terça-feira, 19 de agosto de 2014

Cerveja e etc !


Em meu convívio com pessoas com graus de instrução diferenciados é muito comum, quando o assunto é dependência química, ouvir falarem em diversos tipos de patologia. Por mais incrível que possa parecer a depressão quase não é mencionada. Ouço falarem em psicoses, transtornos, os mais diversos, discussões sobre o que diferencia um sociopata de um psicopata, a neurose que ultrapassa os níveis aceitáveis e considerados normais e por ai vai. A palavra adicção é pouco mencionada, as pessoas tem arraigado na mente a ideia que associa a dependência à toxicomania. Frequentemente o álcool é apenas uma bebida. Já o cigarro (tabaco), pelo cheiro desagradável e por uma propaganda mais ostensiva, é considerado muito mais como um tóxico, do que taxado como uma droga lícita.

O álcool é uma droga que penetra em quase todos os lares e, talvez por ser uma droga de uso tão disseminado e indiscriminado, passa à condição de bebida. Cerveja tem um glamour, uísque dá status, quando ´um legítimo scotch... Observem as propagandas: o homem viril e a mulher atraente estão sempre presentes nos comerciais e isso cria, subliminarmente, a ideia de que é preciso beber para ser alegre, um bom pegador e tudo isso toca na libido inconscientemente. 

Face às variadas abordagens pertinentes ao mundo das drogas surge, frequentemente a concepção de que um "toxicômano", um "drogado", é um louco desajustado, uma pessoa problemática e essa concepção muitas vezes decorre de prejulgamentos e eu acabo ouvindo loas e mais loas a respeito do mau conceito de que gozam os adictos em determinados meios sociais. 

Conheci muita gente revoltada, desajustada, desviada e que, no entanto, não se utilizavam de qualquer droga, lícita, ou ilícita. Essas ánalises são fruto de muitas ideias loucas, preconceituosas, que já vem de épocas em que eu nem era nascido. 

Observo o ódio com que pessoas de determinado nível intelectual trata o canabiano, chamando-o, quase sempre, pelo rótulo vulgarizado de "maconheiro". Esta palavra, tão pejorativamente utilizada, revela o quanto de ignorância determinadas cabecinhas guardam. É aquela coisa da velha opinião formada sobretudo. E a discriminação entre usuários de drogas é outro absurdo. O cara que cheira cocaína repudia o "maconheiro" e o "craqueiro". O pior é que o crack e a coca têm o mesmo princípio ativo e levam a problemas muito semelhantes. A diferença é que uma vem da classe alta e hoje atinge as classes baixas. Já não é mais uma droga das elites. O crack vem das classes marginalizadas e hoje penetra no topo da pirâmide social. A maconha é uma droga polêmica que no meu entendimento - sem hipocrisia - deveria ser legalizada, porque tanto quanto o álcool ela penetra em todos os  lares e classes sociais. Mais deixo essa discussão para os fanáticos, pois bem sei que debater o tema termina em lugar nenhum. O certo é que vai chegar o dia em que esta droga, dita medicinal, ou do demônio, vai ser legalizada, porque a roda da história revela que não tem retorno. Uma observação devo fazer e que fique muito claro: existem pessoas que podem usar a erva e pessoas que não podem, de jeito nenhum, usar esta droga. Este é que é um grande problema. 

Tem um expert em dependência química que não aceita a hipocrisia social de colocarem o álcool como sendo uma droga menos nociva que o crack, sob todos os aspectos e eu abraço a tese dele pois o álcool está intimamente ligado as demais drogas, incluindo a cocaína e o crack, ou misturando com redbull e outros energéticos potencialmente nocivos. Quem quiser se dar ao luxo de refletir sobre a gravidade da droga álcool vai constatar o quanto ela é muito mais perigosa que as demais drogas. 

Mas, divaguei demais e dei um passeio sobre nuances pertinentes ao mundo das drogas e fugi do propósito verdadeiro, talvez conscientemente. Queria e quero abrir uma brecha para inserir alguns textos que abordem temas sobre dependência e doenças mentais. Quando postei um breve artigo sobre Robin Willians, ele revelava em poucas palavras tantas coisas que ninguém notou. Agora, para finalizar, qual a prioridade para tratamento: a depressão, ou o uso de droga? Fico com a depressão, pois, me parece, ela empurra o deprimido para a utilização de outras drogas e o resultado não deve ser nada bom para o deprimido e sua família. A depressão é, ainda, uma doença tão negligenciada e ignorada que muita gente confunde a mesma com frescura, preguiça e etc. É hora de buscarmos abrir o horizonte para espalhar conhecimento e é isso que pretendo. No primeiro momento buscarei textos escritos por especialistas. Quem sabe um dia muita gente resolve abrir a mente e deixar o conhecimento  ocupar o lugar da ignorância?

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

PORTAS DA PERCEPÇÃO


Heroína e o apocalypse

Veja o que alguns artistas fizeram com drogas. E vice-versa

SANTA TRÍADE

William Burroughs (foto), Jack Kerouac e Allen Ginsberg foram os principais nomes do movimento beat, iniciado na década de 1950. Formados em Columbia (Kerouac e Ginsberg) e Harvard (Burroughs), rejeitaram a concepção de literatura vigente na época e criaram uma nova maneira de escrever.

ERVA OU Pó?
Apartamento de Raul Seixas. Ele, defensor da cocaína, e Tim Maia, amante da maconha, engatam uma discussão acalorada sobre os prós e contras de cada droga. Ânimos exaltados, Tim encerra o papo dizendo que pó “afrouxa o brioco”. Por fim, acende mais um, Raul estica mais uma e quase fazem uma música juntos. A história está no livro Noites Tropicais, de Nelson Motta.

GURU? EU?
Ex-ator e diretor de teatro, Fauzi Arap ficou conhecido por Navalha na Carne e Perto do Coração Selvagem, ambas peças encenadas na década de 1960. Naquele período, realizou experiências com o LSD, mas abandonou-as quando começaram a vê-lo como um guru.

HEROÍNA
Gerenciados por Andy Warhol, Lou Reed e companhia lançaram The Velvet Underground & Nico em 1967. Entre as faixas, “I’m Waiting For The Man” e “Heroin” faziam referências explícitas às drogas – num tempo em que o tema ainda era tabu.

PILEQUE
Zeca Pagodinho não seria páreo para Nelson Cavaquinho. O compositor de “Juízo Final” e “A Flor e o Espinho” tomava todas e mais algumas, compunha no bar e, no dia seguinte, só conseguia se lembrar das melodias que gostava de verdade.

INFERNO
Coppola viveu seu próprio Vietnã de insanidades e abuso de drogas durante as filmagens de Apocalypse Now. Alguns atores usaram álcool, maconha e ácido para atuar. Martin Sheen, o protgonista, sofreu um infarto. Na trilha, “The End”, dos Doors.

METEORO
Jean-Michel Basquiat, nascido em Nova York, foi um meteoro no mundo das artes. Sua carreira durou apenas oito anos e começou com grafites nos trens de subúrbio. Mais adiante, suas telas o ajudaram a exorcizar os demônios pessoais – como o vício em heroína, que o matou aos 27 anos.

NA MENTE
“Tudo que escrevi até hoje foi sob o efeito de drogas, principalmente haxixe. Só uso drogas psicodélicas, não gosto das outras. Cogumelo eu também tomo bastante. Fumo cerca de 50 gramas de haxixe por semana.” Palavras de Alan Moore, criador de Watchmen, à extinta revista General.

ROMANTISMO
Rimbaud (a lápis) e Baudelaire, poetas franceses do século 19, foram os expoentes da tradição romântica. Viviam em desacordo com os valores burgueses vigentes. Ambos tiveram experiências com haxixe e as colocaram no papel. Baudelaire em Os Paraísos Artificiais, livro que contém poemas dedicados ao haxixe e ao ópio, e Rimbaud em poemas como “Manhã de Embriaguez”.

TROPICAL
Inventor do termo Tropicália, o artista plástico Hélio Oiticica era um transgressor por excelência. Apologistadas drogas, criou em 1973 juntamente com o cineasta Neville D’Almeida a polêmica série Cosmococas, que traz imagens de ícones como Marilyn Monroe modificadas por trilhas de cocaína.

O teste do ácido do refresco elétrico

Embarque no colorido ônibus de Ken Kesey

Foi uma viagem louca. Começou em junho de 1964 nos arredores de São Francisco e terminou depois de um mês em Nova York. O veículo? Um ônibus escolar de 1939 pintado com cores berrantes. No volante, Neal Cassidy, o beatnik que inspirara Jack Kerouac a escrever On the Road. 

No comando, Ken Kesey, cujo objetivo era contestar a sociedade americana e propagandear o uso do ácido lisérgico, legal na época. A viagem, na verdade, começara bem antes, em 1959, ano em que Kesey, então estudante em Stanford, se voluntariou para pesquisas do governo sobre drogas psicoativas.

 A partir dessas experiências, ele escreveu seu livro mais celebrado: Um Estranho no Ninho. Com o dinheiro ganho com a obra, comprou umas terras, montou o grupo musical Merry Pranksters e iniciou os seus próprios testes psicodélicos, conhecidos por “Acid Tests”. 

Em 1964, teve de ir a Nova York para o lançamento de seu segundo livro. Foi aí, então, que teve a idéia de comprar e reformar o velho ônibus e embarcar com Cassidy e os Merry Pranksters. 

Ao longo do caminho, cruzaram com Allen Ginsberg, Kerouac e o “papa” do ácido, Timothy Leary, que, segundo consta, não se entusiasmou muito com o circo todo. A aventura de Ken Kesey foi reconstruída por Tom Wolfe no livro O Teste do Ácido do Refresco Elétrico.

Para saber mais na livraria:

The Road of Excess A History of Writers on Drugs - Marcus Boon, Harvard University Press, EUA, 2002
Waiting For the Man: The Story of Drugs and Popular Music - Harry L. Shapiro, Helter Skelter Books, Grã-Bretanha, 1999.

Confissões de um Comedor de Ópio - Thomas De Quincey, L&PM, Porto Alegre, 2001
Alma Beat - Vários, L&PM, Porto Alegre, 1984

REFLEXÃO DIÁRIA - ALCOÓLICOS ANÔNIMOS


SARANDO

SEGUNDA-FEIRA, 18 DE AGOSTO DE 2014

Embora, às vezes, totalmente esquecidos, os conflitos emocionais que nos prejudicaram se ocultam e permanecem em lugar profundo, abaixo do nível de consciência.
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES

Somente pela ação positiva posso remover os restos de culpa e vergonha causados pelo álcool. Durante meus infortúnios, quando bebia, meus amigos me diziam: "Por que você está fazendo isto? Você está somente se prejudicando." Pouco eu sabia de como eram verdadeiras estas palavras.

Embora tenha prejudicado a outros, o meu comportamento causou graves feridas à minha alma. O Oitavo Passo me ofereceu uma maneira de perdoar a mim mesmo. Aliviam-se muitos dos meus danos escondidos quando faço a relação daqueles a quem prejudiquei. Fazendo reparações, libero a mim mesmo de pesos, contribuindo assim para minha recuperação.

Fonte:Alcoólicos Anônimos - RJ http://www.aa.org.br/reflexao-diaria

Meditação do Dia - Narcóticos Anônimos


SEGUNDA-FEIRA, 18 DE AGOSTO DE 2014

"Quanto tempo é que isto ainda vai durar?" 

"... a maneira de continuarmos a ser membros produtivos e responsáveis da sociedade é colocarmos a nossa recuperação em primeiro lugar." 
Texto Básico, p. 118 


As reuniões têm sido ótimas! Em todas elas temos estado com outros adictos que partilham experiência, força e esperança. E em cada dia pomos em prática aquilo que aprendemos nas reuniões para nos mantermos em recuperação. A vida, entretanto, continua. O trabalho, a família, os amigos, os estudos, o desporto, os divertimentos, as atividades comunitárias, as obrigações cívicas - tudo isto exige o nosso tempo. 

As exigências do dia-a-dia levam-nos, por vezes, a perguntar, "Durante quanto tempo é que ainda vou ter de ir a estas reuniões?" 

Vamos parar para pensar. Antes de chegarmos a Narcóticos Anônimos, alguma vez conseguimos manter-nos limpos sozinhos? 

O que é que nos leva a pensar que o conseguiremos agora? Depois há que considerar a própria doença - o egocentrismo cronico, a obsessão, os padrões de comportamento compulsivos que se manifestam em tantas áreas das nossas vidas. 

Conseguiremos viver e gozar a vida sem tratarmos realmente da nossa doença? Não. As pessoais "normais" poderão não ter de se preocupar com estas coisas, mas nós não somos pessoas "normais" - somos adictos.

Não podemos fingir que não temos uma doença progressiva e fatal, pois a verdade é que a temos. Sem o nosso programa, poderíamos nem estar vivos, e então não nos teríamos de preocupar com as exigências do trabalho, dos estudos, da família, ou de fosse o que fosse. As reuniões de NA dão-nos o apoio e a direção de que precisamos para recuperar da nossa adicção, permitindo-nos viver vidas o mais preenchidas possível. 

Só por hoje quero viver e gozar a vida. Para isso vou pôr a minha recuperação em primeiro lugar.

Fonte: http://www.na-pt.org/sph.php

domingo, 17 de agosto de 2014

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos

Domingo, 17 de Agosto de 2014

                                                       Diga a verdade

    Um sintoma de nossa doença é a alienação, e a partilha honesta nos libertará para a recuperação

A verdade nos conecta com a vida, enquanto o medo, o isolamento e a desonestidade nos alienam.
Como adictos na ativa, escondíamos da maior parte do mundo o máximo que podíamos da verdade sobre nós mesmos. O nosso medo nos impedia de nos abrir para aqueles à nossa volta, nos dando proteção contra o que poderiam fazer se aparentássemos vulnerabilidade. Mas o nosso medo também nos impedia de nos conectar com o nosso mundo. Vivíamos como alienígenas em nosso próprio planeta, sempre bonzinhos e ficando, a cada minuto, mais solitário.

Os Doze Passos e o companheirismo de adictos em recuperação proporcionam, para pessoas como nós, um espaço onde podemos nos sentir seguros para dizer a verdade sobre nós mesmos. Podemos admitir honestamente nossa frustrante e humilde impotência perante a adicção porque encontramos muitos outros que já passaram pela situação – estamos a salvo junto com eles. E continuamos a contar mais verdade sobre nós à medida que continuamos a trabalhar os passos. Quanto mais fazemos, mais nos sentimos verdadeiramente conectados com o mundo à nossa volta.

Hoje, não precisamos nos esconder da realidade de nossos relacionamentos com as pessoas, lugares e coisas em nossas vidas. Aceitamos estes relacionamentos do jeito que são, sabendo que temos a nossa parte neles. Todos os dias dedicamos um tempo para nos perguntar: “Tenho dito a verdade sobre mim mesmo?” Cada vez que fazemos isto, nos afastamos mais da alienação que caracteriza a nossa adicção e nos aproximamos da liberdade que a recuperação pode nos trazer.

Só por hoje a verdade é a minha conexão com a realidade. Hoje, vou dedicar um tempo para me perguntar: “Estou dizendo a verdade sobre mim mesmo?”

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Diferença entre oxi, crack e cocaína


O G1 - Ciência e Saúde, em 21/04/2011, veiculou matéria de Tadeu Meniconi, que responde a muita gente que pergunta sobre em que difere a cocaína, oxi e crack, entre si. Transcrevemos trecho da matéria:

"A diferença da cocaína para as outras duas está no que os especialistas chamam de “via de administração”.

Enquanto a primeira é inalada em forma de pó, as outras duas são fumadas em forma de pedra. Isso muda a forma como o corpo lida com a dose.

O pó da cocaína é absorvido pela mucosa nasal, que tem nervos aflorados, responsáveis pelo olfato. O efeito dura entre 30 e 45 minutos. No caso das outras duas drogas, a absorção acontece no pulmão, de onde ela cai na corrente sanguínea. O efeito dura cerca de 15 minutos, e por isso, é mais intenso que o da cocaína, o que aumenta o risco de que o usuário se torne um viciado.

“Quando menor a duração do efeito, mais viciante é uma substância”, afirma Jezierski.

“Se você usa uma que dá um 'barato' de 48 horas, você não precisa de outra dose tão cedo, mas se usa uma que dá um barato de 15 minutos e, em seguida, te dá depressão, vai querer outra dose”, explica a psiquiatra.

A grande diferença do oxi para o crack está na sua composição química. Para transformar o pó em pedra, o crack usa bicarbonato de sódio e amoníaco. Já o oxi, com o objetivo de baratear os custos – e atingir um número maior de usuários –, leva querosene e cal virgem.

Querosene e cal virgem são substâncias corrosivas e extremamente tóxicas. Por isso, o consumo do oxi pode levar à morte mais rápido que o crack – no qual o que é realmente nocivo é o princípio ativo da droga.

“A hipocrisia do suicídio é bem menor”, conclui Jezierski sobre o oxi, em relação ao crack."

Espíritas: É possível uma cura espiritual para um dependente de drogas?

Ana Luiza escreveu pedindo ajuda aos espíritas:

"Tenho um primo, atualmente com 31 anos, que desde os seus 15 anos, está envolvido com drogas. Começou com drogas leves e atualmente está morrendo aos poucos, com o craque. A vida da família dele está se destruindo. Ele está no ponto de roubar materiais da loja da própria família. A mãe dele (minha tia), não sabe mais o que fazer e a quem apelar, pois essa agonia e tormento, não tem fim. E a situação piora a cada dia que passa. Rezar não está funcionando. Ele já foi internado algumas poucas vezes, porém, não trouxe nenhum benefício. Gostaria de saber se alguém conhece algum caso assim e se houve reparação. Seria possível alguma cura espiritual, através de casas espíritas? "

Obteve as seguintes respostas de ula-Flor:

Olá! 
Ana Luiza, minha querida! 
As drogas tem sido muito estudada entre nós espíritas. Existem varias casas espíritas que dão assistência não só aos drogados, mas, tbm as famílias. O que acontece é que se a pessoa não quiser ser ajudada, o tratamento direcionado a ele, não surtirá efeito. Pq ele mesmo vai sair a procura de drogas. As orações feitas por ele são ouvidas sim, e respondidas pelos mentores espirituais em forma de consolo. Vou te relatar um fato que acontece com uma pessoa amiga! 

O jovem, procurava todo tipo de droga, por anos seguidos. A família ia em busca de auxilio em nossa casa de caridade. Atendíamos e por aquela noite o jovem ia p/ casa e dormia bem. Logo ao amanhecer ia ele em busca de mais estimulantes. Demos atendimento a família que hoje faz parte de nosso grupo socorrista. Entretanto, o jovem em questão lesou seu cérebro e está internado em clinica psiquiátrica, sem condições de alta, em tempo algum. Virou um vegetal após uma convulsão não retornando mais ao mundo real. Vc me diria que as orações não foram ouvidas? 

A família se reestruturou e vivem felizes com seu filho, dando-lhe toda assistência e amparo que a situação requer. 

O livre arbítrio dele o levou a essa situação. Precisará de voltar e refazer as lições novamente. Agora só nos resta pedir aos bons espíritos que os amparem nas lutas vindouras. 

Paz, que Jesus olhe por sua tia e família.

                                                                        ******
Resposta de Messias:

Olá Prezada Amiga Ana Luiza, 

Depois de começar a formular uma resposta, vi que a amiga Sula-Flor já respondeu com excelência, detalhando também um belo trabalho que vem fazendo. Então, por favor, leve minhas palavras apenas como acréscimo, na esperança de algo lhe ser útil. 

Sim, é possível!!! 

Mas a situação é complicada ao se analisar o que seria a “cura” neste caso, que consiste em seu primo mudar o ponto de vista sobre os prazeres da vida. A Espiritualidade ajuda, inspirando os bens morais, mas do outro lado existem também irmãos desencarnados também voltados aos vícios, que se aproveitam de seu primo, são os chamados “vampiros” que sugam o tóxico em sua emanação deletéria. 

São exatamente nestes casos que mais fazemos o uso de nosso livre arbítrio, escolhendo nossas companhias por plena sintonia, derivada da atual visão da vida, curtindo os ilusórios prazeres imediatos, que no fundo são verdadeiras desgraças. 

A cura pode ocorrer, mas não pode ser em um trabalho unilateral, tem de ser mútuo, seu primo em primeiro lugar deve desejar mudar, para então entrar no processo de conscientização. Acima de tudo, ele tem de querer, reconhecer suas fraquezas e buscar se emendar. 

Qualquer cura espiritual, seja através de cirurgias, mesmo que físicas, é antes de tudo uma cura íntima, uma mudança de encarar a vida. 

Tem uma passagem do Espírito Vianney cura D’ars, no Evangelho segundo o Espiritismo, que traduz muito bem a situação: 

"Meu Pai, cura-me, mas faze que minha alma enferma se cure antes que o meu corpo; que a minha carne seja castigada, se necessário, para que minha alma se eleve ao teu seio, com a brancura que possuía quando a criaste." (Evangelho Segundo o Espiritismo, item 20 do capítulo VIII – Allan Kardec) 

Há uma passagem onde Jesus disse: “Bater-vos-á a porta, e ela se vos abrirá”, ou seja, é necessário que a pessoa tome atitudes, primeiramente no sentido realmente querer mudar, e assim estará mais aberto ao auxílio espiritual. 

Vale a pena dar uma lida nestas questões de O Livro dos Espíritos:. 

909. Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações? 
“Sim, e, frequentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!” 

910. Pode o homem achar nos Espíritos eficaz assistência para triunfar de suas paixões? 
“Se o pedir a Deus e ao seu bom gênio, com sinceridade, os bons Espíritos lhe virão certamente em auxílio, porquanto é essa a missão deles.” (459) 

911. Não haverá paixões tão vivas e irresistíveis, que a vontade seja impotente para dominá-las? 
“Há muitas pessoas que dizem: Quero, mas a vontade só lhes está nos lábios. Querem, porém muito satisfeitas ficam que não seja como “querem”. Quando o homem crê que não pode vencer as suas paixões, é que seu Espírito se compraz nelas, em consequência da sua inferioridade. Compreende a sua natureza espiritual aquele que as procura reprimir. Vencê-las é, para ele, uma vitória do Espírito sobre a matéria.” 

912. Qual o meio mais eficiente de combater-se o predomínio da natureza corpórea? 
“Praticar a abnegação.” (O Livro dos Espíritos – Allan Kardec) 

Sendo o vício do craque degradante, com sérias consequências íntimas, em um suicídio indireto, creio válida até mesmo a medida de internação, abstinência temporária forçada, junto à psiquiatria, e também oferecendo (não impondo) os estudos espíritas, buscando uma maior conscientização sobre os valores da vida. 

Um Forte Abraço, Paz e Luz!!!

Fonte: yahoo respostas

Abertura e outros papos


Vou abrir espaço para os espiritas, pois eles existem e defendem suas ideias sob um prisma que não é o convencional, ortodoxo, e que para muitos pende para o campo do sobrenatural, do esoterismos e até do misticismo. Como respeitamos todas as crenças religiosas, não poderíamos deixar de publicar abordagens espíritas sobre drogas. 

Confesso que não entendo nada sobre o assunto, pois minha formação é católica. Sou de um tempo em que havia muito preconceito contra quem era espírita. Isso, em mim, infundia medo. Do mesmo modo, talvez pior, os adeptos do candomblé sofriam (ainda sofrem) muito preconceito e discriminação. Os protestantes também sofriam com o preconceito dos católicos. 

A sociedade é muito complexa, dizem que ainda existe racismo e eu sei que existe, mas, também existe uma forma odiosa de discriminação que diz respeito ao poder econômico. Um preto rico, sem formação acadêmica, pode até ser chamado de doutor.  Mas um pobre branco, não pode usar elevador social de prédios grã-finos e sofre pouco menos que o negro... 

Estamos evoluindo e o que acho tétrico é a vergonha que familiares sentem de um ente que caiu nas garras da adicção e que sofre com isso, dentro e fora do lar. O pior é que, além dos sofrimentos por que passa em sua vida íntima, passa a incorporar a baixo auto estima que lhe passam e, espiritualmente, o cara se acha um lixo. Tem o isolamento, a vigilância, determinados tipos de humilhações. Isso não ajuda!

Frequentei muitas e muitas reuniões e aquelas que aconteciam em "clínicas" ouvi tantos depoimentos, tantas coisas e o que posso dizer é que pais e filhos precisam se entender melhor, de modo mais civilizado. Claro que nem todo pai pode atender os extravagantes pedidos de filhos e isso causa problema. Ir a uma festa, sendo menor de idade, para retornar para casa quando o dia amanhecer é um problema danado, porque tem pais que liberam os filhos e não estão nem aí. Mas nas partilhas o que observava era que alguns tinham
uma fixação na mãe, uma éspecie de édipo não resolvido e uma aversão pelo pai. E dadas partilhas o ódio cedia terreno a demonstrações de amor. 

Os casados, não todos, mas a maioria, revelavam dúvidas, rancor, ressentimento e outras coisas mais em relação às respectivas esposas. São queixumes e, ao mesmo tempo, admissões de culpa. 

Recordo um companheiro que passou por uma situação triste. Não sabia detalhes de nada da vida dele. Como dormia no mesmo pardieiro que eu, as camas quase unidas, janela gradeada e tudo fechado, com sanitário imundo, ele me falava mal, depois falava bem da mulher. Um dia disse para ele: - cara, sua esposa não se apaixonou por você. Você se transformou em outro cara e ela não gosta desse cara que você representa hoje!

Ele silenciou, depois de alguns minutos disse que iria fazer ginástica (e deu para fazer mesmo), que ia voltar a ficar bonito(disso não sei), voltaria a vestir-se nos trinques, compraria um carro e teria uma casa pelo projeto "minha casa minha vida". Mas esse camarada falava dormindo e, em determinados momentos ele levantava da cama, ficava pensando, depois saia e ficava pra lá e pra cá. Havia um corredor entre os quartos e tudo mais era fechado. O corredor era onde ficava o sanitário emporcalhado. 

Um certo dia alguém do grupo contou todo o drama do camarada e eu deixei de incentivar ele a voltar para aquela mulher que ele tanto amava, apesar dos pesares. O amor é foda! Também recordo de um outro, muito engraçado. Foi muito rico e ele  se ressentia muito com a família, pois dizia que no tempo das "vacas gordas", quando havia fartura, muito dinheiro, ele cheirava à vontade e ninguém dizia nada. Ele teve 6 esposas e ele mesmo dizia com muito bom humor: - tomei corno de todas seis!  Imitava as ex-esposas e dizia que todas tinham algo em comum: - quando perguntava onde você estava, ou de onde você veio? elas perdiam a compostura, ficavam possessas, começavam a reclamar e a brigar com ele. Isto é, faziam uma manobra escandalosa, invertiam os papéis e de ré se transformava em vítima.

Ele achava que todo homem era corno e o camarada a que me referi pouco mais acima, sofria com ele, até que um dia pedi ao mesmo para deixar de "comediar" o camarada e contei o drama. O pior é que ele riu pra caralho e tripudiou. Lembro do cara que formava um grupo de 8 pessoas e que incendiou a casa. Tinha muita gente com sequelas, outros com sequelas e transtornos mentais. 

Muitos são agressivos. E eu me perguntava, dentro daquele inferno, cheio de gente muito louca: - Deus, o que é que estou fazendo aqui? Depois me vinha a tristeza do abandono familiar. Eu, lá dentro só pensava na família e dóia compreender que a família se revelava escrota porque era doente e não eram católicos de verdade. A família era uma farsa e eu cheguei a pensar em sumir do mapa, desaparecer da vida de muita gente, como quem morre. Mas eu também tenho erros...

Ouvia muita gente, mas papo "cabeça" só tinha com quem tinha algo a me acrescentar. Ouvi outras tantas coisas m vários lugares que me indago, éramos todos possuídos por espíritos obsessores? Fiz essa divagação enorme para, simplesmente dizer, que passarei a postar algumas coisas sobre o espiritismo no que concerne as drogas. 

SPH

EXISTE UMA FACE OCULTA NA DROGADIÇÃO ?

foto obtida em slideplayer.com.br

Respeito todas as crenças e, por esta razão, decidi publicar texto do blog "arquivoconfidencial" que versa sobre desencarnação, encarnação e perispírito. Como é bastante comum, muito comum mesmo, ouvir coisa parecida de tanta diferente gente de classes sociais diversas, resolvi postar para que os espíritas - caso queiram - tentem sustentar o que o autor do mencionado blog publicou, à sua maneira, consoante sua doutrina. Vamos lá:

"Sabemos que, após a desencarnação, o Espírito guarda, por certo tempo, seus condicionamentos, tendências e vícios de encarnado. O Espírito de um viciado em drogas, por exemplo, em face do estado de dependência a que ainda se acha submetido, no outro lado da vida, sente o desejo e a necessidade de consumir a droga. Somente a forma de satisfazer seu desejo é que varia, já que a condição de desencarnado não lhe permite proceder como quando na carne. Como Espírito precisará vincular-se à mente de um viciado, de início, para transmitir-lhe seus anseios de consumo da droga, posteriormente, para saciar sua necessidade, valendo-se para tal do recurso da vampirização das emanações tóxicas impregnadas no perispírito do viciado, ou da inalação dessas mesmas emanações quando a droga estiver sendo consumida.

Se o consumo de drogas é muito longo, o perispírito começa a romper sua ligação com o sistema nervoso físico, levando o ser encarnado à depressão e à loucura. Estes obsessores, que normalmente também foram toxicômanos em vida, são insaciáveis: quanto mais ingerimos drogas mais eles nos impelem a ingeri-las ainda mais, formando um círculo vicioso. Quanto mais se ingere tóxico, maior o desejo do obsessor de ficar próximo ao consumidor, pois ficam presos um ao outro numa simbiose total.

Essa sobrecarga mental, indevida, afeta tão seriamente o cérebro, a ponto de ter suas funções alteradas, com consequente queda no rendimento físico, intelectual e emocional do viciado. Segundo Emmanuel, "o viciado, ao alimentar o vício dessas entidades que a ele se apegam, para usufruir das mesmas inalações inebriantes, através de um processo de simbiose em níveis vibratórios, coleta em seu prejuízo as impregnações fluídicas maléficas daquelas, tornando-se enfermiço, triste, grosseiro, infeliz, preso à vontade de entidades inferiores, sem o domínio da consciência dos seus verdadeiros desejos".

Não é à-toa que se diz que "o semelhante atrai o semelhante".

O que este artigo pretende é chamar a atenção dos leitores para esse perigoso lado oculto das drogas que, via de regra, passa despercebido à maioria das pessoas, principalmente àquelas que não acreditam "nessas coisas", como elas costumam dizer quando acham que Deus não existe e que a vida termina no cemitério."

VOCÊ, LEITOR, TEM ALGUMA OPINIÃO SOBRE O TEMA? 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Para pais e filhos!

MEU PAI

Luiz Fernando Emediato

Houve um tempo em que odiei meu pai. Eu era adolescente, um jovem triste com idéias suicidas e uma justificada revolta contra o mundo contraditório e injusto que só então começava a conhecer verdadeiramente. A descoberta da realidade foi sem dúvida um choque. E naquele tempo, por razões que só mais tarde pude compreender, eu odiei meu pai.

Meu pai era um homem gordo e aventureiro, desprendido da família, que gastou a melhor parte de sua vida correndo atrás de sonhos. Era um homem rude que arou a terra, plantou, colheu e perdeu. Escavou o solo atrás de ouro e diamantes e nada achou. Varou o mundo. Voltou de mãos vazias, mas sólido como um carvalho.

Em 1964, foi expulso de Brasília – para onde tínhamos ido, em busca da terra prometida – acusado de subversivo, janguista e comunista, ele que de política entendia tanto quanto a maior parte dos pobres e desinformados brasileiros. De desgraça em desgraça, meu pai acabou sem a família, separado da mulher e dos filhos, vendendo churrasquinho, doente e solitário numa rua do interior de Minas.

Foi então que aprendi a amar meu pai. O que teria acontecido entre nós?

Hoje, distanciado de tudo aquilo, e com marcas tão dolorosas quanto as que meu velho pai sem dúvida possuía em todo o corpo, penso que ser pai é uma atividade amarga e doce, com toda a sua carga de alegria e tristezas, mas de qualquer forma algo maravilhoso, se temos sorte ou não fechamos os olhos e o coração às duras verdades da vida.

Devo ter odiado meu pai porque ele nos amava de uma maneira especial, tão especial que poucos de nós, seus filhos, fomos capazes de compreender. Na infância, suas longas ausências e suas febris atividades o afastaram de nós, e sem dúvida tal carência marcou os pequeninos corações de seus filhos abandonados.

Acho que na adolescência tudo isso desaguou no ódio que sua grande ausência provocou. Mas, de repente, como numa iluminação, percebi que suas ausências não eram na verdade ausências: que, mesmo distante, ele, nosso pai, sempre estivera perto de nós, pois a presença dele era tão forte que não necessitava de seu corpo próximo de nós para que a sentíssemos.

Costumamos admirar os homens quando eles alcançam grandes sucessos na vida, tornam-se brilhantes, famosos, legendários, heróis. Aprendi a amar meu pai quando percebi que ele sempre fracassara em todos os seus projetos e que seria sempre um anônimo e sofrido cidadão brasileiro. Nenhuma de suas quedas o abateu, nem mesmo as mais terríveis, e quando vi a patética força humana que emanava daquele corpo descobri, entre lágrimas, que meu pai era um grande homem. Ele nada conseguira na vida, mas sua luta foi tão soberba que seria impossível não admirá-lo.

Assim como o Quixote, meu pai pertencia a essa classe de visionários sem os quais o mundo não anda. As pessoas comuns costumam considerar tais homens como loucos, ovelhas desgarradas, anormalidades. Pois eu digo que a História não se faz sem estes andarilhos anônimos, essas pequenas vidas que passam pelo mundo sem que ninguém perceba – mas é com seu anônimo esforço, multiplicado por um milhão, ou por um bilhão, que se faz a História de todos os homens.

Em 1984 eu escrevi um livro, “O Outro Lado do Paraíso”, e dediquei-o a meu pai. Foi o início da reconciliação. É o livro da vida dele, um livro escrito por um filho emocionado que se redimiu daquele ódio escrevendo não só sobre o que tinha sido, mas também sobre o que poderia ter sido se os homens fossem mais francos e se entre eles houvesse diálogo para acabar com toda a dor, toda a incompreensão, toda a injustiça.

Fui amigo de meu pai e ele foi meu amigo. Na solidão anônima de sua velhice apagada numa cidade de Minas Gerais, ele continuava, no entanto, grande, poderoso, correndo ainda atrás de sonhos, miragens, delírios. Ilusões. Mas o que mais nos mantém erguidos num mundo em que só a utopia, e mais nada, merece verdadeiramente nossa atenção?

Tenho três filhos adultos – Alexandre, Rodrigo e Fernanda – e um de seis anos, Antonio, e fico imaginando o que ele, Antonio, pensará de mim dentro de alguns anos, quando chegar à adolescência e começar a fazer perguntas mais profundas e intensas que as que já faz hoje, tão infantis, mas tão certeiras. Assim como meu pai, também eu persigo minhas miragens, meus sonhos – também eu me afasto inevitavelmente de meus filhos, subjugado pela força poderosa dos projetos quase irrealizáveis.

A carência humana é um poço sem fundo que jamais se completa.

Mas eu espero que, quando chegar o grande momento da verdade, meus filhos saibam compreender-me, e eu a eles, como compreendi meu pai, e como meu pai me compreendeu – mas também espero que eles me compreendam mais cedo (e eu a eles), para que não soframos, ou soframos menos.

Agora, quando mais uma vez o comércio – que pensa mais em lucros que propriamente em amor – explora esse Dia dos Pais, eu me pergunto se tal data não pode ser também um pretexto (mais um) para que meditemos a respeito de nós mesmos, nossos relacionamentos, nossos erros, nossa intolerância, e descubramos o difícil caminho do amor.

É com palavras que se constrói o diálogo capaz de aproximar e de unir as pessoas. Por timidez, covardia ou preguiça, muitas vezes hesitamos em abrir para o outro nossos duros corações. Mas nada é mais rico e gratificante do que a compreensão que vem daí – do diálogo amoroso – e nada torna o homem mais feliz e rico do que a sinceridade, a descoberta de que nem tudo aquilo que sentimos ao longo de tantos anos era verdadeiro. Sim, houve um tempo em que odiei meu pai. Foi fascinante descobrir que sempre o amei.

*Publicação livre

Luiz Fernando Emediato é editor e publisher da Geração Editorial

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Naturalidade

Nós estamos postando artigos que revelam celebridades, nacionais e internacionais, que usam, ou fizeram uso de drogas. Nós, que temos a mente aberta, que compreendemos o que vem ser a adicção, não nos espantamos nem fazemos do fato um bicho de sete cabeças. Evidente que desejamos que ninguém use drogas e se um dia, por uma fatalidade qualquer, usar, que supere tal acontecimento. Ninguém é perfeito e, tais eventos, no mundo dos famosos podem ser considerados como eventos normais. Compreendemos que a imprensa sensacionalista, no afã de vender explora muito qualquer cisco de "anormalidade" que ocorra na vida de um(a) famoso(a). Tencionamos, com tais divulgações, mostrar que cada caso é um caso, que pessoas são diferentes, que ninguém está imune a estes eventos considerados desagradáveis e, sobretudo, para que sirva aos que intentam jogar os usuários que não são celebridades na lama, maculando reputações de pessoas comuns, nivelando-as por baixo, rebaixando-as devido às suas respectivas ignorâncias. Quanto mais ignorante mais preconceituoso, tanto mais preconceituoso, mais mexeriqueiro. Queremos uma sociedade bem informada, que não enxergue o mundo com antolhos e que compreenda a natureza humana de indivíduos, que independentemente da fama, caiu nas garras da adicção. A mensagem que buscamos passar não é a de fomentar desesperança, mas esperança. Que problemas existem na vida de qualquer pessoa, em maior, ou menor grau, e se existem são para ser equacionados com a inteligência, jamais com o olhar da hipocrisia, nem a visão estúpida de gente preconceituosa. 

Bem, o site "ÁREA H - Tudo que interessa ao Homem", divulgou artigo que versa sobre famosos que confessaram ter feito uso de drogas. À título de curiosidade reproduzimos o seguinte trecho:

 "Personalidades que já falaram abertamente sobre suas experiências com drogas"


Angelina Jolie
"Já usei quase todas as drogas possíveis: cocaína, ecstasy, LSD e, minha favorita, a heroína”, declarou Jolie ao The Mirror em 1996. 

Nicolas Cage
Ao participar do talk show do David Letterman em 2010, Cage narrou sua experiência com alucinógenos. “Tinha uma sacola de cogumelos no refrigerador. Meu gato costumava entrar nele e comê-los com gosto. Então pensei: ‘Que diabos, é melhor comer com ele’. Só lembro de ficar deitado na cama por horas enquanto Lewis estava numa escrivaninha perto da cama, e ficamos horas apenas olhando um para o outro -- sem se mexer. Não tive dúvidas que éramos irmãos. Depois disso, nunca mais usei drogas, mas tenho certeza de que ele me deu ‘oi’”.

Fergie
“Comecei a tomar ectasy para ir pra balada. Do ecstasy passei para o cristal [metanfetamina]. Como qualquer outra droga, tudo é ótimo no começo, e gradativamente sua vida começa a desmoronar. Cheguei a pesar 40 kg”, revelou a cantora durante o Oprah’s Next Chapter.

Elton John
"Fui consumido pela cocaína, o álcool e sabe-se lá mais o quê. Aparentemente, nunca recebi o recado avisando que a geração ‘Eu’ havia acabado”, confessou John em seu livro Love Is the Cure: On Life, Loss and the End of AIDS, publicado em 2012.

Kirsten Dunst
Em 2007, a atriz concedeu uma entrevista sugestiva ao jornal The Daily Mail. "Nunca fui maconheira, mas acho ridícula a visão da América sobre a erva. Quer dizer, parece até brincadeira! Se todo mundo fumasse maconha, o mundo seria um lugar melhor”, sugeriu Dunst.  

Morgan Freeman
“Nunca desisti da maconha”, garantiu Freeman ao The Guardian em 2003.  

George Michael
“A maconha me mantém sóbrio e feliz. Se eu fosse sóbrio e feliz, poderia escrever sem ela. É o único tipo de droga que vale a pena tomar”, declarou a estrela no programa South Bank Show da ITV em 2008.

Anthony Kiedis
Em sua autobiografia, Scar Tissue (2005), Kiedis conta que passou boa parte da vida procurando uma solução rápida e uma viagem mais profunda. “Injetei drogas debaixo de viadutos com maginais mexicanos e em quartos de hotel de mil dólares a noite. Agora eu tomo água com vitaminas e como salmão silvestre em vez dos criados em cativeiros.”

Megan Fox
“Usei drogas e agora sei por que não gosto delas”, garantiu a beldade à Maxim em 2007. A cocaína está de volta em todas as baladas: as celebridades não tentam mais esconder, exceto quando as pessoas sacam celulares pra bater foto. Eu queria experimentar diversas coisas e tomar uma decisão informada, porém a maconha foi a única que curti. Nem penso na erva como uma droga -- deveriam legalizá-la”, sugeriu a gata.

Whoopi Goldberg
Goldberg assumiu que fumou um baseado para se acalmar antes de ganhar o Oscar em 1991 por sua atuação em “Ghost”. “Cigarros e maconha são os meus hábitos de vez em quando. Pensei: ‘preciso relaxar’. Então fumei esse baseado maravilhoso, que era o último de minha plantação caseira, e quando Denzel Washington disse meu nome eu só pensei: ‘puta merda!’”

George Clooney
"Nunca vivi de acordo com a política correta, sabe”, abriu Clooney à revista Newsweek em 2011. “Transei com muitas garotas e usei muitas drogas, essa é a verdade. Meu slogan de campanha será: ‘Bebi a água do bong’”. 

Crédito/fonte: ÁREA H - Tudo que interessa ao Homem

TIM MAIA

Foto da revista rollingstone.uol.com.br
O jornalista Luiz Antônio Alencar publicou um artigo muito interessante sobre Tim Maia no PORTAL MESSEJANA e que passamos a reproduzir em parte. Nelson Motta, em Noites Tropicais, publicou coisas curiosas a respeito de Tim Maia. Temos o livro, mas julgamos interessante o artigo que ttranscrevemos abaixo, ressaltando o nosso imenso respeito à memória de Tim Maia:

"A vida muito louca de Tim Maia"
  
"No dia 8 de março de 1998, o cantor e compositor carioca Tim Maia entrou no palco do Teatro Municipal de Niterói em torno das oito e meia da noite para começar a morrer.

A sua banda Vitória Régia tocou os acordes iniciais de Não Quero Dinheiro, um de seus principais sucessos, com cinco minutos apenas de atraso, um milagre para quem até faltava as apresentações, Tim Maia entrou pálido, suando e de olhos esbugalhados. Já estava passando mal.

Tentou começar a música com a primeira frase: “Vou pedir pra... Vou pedir pra”, e saiu às pressas para o camarim sem condições de iniciar o show, aliás, nem anunciar a banda como era de hábito ele fazer.

Sua irmã Luiza chegou ouvir uma mulher comentar na platéia que estava cheio de cocaína, e que merecia era apanhar na cara para fazer o show.

Tim Maia foi socorrido numa ambulância do Corpo de Bombeiros com embolia pulmonar, parada cardíaca e hipertensão, e após uma ter melhorado com socorro de urgência, foi para a CTI do Hospital Antônio onde ficou sedado e entubado até o dia 15, um domingo no qual faleceu no início da tarde em decorrência de hemorragia digestiva, e infecção pulmonar e renal, uma operação desmonte de um organismo totalmente debilitado por excessos. Tim Maia calou-se para sempre.

MUITA LOUCURA

Maconha, cocaína e uísque eram o cardápio de Tim Maia, principalmente antes de um show ao qual nem sempre comparecia. Era assim--- chegou uma determinada época, em que uma apresentação de Tim Maia era um festival de estresse tanto para a produção como para os músicos.

Cedo ele começava a beber em excesso, a cheirar idem e a enrolar um cigarro de maconha atrás do outro. Dependendo do seu estado de humor em decorrência da misturada doida, ele fazia o show, e bem... Quando fazia o boneco era grande.

Reclamava do som o tempo inteiro, infernizava a técnica sonoro com gritos  “mais alto, mais baixo, mais agudo, mais grave” e vez por outra mexia com os músicos.

Em suma - quando o show acontecia inteiro, era um alívio, aliás, em parte porque geralmente Tim Maia esticava a noite no camarim, onde improvisava uma festa na qual a trilogia uísque, maconha e cocaína, corria generosa para todos, às vezes até as nove horas da manhã. Essa mistura tríplice Tim Maia denominava de triatlo.


VIDA CONTURBADA

Apesar de todos os excessos que o consumiram aos poucos, Tim Maia conseguiu fazer um excelente trabalho e justiça se faça bons shows aos quais se fez presente e até entrou na linha, isso sem contar os discos que ficaram marcantes na MPB. Bem, isso todo mundo sabe, o que ficou marcado na conduta do artista, foram suas loucuras, desatinos e falta de compromisso, o que lhe valeu uma seqüência bem alongada de ações judiciais, prisões, multas por faltas de shows e outros mimos jurídicos que abalaram tanto a sua carreira, como a sua reputação e saúde financeira, sem contar a qualidade de vida.

O último show no qual começou a morrer seria gravado para o canal Multishow da Globo Sat, e iria ser converter em um DVD e um CD, a serem lançados pelo seu selo Vitória Régia. O evento e os lançamentos iriam restaurar a situação financeira caótica de Tim Maia e da organização que o apoiava, já tão combalida pelos prejuízos, desorganização, dívidas, oficiais de justiça o escambau a quatro. O cantor estava tão quebrado que nem o provedor da Internet estava conseguindo pagar. O caos tanto físico como econômico se avolumava.

QUER MULTAR LEVA O CARRO

Para se ter uma idéia da cabeça de Tim Maia diante das coisas, certa vez ao ser abordado pela polícia, simplesmente deu o carro para os policiais com chave e tudo, para se livrar de um flagrante de drogas, já que levava uma pacoteira de maconha na cueca. Queria evitar ser revistado, mas tudo deu mesmo em nada, já que a polícia devolveu o veículo no dia seguinte.

Problemas assim não eram estranhos para o artista. Em 1959, com 17 anos Tim Maia resolveu morar em Nova Iorque para tentar ser músico e lá chegou a ter 19 domicílios diferentes, morou com uma família de alcoólatras, se viciou em maconha, tocou “olé, muié rendeira” para os gringos, e acabou preso na Flórida com um grupo de amigos e drogas em um carro roubado. Foi parar na penitenciária e deportado em 1964, depois de cinco anos de tumultuada presença nos EUA, com uma advertência: Nunca mais volte aqui. Voltou muitos anos depois já rico e famoso.

Ao chegar ao Brasil foi preso novamente tentando roubar a mesa e as cadeiras de uma residência para comprar maconha. Foi preso e apanhou da polícia.

Outro fato pitoresco foi quando tomou uma dose dupla de LSD em seu apartamento e entrou em pânico ao preparar um filé na cozinha, pois a carne estava sorrindo para ele.
Outra vez, ao tentar conquistar uma de suas namoradas, ligou para o seu local de trabalho e esculhambou com o chefe da moça, para que a despedisse e a deixasse viajar com ele.

Em síntese a vida de Tim Maia foram 55 anos de muita criatividade, música fluindo, uma alma generosa e afável, mas muita loucura mesmo, tudo começando em 28 de setembro de 1942 no bairro carioca da Tijuca, onde já criança trabalhava distribuindo marmita. O pessoal gritava: “Tião Marmiteiro” e ele que se chamava Sebastião Rodrigues Maia, respondia: “É a PQP”.

Todos esses fatos estão narrados pelo jornalista Nelson Mota no livro: Vale Tudo – “O Som e a Fúria de Tim Maia” com pesquisa de Denílson Monteiro. Mota conheceu Tim Maia desde 1969, quando fascinado pelo seu jeito característico de cantar e compor adquiridos pelo contato com a soul music e o rythm and blues nos EUA, o convidou a participar com brilhantismo de um disco com Ellis Regina.

A partir daí o Tião lá da Tijuca deslanchou com seu álbum solo pouco tempo depois, despontando com sucessos com Primavera, e Coroné Antônio Bento, imprimindo assim a sua marca registrada. Até a sua partida definitiva em um início de tarde de domingo de maio de 1998, foi um longo e tortuoso caminho tropeçando em jogadas geniais, escândalos olímpicos e um oscilar constante e pendular entre erros e acertos magistrais."
                                                                       *****
Complementamos este artigo com uma evtrevista que Fernanda Brambilla, Agência Estado, fez com o filho de Tim Maia, Carmelo Maia, da qual pinçamos pequenos trechos no que concerne à biografia de seu pai feita por Nelson Motta,"Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia", 2007. Feranda prgunta a Carmelo:

- Com o livro ("Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia", de Nelson Motta, de 2007), detalhes polêmicos da vida de seu pai foram expostos. Faltou algo?

E obtém a seguinte resposta:

- Faltou o que o Nelson não contou, mas que não vende, porque não é polêmica. Tudo o que o Nelson contou é verdade, mas quem lê pensa que o meu pai foi um cara sem conteúdo. Mas as pessoas não sabem que ele não brigava por brigar, ele tinha princípios. Achavam que ele roubava, que ele era louco. Mas isso foi uma parte da vida dele. Adoram meu pai porque acham o máximo um cara que transgride as regras. Um cara que faltou a muitos shows e, quando voltava, era casa cheia. E olha que ele falava merda pra c....



Crédito/Fonte: http://www.portalmessejana.com.br/noticias.php?exibir=rock&id_noticia=2923 

DEPOIMENTO DE UMA JOVEM


Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no momento quase sem forças, mas pedi para a enfermeira Dane minha amiga, para escrever esta carta que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde demais. Eu era uma jovem "sarada", criada em uma excelente família de classe média alta de Florianópolis. Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal, e procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que tem de melhor, inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar. Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas do programa da Xuxa. Fui também selecionada para fazer um Book na Agência Elite em São Paulo. Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava. Estudava no melhor colégio de "Floripa", Coração de Jesus. Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés. Nos finais de semana frequentava shopping, praias, cinema, curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer às pessoas saradas, física e mentalmente.Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou a mudar em outubro de 1994. Fui com uma turma de amigos para a OCTOBERFEST em Blumenau. Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego. Em Blumenau, achei tudo legal, fizemos um esquenta no "Bude", famoso barzinho da Rua XV. À noite fomos ao "PROEB" e no "Pavilhão Galego" tinha um show maneiro da Banda Cavalinho Branco. Aquela movimentação de gente era trimaneira". Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia de OCTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP. Que sensação legal curti a noite inteira "doidona", beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para enganar os "meganha", porque menor não podia beber; mas a gente bebeu a noite inteira e os "otários" não percebiam. Lá pelas 4h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Quando fui ao apartamento quase "vomitei as tripas", mas o meu grito de liberdade estava dado.No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles como tensão pré- menstrual. No sábado conhecemos uma galera de S.Paulo, que alugaram um "ap" no mesmo prédio. Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino.Bebi um pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá pelas 5:30h da manhã fomos ao "ap" dos garotos para curtir o restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado "Cigarro de Maconha", que me ofereceram. No começo resisti, mas chamaram a gente de "Catarina careta", mexeram com nossos brios e acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente. O garoto mais velho da turma o "Marcos", fazia carreirinho e cheirava um pó branco que descobri ser cocaína. Ofereceram-me, mas não tive coragem aquele dia.Retornamos a "Floripa" mas percebi que alguma coisa tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu assassino "DRUGS". Aos poucos meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver com uma galera da pesada, e sem perceber eu já era uma dependente química, a partir do momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano. Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo, experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria. Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito dela ficava mais forte, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim o sangue que cada um cedia para diluir o pó. No início a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a "branca" a R$ 7,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir somente a R$ 15,00 a boa, e eu precisava no mínimo 5 doses diárias. Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus "novos amigos". Às vezes a gente conseguia o "extasy", dançávamos nos "Points" a noite inteira e depois farra.O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam, mas no início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida. Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas. Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com uns velhos que pagavam bem. Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário para conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando. Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação. Meus pais sempre com muito amor gastavam fortunas para tentar reverter o quadro. Quando eu saía da Clínica aguentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família.Em dezembro de 1997 a minha sentença de morte foi decretada; descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas vezes sem camisinha. Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam mais para transar sem camisinha. Aos poucos os meus valores, que só agora reconheço, foram acabando, família, amigos, pais, religião, Deus, até Deus, tudo me parecia ridículo. Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los.Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo. Estou internada, com 24kg, horrível, não quero receber visitas porque não podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração peço aos jovens que não entrem nessa viagem maluca... Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde demais pra mim.

OBS.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e descreve a enfermeira Danelise, que Patrícia veio a falecer 14 horas mais tarde que escreveram essa carta, de parada cardíaca respiratória em conseqüência da AIDS.Por favor, repassem esta carta. Este era o último desejo de Patrícia.

ONDE HÁ LUZ NÃO HÁ TREVAS.
SEJAMOS ESTA LUZ,ESTE BRILHO INTENSO,POIS ONDE HÁ LUZ NÃO HAVERÁ TREVAS.
QUE DEUS CONFORME EU O COMPREENDO ME DÊ A SABEDORIA E SAÚDE PARA COMBATER UM BOM COMBATE...E A TODOS NÓS!

Crédito/Fonte: http://vocepodesecurar.blogspot.com.br/2013/06/ar-02062013.html

SÓ POR HOJE

Diga para você mesmo: 

SÓ POR HOJE   meus pensamentos estarão concentrados na minha recuperação, em viver e apreciar a vida sem drogas. 

SÓ POR HOJE   terei fé em alguém de NA que acredita em mim e quer ajudar na minha recuperação. 

SÓ POR HOJE   terei um programa. Tentarei segui‐lo o melhor que puder. 

SÓ POR HOJE   tentarei conseguir uma melhor perspectiva da minha vida através de NA. 

SÓ POR HOJE   não sentirei medo, pensarei nos meus novos companheiros, pessoas que não estão usando drogas e que encontraram uma nova maneira de viver. Enquanto eu seguir este caminho, não terei nada a temer. 

Quando viemos para o Programa de Narcóticos Anônimos, decidimos entregar nossas vidas aos cuidados de um Poder Superior. Esta rendição alivia a carga do passado e o medo do futuro. 

Agora temos a perspectiva adequada da dádiva do dia de hoje. Aceitamos e apreciamos a vida como  ela  se  apresenta  agora.  Quando  nos  recusamos  a  aceitar  a  realidade  do  hoje,  estamos negando nossa fé em nosso Poder Superior. Isto só pode nos trazer mais sofrimento. 

Aprendemos  que  o  hoje  é  uma  dádiva  sem  qualquer  garantia.  Com  isto  em  mente,  a insignificância do passado e do futuro e a importância de nossas ações hoje tornam‐se reais para nós. Isto simplifica nossas vidas. 

Quando  focalizamos  nossos  pensamentos  no  hoje,  o  pesadelo  das  drogas  desaparece, ofuscado  pelo  amanhecer  de  uma  nova  realidade.  Descobrimos  que,  quando  estamos  com problemas, podemos confiar nossos sentimentos a outro adicto em recuperação. Partilhando o nosso passado com outros adictos, descobrimos que não somos os únicos e que temos muito em comum. Nosso Poder Superior também trabalha através de nós quando partilhamos com outros membros de NA os acontecimentos e atribulações do nosso dia, ou quando permitimos que eles partilhem os deles conosco. 

Não precisamos ter medo se hoje estamos limpos, próximos do nosso Poder Superior e dos nossos amigos de NA. Deus perdoou nossos erros do passado e o amanhã ainda não chegou. A meditação e um inventário pessoal nos ajudarão a ganhar serenidade e orientação para este dia. 

Dedicamos  alguns  momentos  de  nossa  rotina  diária  agradecendo  a  Deus,  como  nós  O compreendemos, por nos dar a capacidade de lidar com o dia de hoje. 

“Só por hoje” se aplica a todas as áreas de nossas vidas, não apenas à abstinência das drogas. Temos que lidar com a realidade um dia de cada vez. Muitos de nós sentimos que Deus só espera de nós as coisas que somos capazes de fazer hoje.

Trabalhar o programa dos Doze Passos de NA deu‐nos uma nova visão de nossas vidas. Hoje não precisamos mais inventar desculpas sobre quem somos Nosso contato diário com um Poder Superior  preenche  o  vazio  dentro  de  nós,  que  nunca  conseguíamos  preencher.  Encontramos plenitude em viver o dia de hoje. Com nosso Poder Superior nos guiando, perdemos o desejo de usar drogas. Hoje a perfeição não é mais nossa meta, podemos conseguir adequação. 

É importante lembrar que qualquer adicto que consegue ficar limpo por um dia é um milagre. Frequentar  reuniões,  trabalhar  os  passos,  meditar  diariamente  e  conversar  com  pessoas  do programa, são práticas que usamos para nos mantermos espiritualmente saudáveis. É possível viver uma vida responsável. 

Podemos substituir solidão e medo pelo amor da Irmandade e pela segurança de uma nova maneira de viver. Nunca mais precisamos ficar sozinhos. Jamais imaginamos a possibilidade de fazer tantos amigos verdadeiros, como fizemos na Irmandade. Autopiedade e ressentimentos são substituídos por tolerância e fé. Recebemos a liberdade, a serenidade e a felicidade que tão desesperadamente procurávamos. 

Muitas  coisas  acontecem  em  um  dia,  tanto  negativas  quanto  positivas.  Se  não  nos  damos tempo para  apreciar  ambas,  podemos  estar  perdendo  o  que  nos  ajudaria  a  crescer.  Nossos princípios  de vida  nos  guiarão  na  nossa  recuperação,  sempre  que  os  praticarmos.  Achamos necessária essa prática constante em nosso dia a dia. 

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos

Quarta-feira, 6 de Agosto de 2014


Alegria interior



Desde o começo da nossa recuperação, descobrimos que a alegria não vem das coisas materiais, vem de dentro de nós.

Alguns de nós viemos a Narcóticos Anônimos empobrecidos por nossa doença. Tudo o que tínhamos foi perdido para a nossa adicção. Ao ficarmos limpos, colocamos toda a nossa energia no esforço de recuperar nossas posses materiais, somente para nos sentirmos ainda mais insatisfeitos com as nossas vidas do que antes.

Outros membros buscaram alívio para sua dor emocional em coisas materiais. Uma pessoa que paquerávamos nos rejeitou? Vamos comprar alguma coisa. O cachorro morreu? Vamos ao shopping center. O problema é que a plenitude emocional não pode ser comprada, nem mesmo a prestações.

Não há nada de errado com as coisas materiais em si. Elas podem tornar a vida mais conveniente e mais luxuosa, mas elas não podem nos consertar. Aonde, então a verdadeira alegria pode ser encontrada? Sabemos: a resposta está dentro de nós.

Quando é que já encontramos alegria? Quando nos colocamos a serviço de outros, sem expectativas de recompensa. Encontramos um calor humano verdadeiro no companheirismo de outros, não apenas em NA, mas em nossas famílias, em nossos relacionamentos e em nossas comunidades.

E encontramos a fonte mais certa de satisfação em nosso contato consciente com Deus. Paz interior, um sentido de orientação confiança e segurança emocional que não vêm de coisas materiais. Vêm de dentro.

Só por hoje a verdadeira alegria não pode ser comprada. Eu vou buscar minha alegria no serviço, no companheirismo e em meu Poder Superior. Vou buscá-la dentro de mim.

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