dor e somos recebidos com empatia. Conseguimos conhecer um ao ouro, respeitar um ao outro, amar um ao outro. Quanto mais nós confiamos em nosso padrinho, mais aprendemos a confiar em nós mesmos.

A confiança ajuda a nos afastar de uma vida de medo, confusão, desconfiança e desonestidade. No começo, parece arriscado em confiar em outro adicto. Mas esta confiança é o mesmo princípio que aplicamos em nosso relacionamento com o Poder Superior – arriscada ou não, nossa experiência nos diz que não podemos viver sem ela. E quanto mais corremos o risco de confiar em nosso padrinho, mais aberto estaremos para experimentar nossas vidas.

Só por hoje: Eu quero crescer e mudar. Eu vou me arriscar a confiar em meu padrinho/madrinha e descobrir as recompensas de compartilhar.


Crédito: http://nasp.org.br/

segunda-feira, 25 de março de 2013

Mortes por doenças ligadas ao álcool crescem



DROGAS NA MÍDIA
Clipping diário.



Mídia do Dia: 22/03/2013
Data de Veiculação: 22/03/2013



Voz da Bahia


O brasileiro está bebendo cada vez mais. Prova disso é que o número de mortes por doenças relacionadas ao consumo de álcool não para de crescer.

Segundo levantamento feito pelo Ministério da Saúde, os óbitos associados à ingestão de bebidas alcoólicas saltaram de 11,7 mil no ano 2000, para 17,3 mil em 2010, ou seja, um aumento de 47% em uma década. No ano passado, a bebida foi responsável por 47 mortes diárias no país. Além das mortes, também cresce a quantidade de pessoas que sofrem com transtornos mentais em decorrência do consumo de álcool.  Em 2010, foram 6,8 mil casos, um aumento de 43% em relação a 2000. No Brasil, cerca de 19 milhões de pessoas são dependentes de álcool, segundo estimativa da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas). O SUS gasta por ano mais de R$ 1 bilhão em tratamentos e internações. A cada mês, 3,5 mil pessoas são afastadas de seus empregos por causa do consumo de álcool e drogas. 

Para a psiquiatra Carla Bicca, da Abead, o  aumento da exposição das pessoas ao álcool é a principal causa do crescimento do consumo. “O maior problema é o fácil acesso à bebida. Quando uma atitude parece normal, ninguém a questiona”, critica a especialista da Abead. O estudo da associação mostra que a maior concentração de mortes - 5,1 mil, no ano passado – está em pessoas entre 40 e 49 anos de idade. Segundo Carla Bicca, as mortes nessa faixa etária estão relacionadas ao fato de os brasileiros começarem a beber cada vez mais cedo. “Hoje, as pessoas começam a beber por volta dos 13 anos. E os efeitos do uso compulsivo aparecem em no máximo duas décadas depois”.

domingo, 24 de março de 2013

Como falar sobre drogas com os filhos


A partir dos 7 anos os pais podem introduzir o assunto


Muitos pais sentem dificuldade em falar com os filhos sobre drogas e a falta de diálogo pode ser prejudicial ao desenvolvimento ético e psicológica da criança. Crianças a partir de 7 anos normalmente já possuem amadurecimento intelectual suficiente para conversar sobre o assunto, mas é importante que os pais estejam bem informados sobre o assunto.

Dr. Marcelo Reibscheid, pediatra do Hospital São Luiz, explica que o exemplo é o primeiro passo para o sucesso na formação da criança. “A influência dos pais desde cedo pode poupar o filho de experiências negativas associadas ao uso de drogas e pode até mesmo salvar a sua vida. Fazer uso de drogas, mesmo que cigarro ou álcool pode despertar o interesse da criança, entre outros malefícios”.

Uma das principais dificuldades dos pais está no diálogo. Ainda de acordo com o pediatra, antes da conversa os pais precisam se educar, se inteirar sobre as drogas mais comuns, os efeitos no cérebro e no corpo, os sintomas que provocam, as gírias e como são utilizadas.

“É importante lembrar os filhos que o perigo não está somente no uso constante de álcool e drogas. O ocasional também pode trazer consequências, como perder uma prova ou trabalhos escolares. Os conceitos de responsabilidade e a orientação para lidar com situações complicadas também ajudam no desenvolvimento ético do adolescente ou da criança e os afasta das más companhias e escolhas”, alerta o especialista.

Para Reibscheid, quando os pais agem pautados por essas instruções, aprendem a usar melhor sua força, seu amor e sua preocupação para ajudar o filho a se situar bem no mundo, promovendo seu bem-estar e o mantendo distante das drogas.

Fonte: Brasileiros Humanitários em Ação 

Publicado em 19/03/2013

sábado, 23 de março de 2013

É um deslize ou uma recaída?

É um deslize ou uma recaída?


De acordo com a abordagem terapêutica às dependências de substâncias psicoativas lícitas, vulgo drogas, incluindo o álcool, e as ilícitas, o tratamento deve contemplar a abstinência. É possível, para um individuo adicto ter um estilo de vida perfeitamente saudável abstinente de qualquer tipo de substâncias psicoativas lícitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas, só com uma única exceção, salvo medicação sujeita a prescrição medica, acompanhamento profissional e responsabilidade do doente em seguir o plano de tratamento e a sua recuperação.

Círculo da adicção: A doença da adicção é influenciada por um conjunto complexo de fatores (neuro-biológicos-psico-sociais), não é um vício (designação moral), falta de força de vontade e/ou característica da personalidade e/ou um ato voluntario. Após décadas de investigação sobre a doença da adicção, não existe no mundo, um programa que garanta a prevenção da recaída, o tratamento ou a recuperação de uma forma totalmente eficaz.
Para todos os efeitos, a recaída ou o deslize, consiste na quebra da regra/princípio relativamente à abstinência. Ao contrário do que muita gente pensa, a recaída e/ou o deslize, não é um episódio isolado e na maioria dos casos não acontecem por acaso, é uma sucessão de acontecimentos críticos, conjunto de atitudes e comportamentos, que culminam com a ingestão do consumo de substâncias psicoactivas. Processo de recaída: começa em A - atitudes e comportamentos que conduzem o individuo a B – um episódio; ingestão/consumo da substância psicoativa.
Eis algumas perspectiva, de acordo com a minha experiencia profissional, sobre o que é recaída e o significado de deslize.

Qual é a diferença entre a recaída e deslize?

Recaída é o individuo perder o controle do seu comportamento após a ingestão de substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool, e/ou lícitas; acontece quando é despoletada a compulsão pelo efeito da substância (sensação associada ao prazer). Este tipo de abuso de drogas visa somente a intoxicação e a alienação da realidade. Esta reação complexa, não se pode confundir com o controlo ou a falta dele. Não é o adicto que escolhe perder o controlo e/ou ser adito. Este mecanismo é uma reação da adicção após a ingestão das substâncias psicoactivas lícitas, incluindo o álcool, e/ou ilícitas, isto é, a ingestão da substancia afeta e compromete a forma como o individuo pensa, sente e age. Alguns indivíduos estão mais vulneráveis do que outros a este fenómeno.
No caso da recaída, após a compulsão ser despoletada, pelo efeito das substâncias psicoactivas, o adicto é incapaz de prever as consequências do seu comportamento (família, saúde, trabalho, justiça, dinheiro), nos dias, semanas ou meses seguintes, onde podemos incluir a recusa de ajuda de pessoas significativas a fim de retomar a abstinência
.
Qual é a diferença entre a recaída e deslize?
Recaída é:
Quando o individuo compreende, reconhece e aceita o conceito de doença (Adicção) e supostamente afirma "Sou um adicto em recuperação, preciso de me responsabilizar pela abstinência, pelo tratamento e recuperação da adicção através das minhas atitudes, comportamentos e caso seja necessário apoio profissional." A fim de um individuo atingir este grau de conhecimento sobre a sua condição (Adicção) são necessários, aproximadamente seis a doze meses, dependendo da motivação para a mudança, do estado clinico do individuo e danos colaterais provocados pela dependência das drogas. Para compreender a adicção, o individuo deve estar abstinente de substâncias psicoactivas, há pelo menos um ano ou mais, por exemplo cinco anos. 
Recaída significa quando o individuo, apos o consumo repetitivo, identifica o síndrome da abstinência, vulgo ressaca e necessita de apoio profissional para interromper a progressão da doença.
Podemos exemplificar através de outra doença cronica. Tal como acontece ao individuo diabético, após sintomas, sinais e exames médicos é-lhe diagnosticado diabetes. É informado sobre a doença, os cuidados, o estilo de vida saudável a fim de manter a doença estável e um estilo de vida saudavel, todavia, o doente decide o contrário, ignora e negligencia o tratamento, agravando o quadro clinico, a este comportamento também podemos considerar uma recaída.

Qual é a diferença entre a recaída e deslize?
Deslize é:
Após um período longo de abstinência, mais de doze meses, o individuo consome substâncias psicoactivas, durante um curto período de tempo (frequência e duração), após este episódio de consumo, consegue retomar a abstinência. Neste caso, podemos considerar que a compulsão não foi despoletada. O individuo conseguiu apoiar-se e fazer uso das suas competências cognitivas (auto critica, sentido de auto eficácia, gestão das emoções – vergonha, culpa, medo, frustração) e recursos (procurou ajuda e fim de interromper a ingestão das drogas). Mais uma vez, como a compulsão não foi despoletada, o deslize, tal como a recaída, não se pode confundir com o controlo ou a falta dele.

Qual é a diferença entre a recaída e deslize?
Deslize é: 
Quando o individuo não compreende e ou reconhece o conceito de doença (Adicção). Por exemplo, indivíduos resistentes à mudança de atitudes e comportamentos, que permanecem abstinentes durante um curto período de tempo (ex. menos de 6 meses), mas depois retomam os consumos e depois a abstinência.
Qual é a diferença entre a recaída e deslize?
Quando pensarmos recaída e ou deslize é preciso de avaliar a história (passado/presente) de vida dessa pessoa (o seu mundo).
Você sabia que a depressão e/ou a ansiedade e a adicção (co-morbilidade) podem afectar e comprometer as competências cognitivas individuais e sociais necessárias à manutenção da abstinência? Este individuo está mais exposto ao deslize e ou à recaída. Importante: Cada caso, um caso.

Qual é a diferença entre a recaída e deslize?
Não podemos determinar, segundo valores morais, vulgo vicio, o que é a adicção. O que é que significa recaída e ou deslize? Felizmente, hoje em dia, a medicina da adicção permite-nos entender melhor este fenómeno do ponto de vista neuro-biologico, psicológico e social. Faz parte do processo do tratamento da doença, da ocorrência de deslizes e/ou recaídas e recuperação. É normal, existem algumas pessoas vulneráveis e expostas à adicção, à recaída e/ou ao deslize, se for o seu caso, peça imediatamente ajuda, não se esconda atrás do silêncio da negação e ou da vergonha. Você não escolheu ser adicto/a.
Algumas pessoas conseguem permanecer abstinentes de substâncias, durante longos períodos de tempo abstinentes, por exemplo 20, 30, 40 anos e graças a elas podemos aprender com a sua experiência, todavia, a escolha do estilo de vida em recuperação depende da decisão de cada um.

Qual é a diferença entre a recaída e deslize. 
Conceito de doença da adicção (tradução). Segundo a Sociedade Americana da Medicina da Adicção a adicção é uma doença primária, crónica que interfere e afecta o sistema/estrutura do cérebro responsável pelo prazer, pela motivação e memoria e os circuitos neuronais adjacentes. Sabe-se que uma alteração e disfunção destes circuitos neuronais conduzem ao aparecimento de sintomas a nível biológico, psicológico, social e espiritual no indivíduo, que se refletem na busca e recompensa patológica do prazer e alivio, através do consumo de substâncias psicoactivas (lícitas e/ou ilícitas) e/ou outros comportamentos (exemplo, jogo). Por outras palavras, a Adicção funciona como uma “almofada” perante determinadas situações e adversidades ao longo da vida do indivíduo. A adicção não é um sintoma de outro tipo de patologia.

Qual é a diferença entre a recaída e deslize? 


Antes de respondermos a esta pergunta é preciso entender e aprofundar o conhecimento sobre o conceito de doença e de recuperação (ciência e experiencia empírica). É um esforço conjunto entre indivíduos adictos em recuperação, suas famílias e profissionais, e da sociedade em geral.
De acordo com a American Society of Addiction Medicine a adicção é uma doença.
Apesar do consumo de drogas ser um ato voluntário, ninguém escolhe ficar adicto. Apesar das substancias psicoactivas serem adictivas, geradoras de dependência física e/ou psicológica, porque é que umas pessoas consomem drogas/álcool e se tornam adictas e outras pessoas não? Siga o link
http://www.asam.org/research-treatment/definition-of-addiction
Visto a adicção ser uma doença cronica, progressiva e complexa no seu tratamento, qual é a motivação para o individuo recuperar da adicção? Como é que se ajuda um individuo adicto, dependente de drogas, incluindo o álcool, que recusa ajuda? Pela complexidade da adicção, o individuo e a sua família precisam de ajuda profissional.

Recuperação da adicção é um estilo de vida gerador de escolhas saudáveis (nível físico, mental e espiritual, sem dogmas e/ou divindades) integradoras e coerentes com os valores da família, da comunidade e da sociedade. Recuperação da adicção contempla a abstinência onde não existem consequências diretas dos comportamentos associados ao consumo, abuso e dependência de quaisquer substâncias psicoativas.
Se você se considera um adicto a drogas lícitas, incluindo o álcool, e as ilícitas qual é o seu conceito de recuperação? Gostaria de contar com a sua participação para o debate sobre esta questão.


Crédito: Recuperar das Dependências http://recuperardasdependencias.blogs.sapo.pt/63412.html#cutid1


Deus me acompanha aonde quer que eu vá

Alcoólicos Anônimos, Reflexão diária


Reflexão do dia 23 de Março de 2013

E SEM MAIS RESERVA


Temos visto esta verdade mais de uma vez: “Uma vez alcoólico, sempre alcoólico” ... Se estamos dispostos a parar de beber, não podemos abrigar, de forma alguma, a esperança de que um dia seremos imunes ao álcool... Para ser gravemente afetado, não é necessário beber durante um longo período e nem tomar as quantidades que alguns de nós tomávamos. Isto aplica-se especialmente às mulheres. As alcoólicas em potencial, muitas vezes, tornam-se alcoólicas verdadeiras e chegam a ser casos desesperados em pouco tempo.
ALCOÓLICOS ANÔNIMOS PG. 55, 56


Estas palavras estão sublinhadas no meu livro. São verdadeiras para homens e mulheres alcoólicas. Em muitas ocasiões tenho aberto o livro nesta página, e refletido sobre esta passagem. Preciso nunca enganar a mim mesma, lembrando meus diferentes modos de beber, ou acreditando que estou “curada". Gosto de pensar que, se a sobriedade é um presente de Deus para mim, então minha vida sóbria é o meu presente para Deus. Espero que Deus esteja feliz com seu presente, como eu estou com o meu.

Narcóticos Anônimos, Meditação do Dia


SÁBADO, 23 DE MARÇO DE 2013

As dádivas de Deus
"Fazemos aquilo que é necessário e aceitamos o que nos é livremente dado em cada dia." 
 Texto Básico, p. 54 

A nossa relação com o nosso Poder Superior é uma via de dois sentidos. Ao rezarmos, falamos e Deus ouve. Quando meditamos damos o nosso melhor para ouvir a vontade do nosso Poder Superior. Sabemos que somos responsáveis pela nossa parte nessa relação. Se não rezarmos nem ouvirmos, estaremos a excluir o nosso Poder Superior das nossas vidas. Quando pensamos na nossa relação com o nosso Poder Superior, é importante lembrarmo-nos daquilo que somos: impotentes. Podemos pedir orientação; podemos pedir boa-vontade ou força; podemos pedir o conhecimento da vontade do nosso Poder Superior - mas não podemos fazer exigências. O Deus da nossa concepção - aquele que tem o poder - irá preencher a outra metade desta relação, dando-nos exatamente aquilo de que precisamos, quando precisamos. Precisamos de pôr ação todos os dias para manter viva a nossa relação com um Poder Superior. Uma forma de fazê-lo é aplicando o 11º Passo. Lembramo-nos então da nossa impotência e aceitamos a vontade de um Poder Superior a nós mesmos. 

Só por hoje: Na minha relação com o meu Poder Superior, sou eu o impotente. Hoje, lembrando-me de quem sou, vou aceitar humildemente as dádivas do Deus da minha concepção.

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