quarta-feira, 16 de julho de 2014

DEPENDÊNCIA QUÍMICA


As drogas acionam o sistema de recompensa do cérebro, uma área encarregada de receber estímulos de prazer e transmitir essa sensação para o corpo todo. Isso vale para todos os tipos de prazer – temperatura agradável, emoção gratificante, alimentação, sexo – e desempenha função importante para a preservação da espécie.

Evolutivamente o homem criou essa área de recompensa e é nela que as drogas interferem. Por uma espécie de curto circuito, elas provocam uma ilusão química de prazer que induz a pessoa a repetir seu uso compulsivamente. Com a repetição do consumo, perdem o significado todas as fontes naturais de prazer e só interessa aquele imediato propiciado pela droga, mesmo que isso comprometa e ameace a vida do usuário.

MECANISMO GERAL DA DEPENDÊNCIA

Drauzio – Que mecanismo do corpo humano explica o processo de dependência da droga?

Ronaldo Laranjeira – Acho importante destacar que existe, no cérebro, uma área responsável pelo prazer. O prazer, que sentimos ao comer, fazer sexo ou ao expor o corpo ao calor do sol, é integrado numa área cerebral chamada sistema de recompensa. Esse sistema foi relevante para a sobrevivência da espécie. Quando os animais sentiam prazer na atividade sexual, a tendência era repeti-la. Estar abrigado do frio não só dava prazer, mas também protegia a espécie. Desse modo, evolutivamente, criamos essa área de recompensa e é nela que a ação química de diversas drogas interfere. Apesar de cada uma possuir mecanismo de ação e efeitos diferentes, a proposta final é a mesma, não importa se tenha vindo do cigarro, álcool, maconha, cocaína ou heroína. Por isso, só produzem dependência as drogas que de algum modo atuam nessa área. O LSD, por exemplo, embora tenha uma ação perturbadora no sistema nervoso central e altere a forma como a pessoa vê, ouve e sente, não dá prazer e, portanto, não cria dependência.

Vários são os motivos que levam à dependência química, mas o final é sempre o mesmo. De alguma maneira, as drogas pervertem o sistema de recompensa. A pessoa passa a dar-lhes preferência quase absoluta, mesmo que isso atrapalhe todo o resto em sua vida. Para quem está de fora fica difícil entender por que o usuário de cocaína ou de crack, com a saúde deteriorada, não abandona a droga. Tal comportamento reflete uma disfunção do cérebro. A atenção do dependente se volta para o prazer imediato propiciado pelo uso da droga, fazendo com que percam significado todas as outras fontes de prazer.

Drauzio – Você diz que a evolução criou, no cérebro, um centro de recompensa ligado diretamente à sobrevivência da espécie. As abelhas, quando pousam numa flor e encontram néctar, liberam um mediador chamado octopamina, neurotransmissor presente nas sensações de prazer. Esses mecanismos são bastante arcaicos?

Ronaldo Laranjeira  – O sistema de prazer é muito primitivo. É importante para as abelhas e para os seres humanos também. A droga produz efeito tão intenso porque age nesses mecanismos biológicos bastante primitivos.

Drauzio – Mecanismos tão arcaicos assim representam uma armadilha poderosa. Na verdade, provoca-se um estímulo forte que está mexendo com milhares de anos de evolução.

Ronaldo Laranjeira – Acho que estamos cada vez mais valorizando esse tipo de mecanismo. A droga é um fenômeno psicossocial amplo, mas que acaba interferindo nesse mecanismo biológico primitivo.

DEPENDÊNCIA É UM PROCESSO DE APRENDIZADO

Drauzio – A maioria das pessoas bebe com moderação, mas algumas fazem uso abusivo do álcool. Há quem fume maconha ou use cocaína esporadicamente, mas existem os que fumam crack o dia inteiro. O que explica essa diferença? A resposta está na droga ou no usuário?

Ronaldo Laranjeira  – Parte da resposta está na tendência ao uso crônico e na história de cada pessoa. Quando começou a usar? Como interpreta os sintomas da síndrome de abstinência? Além disso, o que vai fazer com que repita a experiência não é só a busca do prazer, mas a tentativa de evitar o desprazer que a ausência da droga produz.

A dependência é um processo de aprendizado. O fumante, por exemplo, pela manhã já manifesta sintomas da abstinência. Fica irritado e sua capacidade de concentração baixa. Ele fuma, o desconforto diminui. Vinte minutos depois, o nível de nicotina no cérebro cai, voltam os sintomas da abstinência e ele vai aprendendo a usar a droga pelo efeito agradável que proporciona e para evitar o desprazer que sua falta produz.

A dependência é fruto, então, do mecanismo psicológico que a um só tempo induz o indivíduo a buscar o prazer e evitar o desprazer, e fruto das alterações cerebrais que a droga provoca. Essa interação entre aspectos psicológicos e efeito farmacológico vai determinar o perfil dos sintomas de abstinência de cada pessoa. A compulsão é menor naquelas que toleram a abstinência um pouco mais, e maior nas que a inquietação é intensa diante do menor sinal da síndrome de abstinência.

Resumindo: a dependência química pressupõe o mecanismo psicológico de buscar a droga e a necessidade biológica que se criou no organismo. Disso resulta a diversidade de comportamentos dos usuários.
A maconha é um bom exemplo. Seu uso compulsivo hoje é maior do que era há 20, 30 anos e, de acordo com as evidências, quanto mais cedo o indivíduo começa a usá-la, maior é a possibilidade de tornar-se dependente. Como garotos de 12, 13 anos e, às vezes, até mais novos, estão usando maconha, atualmente o problema se agrava. Além disso, as concentrações de THC (princípio ativo da maconha) aumentaram muito nos últimos tempos. Na década de 1960, andavam por volta de 0,5% e agora alcançam 5%. Portanto, a maconha de hoje é 10 vezes mais potente do que era naquela época.

Diante disso, a Escola Paulista de Medicina sentiu a necessidade de montar um ambulatório só para atender os usuários de maconha e há uma lista de espera composta por adolescentes e jovens adultos desmotivados, que fumam seis, sete baseados por dia e não conseguem fazer outra coisa na vida. Isso não acontecia quando a concentração de THC era mais fraca e o acesso à droga mais restrito.

Drauzio - Quando se conversa com usuários de maconha de muitos anos, eles lastimam que a droga tenha perdido a qualidade. Sua explicação prova exatamente o contrário. Terão essas pessoas desenvolvido um grau de tolerância maior à droga?

Ronaldo Laranjeira  - Acho que a queixa é fruto de um certo saudosismo, uma vez que há tipos de maconha, entre eles o skank, que chegam a ter 20% de THC. Na Holanda, foram desenvolvidas cepas que contêm maior concentração desse princípio ativo, o que faz com que a maconha perca a classificação de droga leve e se transforme numa substância poderosa para causar dependência. Deve-se considerar, ainda, como justificativa da queixa que o uso crônico causa sempre certa tolerância.

Drauzio - No Carandiru, minha experiência mostra que há quem fume um baseado a cada 30 minutos. Uma droga que exija tal frequência de consumo não pode ser considerada leve, não é verdade?

Ronaldo Laranjeira  – Infelizmente não existem drogas leves, se produzirem estímulo no sistema de recompensa cerebral. Em geral, as pessoas perguntam: mas se a droga dá prazer, qual é o problema? O problema é que ela não mexe apenas na área do prazer. Mexe também em outras áreas e o cérebro fica alterado. Diante de uma fonte artificial de prazer, ele reage de modo impróprio. Se existe a possibilidade de prazer imediato, por que investir em outro que demande maior esforço e empenho? A droga perverte o repertório de busca de prazer e empobrece a pessoa. Comer, conversar, estabelecer relacionamentos afetivos, trabalhar são fontes de prazer que valorizamos, mas não são imediatas.

CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DOS USUÁRIOS

Drauzio – O uso crônico do álcool provoca uma série de alterações que todo mundo conhece e reconhece. Em relação às outras drogas, de acordo com sua experiência pessoal e não com as definições dos livros, quais as principais características do usuário?

Ronaldo Laranjeira  – No ambulatório da Escola Paulista de Medicina que atende usuários de maconha, pude notar que há dois grupos distintos. Um é constituído por jovens que perderam o interesse por tudo o que faziam. Não estudam nem trabalham. Estão completamente desmotivados. É o que chamamos de síndrome amotivacional. O nome é feio, mas pertinente. O outro grupo é formado por pessoas nas quais se estabelece uma relação complexa entre maconha e doenças mentais como psicose e depressão. Não se sabe se a maconha produz a doença mental. O que se sabe é que ela piora os sintomas de qualquer uma delas, seja ansiedade ou esquizofrenia.

AÇÃO E EFEITO DAS DIFERENTES DROGAS

Drauzio -Teoricamente, quando a pessoa ansiosa fuma maconha, fica mais relaxada. Você acha que isso é um mito?

Ronaldo Laranjeira  – É importante distinguir, na droga, o efeito imediato do efeito cumulativo. No geral, sob a ação da maconha, a pessoa ansiosa relaxa um pouco, mas esse é um efeito de curto prazo. O álcool também relaxa num primeiro momento. No entanto, as evidências demonstram que nas pessoas ansiosas seu uso crônico aumenta os níveis de ansiedade, porque o cérebro reage tentando manter o sistema em equilíbrio. É o efeito de homeóstase. Se alguém usa um estimulante, passado o efeito, o cérebro não volta ao funcionamento normal imediatamente. Surge o efeito rebote. Isso ocorre com qualquer droga. Tanto com a maconha quanto com o álcool, findo o efeito depressor, o efeito rebote elevará os níveis de ansiedade.

Drauzio – Como age a maconha na memória?

Ronaldo Laranjeira  - A maconha diminui a concentração, a memória e a atenção. É um efeito bastante rápido. Estudos mostram que, se alguém usar maconha num dia e medir os níveis de memória e concentração no outro, eles estarão ligeiramente alterados. Isso tem um impacto bastante negativo na vida dos adolescentes.

Na verdade, não há droga que melhore o desempenho intelectual. Nós sabemos que pessoas criativas usam drogas e produzem coisas criativas. Se elas não fossem criativas por natureza, não haveria droga no mundo capaz de produzir esse resultado.

Drauzio - Quais são os efeitos crônicos da cocaína?

Ronaldo Laranjeira – Em relação à saúde, o efeito mais grave da cocaína são os problemas cardíacos e cardiovasculares. Quando associada ao álcool, então, ela é uma das principais causas de infarto do miocárdio em adultos jovens.

ASSOCIAÇÃO PERIGOSA DA COCAÍNA COM O ÁLCOOL

Drauzio – Por que o usuário de cocaína bebe tanto?

Ronaldo Laranjeira  – De alguma forma, o álcool faz com que a pessoa se sinta mais liberada e use cocaína, um estimulante potente. Para diminuir a excitação, ela torna a beber e, como num círculo vicioso, a usar cocaína. A confusão cerebral aumenta consideravelmente e a tendência é beber ou cheirar mais. Trata-se de uma reação perturbadora em que o álcool incentiva o consumo de cocaína e vice-versa.

Drauzio – Fico assustado com a quantidade de bebida destilada que o usuário de cocaína consome.

Ronaldo Laranjeira  – A cocaína aumenta a resistência ao álcool, porque um pouco de seu efeito depressor é atenuado pela cocaína. Por outro lado, a pessoa tolera quantidades maiores de álcool, porque precisa abrandar os efeitos altamente excitantes da cocaína.
Sempre é válido repetir que álcool e cocaína representam uma das associações de drogas mais perigosas que existem. Ao que parece, tal associação dá origem a uma terceira molécula extremamente tóxica para cérebro e para o músculo cardíaco.

Drauzio – No Carandiru, vi meninos de 20 e poucos anos com infarto do miocárdio ou derrame cerebral puxando o braço ou a perna depois de uma seção de crack ou de uma overdose de cocaína. Isso acontece frequentemente?

Ronaldo Laranjeira  – Infelizmente, no Brasil, não há dados precisos sobre o que aconteceu com os usuários de cocaína, porque o sistema médico não é muito coordenado. Se eles existissem, ficaríamos horrorizados.

Tivemos uma pequena experiência acompanhando, por cinco anos, o primeiro grupo de usuários de crack que foi internado em Cidade de Taipas, interior de São Paulo. Era uma população de classe média baixa. No final desse período, 30% tinham morrido em acidentes ou por morte violenta. Nesse caso, as famílias não sabiam dizer quem eram os responsáveis pelas mortes: os traficantes ou a polícia.

Não sabemos se isso ocorre com todos os usuários de crack. Temos certeza, porém, de que poucas doenças apresentam esse índice de mortalidade.

SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA / EFEITO REBOQUE

Drauzio – Como se manifesta o efeito rebotque?

Ronaldo Laranjeira – O mecanismo de recompensa cerebral é importante para a preservação da espécie e ninguém é contra o prazer. Ao contrário, deveríamos estimular o surgimento de inúmeras fontes de prazer. A dependência química, entretanto, cria uma ilusão de prazer que acaba perturbando outros mecanismos cerebrais. Se, fumando um baseado, a pessoa relaxa, findo o efeito, a ansiedade ganha força, pois a síndrome de abstinência é imediata. É o chamado efeito rebote.

A cocaína age de forma diferente. O efeito rebote está na impossibilidade de sentir prazer sem a droga. Passada a excitação que ela provoca, a pessoa não volta ao normal. Fica deprimida, desanimada. Tudo perde a graça. Como só sente prazer sob a ação da droga, torna-se um usuário crônico. Às vezes, tenta suspender o uso e reassumir as atividades normais, mas nada lhe dá prazer. Parece que, por vingança divina, o cérebro perdeu a capacidade de experimentar outras fontes que não a desse prazer artificial que a droga proporciona.

Essa é uma das tragédias a que se expõem os dependentes químicos. No processo de reabilitação, quando a pessoa para de usar droga, é fundamental ajudá-la a reencontrar fontes de prazer independentes da substância química.

Drauzio – Quem está de fora dificilmente entende o comportamento do dependente. “Esse cara, em vez de estar namorando, indo ao cinema, estudando, fica cheirando cocaína ou fumando crack”, é o que normalmente todos pensam. Isso dá a sensação de que o outro é fraco, com comportamento abjeto, digno de desprezo. Quem está passando por isso, vê a realidade de forma diferente?

Ronaldo Laranjeira  – Na verdade, essa pessoa está doente. Seu cérebro está doente, com a sensação de que não existe outro prazer além da droga. Isso acontece também com o cigarro, uma fonte preciosa de prazer para os fumantes que adiam a decisão de parar de fumar por medo de perdê-la. De fato, 30% dos fumantes, logo depois que se afastam da nicotina, apresentam sintomas expressivos de depressão e precisam ser medicados com antidepressivos.

BUSCA DO PRAZER TOTAL

Drauzio - Você acha que um dia aparecerá uma droga cujo mecanismo de ação se encarregue de nos deixar felizes sem provocar malefícios no cérebro?

Ronaldo Laranjeira  – Não acredito. Fica difícil imaginar uma droga que aja só no centro de prazer sem perturbar os demais mecanismos bioquímicos do cérebro, que é um órgão complexo e evolutivamente preparado para vivenciar muitas formas de prazeres sutis. Para tais estímulos, está aparelhado. Para os advindos das drogas, não.

Drauzio – Você não acha que o homem está sempre à procura do prazer total?

Ronaldo Laranjeira – A busca do prazer é uma característica positiva do ser humano. No caso das drogas, porém, ao querer superar a própria biologia por um artifício grosseiro, ele acaba se empobrecendo. O desejo de intensificar o prazer ao máximo empurra o homem para uma guerra que jamais será vencida.

CAMPANHAS CONTRA AS DROGAS

Drauzio – Quando analisamos as campanhas contra as drogas, verificamos que se baseiam muito nos aspectos negativos dessas substâncias. A ideia é sempre assustar o usuário: “droga mata”. Aí, o garoto fuma um baseado e não morre. Ao contrário, sente-se bem e fica achando que tudo não passa de uma grande mentira. Você acha que o enfoque das campanhas é ingênuo?

Ronaldo Laranjeira – Estamos ainda muito no começo. Na criação de um modelo do que acontece com os usuários de droga, as campanhas estão numa fase bastante embrionária, mas acho que estão certas ao afirmar que drogas fazem mal. Ficar só nisso, porém, é passar uma informação de saúde ingênua e pobre. É preciso dizer como e por que as drogas são altamente prejudiciais ao organismo para que a pessoa tome uma decisão firme, bem alicerçada, e disponha-se a abandoná-las.

As evidências nos mostram que, quando se trabalha com a prevenção, a prioridade deve ser dada aos fatores de risco. Todavia, a partir do momento em que já está instalado o consumo (maconha, nos casos mais comuns), as estratégias teriam de ser bem diferentes.

ORIENTAÇÃO AOS PAIS

Drauzio – Muitas vezes os pais ficam apavorados quando encontram maconha nas coisas dos filhos. Como você orienta quem vive esse problema?

Ronaldo Laranjeira – Na verdade, maconha é a primeira droga ilícita que a pessoa consome, mas antes disso, em geral, já experimentou o álcool e o cigarro. Já não se discute mais que, quanto mais cedo o adolescente entrar em contato com a droga, maior será a probabilidade de “escalar”, isto é, de partir para outras drogas ou intensificar o uso da maconha. É muito difícil prever quem vai ou não embarcar nesse processo. Sabe-se, porém, que quantos mais amigos envolvidos com drogas ele tiver, maior risco correrá do uso tornar-se crônico.

O primeiro passo para enfrentar a situação é os pais se informarem sobre o que está acontecendo na vida dos filhos e voltarem a exercer controle mais efetivo sobre suas atividades. Em geral, esse problema reflete uma certa crise familiar. Por razões diversas, pais e filhos se distanciaram. Por isso, a estratégia básica é levar ao conhecimento dos pais o que está acontecendo com seus filhos e os riscos que eles correm.

Quanto ao adolescente, é complicado conversar sobre esses riscos. A tendência do jovem que já se envolveu com maconha é minimizá-los ao máximo. “Que mal existe em fumar um baseado por semana?” é a pergunta que muitos fazem. Acontece que, na maioria das vezes, quem começou precocemente, no período de seis meses, estará fumando um baseado por dia.

Na entrevista clínica, não dá para antever o caminho que cada um percorrerá no mundo das drogas. Quem já teve o desprazer de acompanhar um adolescente numa entrevista, tranquilizar os pais, dizendo – “Olhem, ele só está usando uma vez por semana. Essa é uma experiência pela qual ele deve passar.” – e, depois de dois anos, ver esse jovem totalmente deteriorado, traficando drogas, fica muito preocupado com o momento certo em que deve interferir. Esse é o desespero dos pais e o dilema dos profissionais: agir na medida exata da necessidade de cada caso. Nem todos precisam de tratamento, mas não se pode deixar escapar aqueles para os quais o acompanhamento clínico é indispensável.

Drauzio – Em que você se baseia para julgar se um garoto, que afirma fumar maconha a cada dois meses , representa risco de tornar-se um usuário crônico?

Ronaldo Laranjeira – É preciso estar atento a três fatores que combinados são sinais de alerta e requerem algum tipo de acompanhamento. O primeiro é atitude por demais tranquila do adolescente que considera a maconha inofensiva e destituída de inconveniências. Depois, é importante considerar a rede social em que está inserido. Os amigos com quem convive são usuários da droga? Por último, deve-se avaliar seu desempenho nas atividades cotidianas. É o caso do bom aluno até os 13 anos, que foi perdendo o interesse pela escola e não reage mesmo diante da ameaça de perder o ano.

PARANOIA ASSOCIADA AO CONSUMO DE DROGAS

Drauzio – A paranoia é um efeito terrível da cocaína. O indivíduo cheira e entra numa crise persecutória alucinante. O que leva alguém a usar uma droga sabendo que irá provocar uma sensação medonha e que nenhum prazer oferece?

Ronaldo Laranjeira – Essa é a essência da dependência química de uma droga. Primeiro aparece o efeito prazeroso e, depois, o desprazer. Com a cocaína, isso é mais intenso. Seu efeito de excitação e de prazer é imediato, ocorre em poucos segundos. Alguns minutos depois, desaparece e surgem os efeitos desagradáveis. Confrontando os dois, prevalece a lembrança dos bons momentos e a pessoa volta a usar a droga. Tive um paciente que injetava cocaína. Suas veias tinham sumido, mas mesmo assim ele não desistia. Expunha-se ao tormento de dezenas de picadas para obter um único resultado positivo que, em sua balança emocional, compensava o sofrimento anterior. Os fumantes têm comportamento parecido. Muitos, mesmo com traqueostomia, não deixam de fumar.

Drauzio - Conheci alguns que, apesar da insuficiência vascular cerebral, ficavam tontos e caíam no chão quando fumavam, mas não desistiam e logo depois acendiam um cigarro outra vez.

Ronaldo Laranjeira - É a força da dependência, um fenômeno diversificado cuja essência é a disfunção cerebral provocada por várias drogas e que se manifesta em pessoas de personalidades diferentes.

Drauzio - A maconha também pode provocar paranoia?

Ronaldo Laranjeira – É menos comum, mas casos de paranoia também ocorrem especialmente em pessoas que já apresentaram algum problema mental. Quem tem um surto psicótico e fuma maconha, por exemplo, faz um péssimo negócio, porque se intensificarão os sintomas dessa doença já estabelecidos anteriormente.

No que se refere à cocaína, nem todos que manifestam esses sintomas desenvolverão a síndrome paranoica. No entanto, quando isso acontece, as consequências são desastrosas. Soube de um usuário de cocaína que, em crise, saiu em disparada por uma estrada, foi atropelado e morreu. Há outros que pegam uma arma e disparam a esmo.

FORÇA PODEROSA DA DEPENDÊNCIA

Drauzio – Muitos usuários garantem que a maconha é uma droga fácil de largar, que não causa dependência. Isso é verdade?

Ronaldo Laranjeira – Cada droga tem um perfil de dependência, e a maconha não é muito diferente das demais. Como já foi dito, atualmente ela está dez vezes mais forte do que era há 30 anos. Por isso, não é tão fácil afastar-se dela, principalmente se a pessoa começou a fumar na adolescência, quando ainda era um ser em formação.

O acompanhamento de usuários de maconha, no ambulatório da Escola Paulista de Medicina, sugere exatamente o contrário. As pessoas conseguem suspender o uso da droga durante alguns dias, mas a vontade fica incontrolável e elas voltam a fumar os baseados.

Drauzio – No Carandiru, examino rapazes com tuberculose que fumam cigarros de nicotina, de maconha e crack. Explico-lhes que eles não podem fumar de jeito nenhum porque seus pulmões estão doentes, muito inflamados. Na semana seguinte, eles me informam que conseguiram suspender o crack e a maconha, mas o cigarro está difícil. Isso se repete nas semanas subsequentes. Tive centenas de casos como esse, que me convenceram de que o cigarro é mais difícil de largar do que as outras drogas. Estou exagerando?

Ronaldo Laranjeira – Embora o efeito da nicotina não seja tão poderoso quanto o da maconha, é muito mais constante. Imaginemos que o fumante dê dez tragadas em cada cigarro e fume vinte cigarros por dia. Feitas as contas, num único dia seu cérebro recebeu um reforço positivo pelo menos duzentas vezes. Cada tragada é igual a uma injeção de nicotina na veia. Esse estímulo, repetido através dos anos, faz com que a dependência de nicotina seja mais poderosa do que as outras. A maconha, no momento, passa por processo semelhante. Mais disponível e mais barata, seu consumo aumentou e, consequentemente, o número de cigarros fumados por dia e os estímulos cerebrais que provocam aumentaram também. Portanto, em termos de dependência, as duas drogas não diferem muito. Pelo atual padrão de consumo, mais fácil, acessível e intenso, maconha e nicotina têm muito em comum. Por isso, não compartilho a ideia de que maconha seja uma droga leve.

Drauzio – O usuário de cocaína diz que deixará de usar a droga quando quiser. No entanto, admite que não poderá vê-la, porque entrará em desespero e a vontade de consumi-la ficará incontrolável. Como se pode explicar esse fenômeno?

Ronaldo Laranjeira  – Ficar longe da droga, quando se está disposto a abandoná-la, faz parte do processo de aprendizado. No exato instante em que a pessoa vê a cocaína, seu cérebro começa a preparar-se para recebê-la e dispara um mecanismo que chamamos de craving ou fissura. Isso vale para qualquer droga. Depois que ficou dependente, é quase impossível alguém ver a droga e resistir ao desejo de usá-la. Por isso, na fase inicial do tratamento, aconselha-se que o usuário se afaste completamente de todos esses estímulos, pois ficará menos difícil lidar com o fenômeno da dependência química.

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos

Quarta-feira, 16 de Julho

                                          Auto-estima


                      Lá no fundo, eu guardava sentimentos de inadequação e inferioridade

Em algum lugar, ao longo de nossa caminhada, muitos de nós desenvolveram fortes sentimentos de inadequação e inferioridade. Lá no fundo havia uma voz que gritava continuamente: “Você não vale nada!” Muitos de nós aprenderam a reconhecer esta característica de baixa auto-estima bem no início de nossa recuperação. Alguns de nós podem achar que nossos sentimentos de inferioridade foram o início de todos os nossos problemas.

Quer tenhamos aprendido esta baixa auto-estima em nossas famílias, quer através de nossas interações com outros, em NA nós aprendemos a utilizar as ferramentas para nos recuperar. Reconstruir nossa auto-estima despedaçada, às vezes começa por simplesmente aceitar um encargo no serviço. Talvez nosso telefone comece a tocar e, pela primeira vez, as pessoas estejam ligando para saber como estamos. Elas não querem nada de nós, a não ser estender a mão e ajudar.

Em seguida conseguimos um padrinho/madrinha que nos ensina que somos dignos e acredita em nós até que possamos acreditar em nós mesmos. Nosso padrinho/madrinha nos guia através dos Doze Passos, onde aprendemos quem realmente somos e não o que construímos ou destruímos a respeito de nós mesmos.

Baixa auto-estima não desaparece do dia para a noite. Às vezes, leva anos para que nós realmente entremos em contato conosco. Mas, com a ajuda de outros membros de NA que partilham nossos sentimentos e com a prática do Doze Passos, nos tornamos indivíduos que os outros e, o mais importante, nós mesmos respeitamos.
 
Só por hoje eu me lembrarei que sou merecedor do amor de meu Poder Superior. Sei que sou um ser humano de valor.

Fonte: http://www.nasp.org.br/meditacao-diaria

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos


Segunda-feira, 30 de Junho de 2014.


Mantendo os alicerces

A nossa fé recém-descoberta funciona como um alicerce firme para termos coragem no futuro. 

Construímos nossas vidas sobre alguns alicerces. Quando usávamos, era este o alicerce que afetava tudo que fazíamos. Quando decidimos que a recuperação era importante, começamos a empenhar nossa energia nela. Conseqüentemente, toda a nossa vida mudou. Para manter esta nova vida, devemos manter o seu alicerce: nosso programa de recuperação.

Quando permanecemos limpos e mudamos nosso estilo de vida, nossa nossas prioridades também mudam. Trabalho e estudo podem se tornar importantes porque melhoram nossa qualidade de vida. E nossos relacionamentos podem trazer estímulo e apoio mútuo. Mas precisamos lembrar que nosso programa de recuperação é o alicerce sobre o qual construímos nossa nova vida. Cada dia devemos renovar nosso compromisso com a recuperação, mantendo-a como nossa principal prioridade.

Só por hoje eu quero continuar aproveitando a vida que encontrei em recuperação. Hoje, seguirei os passos que mantêm este alicerce.


Fonte: NASP-RGSP http://www.nasp.org.br/meditacao-diaria

domingo, 29 de junho de 2014

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos

Domingo, 29 de Junho de 2014.

Mantendo o vigor da recuperação


A complacência é o inimigo de membros com substancial tempo limpo. Se permanecemos complacentes por muito tempo, o processo de recuperação cessa

Após alguns anos em recuperação, a maioria e nós começa a sentir que não há maiores desafios. Se fomos dedicados no trabalho dos passos, o passado está amplamente resolvido e temos alicerces sólidos para construir nosso futuro. Aprendemos a aceitar a vida quase que exatamente como ela é. A familiaridade com os passos nos permite resolver os problemas quase tão rapidamente quanto se apresentam.

Quando descobrimos este grau de conforto, tendemos a tratá-lo como uma “parada para descansar” no caminho da recuperação. Fazendo isso, no entanto, subestimamos a natureza de nossa doença. A adicção é paciente, sutil, progressiva e incurável. É também fatal – podemos morrer desta doença, a não ser que continuemos a tratá-la. O tratamento para a adicção é um programa vital e contínuo de recuperação.

Os Doze Passos são um processo, uma maneira de estar um passo à frente de nossa doença. Reuniões, apadrinhamento, serviço e os passos serão sempre essenciais à continuidade da recuperação. Embora, com 5 anos limpos, possamos praticar nosso programa um pouco diferente do que aos 5 meses, isto não significa que o programa mudou ou se tornou menos importante; apenas a nossa compreensão prática mudou e cresceu. 

Para manter nossa recuperação vigorosa e vital, devemos permanecer alerta para oportunidades de praticar o nosso programa.
Só por hoje
 
Enquanto continuar crescendo em minha recuperação, eu vou procurar novas maneiras de praticar o programa.


FONTE: NASP-RGSP

33 Celebridades e as Drogas


Joana: Ser uma celebridade talvez seja fácil, o complicado é quando o sucesso sobe à cabeça. O que leva uma celebridade a consumir drogas ? Talvez a pressão, a sensação de que a sua privacidade acabou e verem a sua vida totalmente exposta nas revistas e jornais (muitas vezes com noticias falsas), inspiração com novas sensações, etc.

Aqui estão alguns casos célebres de 33 famosos que se envolveram com as drogas e em muitas confusões:

1. Kareem Abdul-Jabbar
Quem: Ex-jogador de basket que jogou durante 20 anos na NBA.
Envolvimento: Em 1998, foi descoberto na posse de uma pequena quantidade de marijuana num aeroporto de Toronto. Em 2000 foi detido por dirigir sob a influência de marijuana. Quando foi interrogado, disse que usava a droga para ajudar a combater as náuseas causadas pela enxaqueca.

2. Louis Armstrong
Quem: Louis Armstrong é um dos maiores expoentes do Jazz tanto como cantor quanto por primeiro grande solista, com o seu trompete.
Envolvimento: Em 1931 foi preso por posse de marijuana, mas pagou a fiança e foi liberado.

3. Sebastian Bach
Quem: Vocalista da banda Skid Row
Envolvimento: Em 2002 Bach foi preso quando carregava dois sacos (cerca de 5 gramas) de marijuana e alguns papelotes.

4. Mischa Barton
Quem: Actriz que ficou conhecida pelo seu trabalho na série teen The OC.
Envolvimento: Barton foi presa em 2007. A polícia mandou parar o seu Range Rover, e foi presa por dirigir bêbada e estar em posse de narcóticos ilegais, além de não ter uma carteira de motorista válida.

5. David Bowie
Quem: Músico e actor, conhecido pelo seu trabalho musical dos anos 70 e 80 e pela sua alta influência no mundo da música, mais especificamente do rock
Envolvimento: Foi preso em 1976 por posse de marijuana. A pena máxima que ele teria que cumprir seria de 15 anos, mas as acusações foram posteriormente retiradas e Bowie foi liberado.

6. James Brown
Quem: Foi um cantor, compositor e produtor musical norte-americano reconhecido como uma das figuras mais influentes do século XX na música.
Envolvimento: Brown sempre foi uma figura polémica, as suas apresentações foram por vezes mais emocionantes do que a própria música.Com dezassete anos foi preso por roubo a mão armada e cumpriu mais de três anos de detenção num reformatório. Noutro episódio, ameaçou com uma arma um grupo de pessoas que invadiram a sua propriedade. O músico foi perseguido pela polícia por vários Estados, preso e condenado por porte ilegal de armas e drogas. Em 1988, Brown foi preso novamente, desta vez, por agredir a mulher, Adrienne, e por consumo de drogas. Condenado a seis anos de detenção, cumpriu metade da pena. Em 1991, depois de libertado, recomeçou a sua carreira artística.

7. Jennifer Capriati
Quem: Tenista. Foi número 1 do mundo no ranking da WTA e venceu 3 torneios de Grand Slam além da medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de 1992.
Envolvimento: O estrelato acarretou alguns problemas à tenista, que acabou po se envolver com marijuana e chegou a ser presa por roubar um anel antes de se recuperar e chegar ao topo do ranking em 2001.

8. Aaron Carter
Quem: Aaron tornou-se rapidamente um ídolo pop dos adolescentes aos 12 anos de idade. Em 2000 saiu o álbum “Aaron’s Party (Come Get It)”, pela Jive Records, que vendeu um milhão de cópias e abriu a turné internacional da Britney Spears. Fez também uma paragem no Brasil, no Rock in Rio 3
Envolvimento: Em Fevereiro de 2008 foi preso por excesso de velocidade. Na ocasião foram encontrados 50 g de marijuana no seu carro.

9. Ray Charles
Quem: Um dos mais importantes músicos do cenário internacional. Charles foi pioneiro e cantor de música soul que ajudou a definir o seu formato ainda no fim dos anos 50, além de um inovador interprete de R&B
Envolvimento: A carreira de Charles foi tão vencedora quanto conturbada. O lendário músico foi preso em 1958 e 1961 por porte de heroína e em 1964 por consumo de heroína e de marijuana, num aeroporto de Boston.

10. Adam Clayton
Quem: Baixista da banda irlandesa U2
Envolvimento: Em 1989, Adam começou a ver o reverso da medalha. Primeiro por ser detido em Dublin por posse de marijuana. Depois mais tarde, em 1993, o seu noivado com a top model Naomi Campbel parecia ir de vento em poupa, mas o seu término abrupto fez com que o baixista passasse a enfrentar sérios problemas com o álcool. A ponto de a 26 de Novembro de 1993 Adam ter faltado a um concerto, em Sydney (concerto esse que sería filmado) devido a uma enorme ressaca (Stuart, o seu técnico de som, acabou por substituí-lo nesse concerto). A partir desse momento, Adam abdicou do álcool.

11. Macaulay Culkin
Quem: Macaulay estourou no papel do pequeno rapaz hiperactivo que infernizava a vida dos adultos no filme Sozinho em Casa, em 1990
Envolvimento: O actor americano passou por uma rota da qual poucos actores infantis de Hollywood conseguiram escapar. Primeiro, a glória – ele inscreveu o seu nome na história do cinema como o mais bem-sucedido representante dessa categoria de actor em todos os tempos. Depois, o esquecimento – Macaulay desapareceu das telas a partir de 1994, enquanto os seus pais se engalfinhavam numa batalha pela sua fortuna de 17 milhões de dólares. Foi condenado a um ano de cadeia por posse de drogas. Em Setembro de 2004, a polícia apanhou-o com 10 gramas de marijuana e pacotes de Xanax, um remédio para tratar a depressão e o síndrome do pânico. Além da pena, o actor foi multado em 540 dólares.

12. DMX
Quem: Famoso rapper americano
Envolvimento: A lista de problemas com a justiça é extensa. Em 2002, DMX foi detido por posse de marijuana e agressão, mas foi condenado a fazer trabalhos comunitários. Novamente no início deste mês, DMX foi detido, desta vez, por posse de drogas, armas e maus tratos a 12 cães pitbull. Na sua ficha consta também detenção por agressão.

13. Snoop Dogg
Quem: Famoso actor e rapper Americano
Envolvimento: A lista de problemas com a justiça é enorme. Em 1990 foi preso por porte de cocaína, em 1993 foi detido com armas de fogo, em 1996 foi acusado de matar o membro de um gang e em 2006 foi preso por porte de marijuana ao estacionar o seu carro num local proibido. 

14. Art Garfunkel
Quem: Músico da dupla Simon and Garfunkel
Envolvimento: Em 2004 o músico, viajava em pleno estado de Nova Iorque em alta velocidade quando foi parado pela polícia e apanhado com maconha, após ter sido revistado. Garfunkel foi indiciado por porte de drogas.

15. Boy George
Quem: Um dos cantores mais famosos e excêntricos da década de 80 , à frente do grupo Culture Club , grupo do movimento New Wave fundado em 1982. Envolvidos em escândalos e drogas , a banda desfez-se em 1987, quando Boy George iniciou a sua carreira a solo.
Envolvimento: Foi preso em 1986 por posse de marijuana e foi manchete em 2005, após mentir sobre um assalto na sua casa, quando os policias encontraram cocaína na sua residência. George foi condenado a cumprir serviços comunitários a limpar ruas.

16. Al Gore III
Quem: Filho do antigo vice-presidente dos EUA
Envolvimento: Foi parado pela polícia, após andar a mais de 160 km/h. Após pará-lo a polícia sentiu o cheiro da marijuana, revistou o carro e não só encontrou a maconha, como também Vicodin, Valium, Xantax e Adderal -drogas que exigem prescrição médica para tratamento psiquiátrico.

17. Woody Harrelson
Quem: Famoso actor norte-americano
Envolvimento: Em Junho de 1996, Harrelson convidou a imprensa para irem à Beattyville, Kentucky, vê-lo plantar 4 sementes da erva. O actor foi imediatamente preso pelo delito leve de posse de substância controlada (mais uma semente aumentaria a queixa de delito leve para crime), mas Harrelson foi liberado após ter pago uma fiança de US$2 mil. Ele tinha esperança de que o seu caso desafiaria a proibição do Estado que não permite o cultivo de pés de marijuana para qualquer objectivo. Harrelson, que é investidor numa companhia californiana que promove o uso de maconha industrial na fabricação de roupas e outras coisas, defende a legalização da maconha industrial como medida para ajudar a salvar florestas em perigo!

18. George Harrison
Quem: Músico de uma das mais famosas bandas de rock, The Beatles.
Envolvimento: No dia em que Paul McCartney se casou com Linda Eastman, em Londres, na Inglaterra, George Harrison e a sua esposa, Patti Boyd, foram presos e acusados por porte de marijuana.

19. Whitney Houston
Quem: Uma das mais populares e famosas artistas das décadas de 1980 e 1990, recebendo vários Grammy’s, American Music Awards, Billboard Music Awards, Emmys, um MTV Video Music Award, um MTV Movie Award, um MTV Europe Music Award, o prémio de Artist of the Decade (artista da década) e o especial Legend Award.
Envolvimento: Em 2000 a cantora reconheceu à imprensa que consumia cocaína, marijuana e outros tipos de drogas. O primeiro single do novo cd, “Whatchulookinat” foi um grande fracasso nos Estados Unidos talvez pelo seu tom meio agressivo onde Whitney critica a todos aqueles que falam que a sua carreira está terminada e sobre os relatos da sua dependência química. Depois disso mergulhou profundamente no mundo das drogas, chegando a abandonar a sua carreira.

20. Allen Iverson
Quem: Jogador de basket da NBA
Envolvimento: O jogador foi acusado por porte de marijuana, em 1997, e acabou por fazer serviços comunitários.

21. Mick Jagger
Quem: Líder da banda Rolling Stones
Envolvimento: Mick foi preso em 1967 e 1970 por porte de marijuana. Em 2005, após uma batida da polícia na sua casa, Jagger acusou a polícia de “plantar” droga na sua casa.

31. Charlie Sheen
Quem: Actor norte-americano
Envolvimento: Charlie faz jus à fama de problemático. Nos anos 90, o actor afundou-se no álcool e nas drogas. Foi preso e quase morreu de overdose. Era também um mulherengo da pior classe. Quando o escândalo que envolvia astros de Hollywood e a cafetina Heidi Fleiss veio à tona, soube-se que ele tinha dormido com 27 prostitutas agenciadas por ela.

32. Steve-O
Quem: Steve-O é dublê e conhecido pelas séries televisivas Jackass, Wildboyz, e Dr. Steve-O.
Envolvimento: Em 22 de Maio de 2003, Steve-O foi detido e preso na Suécia, devido a um comentário que ele fez durante uma entrevista sobre o contrabando de drogas para o país, ele disse que engoliu um preservativo contendo cannabis para passar com eles pela polícia. Steve-O foi preso e foi libertado em 27 de maio de 2003 após ter pago uma multa de 45.000 coroas (cerca de $ 6.700 dólares), e pagou essa multa, por terem achado um comprimido de ecstasy e cinco gramas de marijuana, embora ele alega-se que não tinha conhecimento do ecstasy.

33. Amy Winehouse
Quem: Considerada a maior revelação da música inglesa dos últimos tempos, vencedora de 5 Grammy Awards.
Envolvimento: Ultimamente tem-se debatido, juntamente com o seu marido, com problemas relacionados com drogas, tendo várias vezes tentado superar o vício em clínicas de desintoxicação. Os tablóides britânicos elegeram-na como alvo preferencial, destronando deste modo Pete Doherty ex-The Libertines e o actual líder dos Babyshambles, como junkie mais famoso da Grã-Bretanha.

O seu empresário abandonou-a ao descobrir que no autocarro da turné, Amy usava heroína.

No dia 22/01/08, um video de Amy a usar crack e outras drogas saiu no site de tabloides The Sun. Esse video podia mudar a vida de Winehouse, pois a sua familia e amigos não sabiam o que fazer com ela, mas a 25/01, foi internada numa clinica de reabilitação, sendo vigiada 24h horas por dia.

Em função das polémicas, o governo dos EUA negou ter visto a artista a cantar no Staples Center, sede da 50ª edição do Grammy, realizada em 10 de fevereiro em Los Angeles. A pedido dos organizadores, Winehouse deveria cantar numa performance em directo de Londres, onde mora e cumpre os seus tratamentos anti-drogas.
Foi apanhada com uma substância branca no seu nariz, como se fosse pó, alimentando os rumores de que ela não parou de se drogar.

Amy recentemente tatuou uma lágrima no canto do olho direito.             

Fonte:  PROJECTO AP 

domingo, 22 de junho de 2014

Levanta-te e resplandece!

Dalton era um sujeito de pouca conversa, introvertido e inteligente. Casado, três filhos e um trabalho estável.

Um dia, por qualquer razão, perdeu o prumo e consequentemente o rumo. Desencontrou-se e deu para beber, depois começou a usar outras drogas. Todo mundo sabe das coisas que acontecem na vida de uma pessoa desnorteada, sem bússola...

Há um chavão, relativo às drogas que diz: usar é perder!  Quem usa, ou usou, sabe muito bem que a afirmação corresponde a uma verdade, com raras exceções á regra. 

Havia em Dalton, após seu mundo ruir, pouco a pouco, progressivamente, como sua doença, a sensação de que era um perdedor, sempre nocauteado pelas drogas. Um fracassado!

Dentro dele havia uma inconformidade em aceitar as derrotas sucessivas e cumulativas infligidas pela insanidade. Ele que era um cara lutador. Não admitia ir à lona todas as vezes, numa sucessão de erros que lhe custou o rótulo de insano.

Inconformado com tantas derrotas, pois as drogas implicam em outros tipos de perda, também, tentou usar pela última vez, travando um duelo particular contra as drogas. Na verdade era ele lutando contra ele próprio.Um drama interior a ser resolvido.

Ninguém sabia em que consistia tal confronto, só ele sabia. Na cabeça de Dalton, era inconcebivel planejar algo e fazer tudo errado. Dessa inconformidade nasceu uma outra obssessão. Usar e sair sem perder, o que é uma ilusão, mas de ilusão também se vive e nem todas as ilusões são ruins. No plano das ideias estava estabelecido que só conseguiria deixar o uso, depois de nocautear a inumana droga que o escravizava pelo uso descontrolado e continuado.

Um dia, sem família, sem lar, cercado por sentimentos desconfortáveis, que só o levava a carregar a sensação de que era um naufrago na vida, resolveu partir para o tudo, ou nada.

Traçou seu plano e chegou o dia "D"!

Saiu resoluto do quartinho, em que morava, e foi até uma favela da cidade. Portava dinheiro. Fazia questão de estar com o bolso cheio de grana, pois queria ir até a boca como sempre foi à cata da droga. Deveria ser fiel em tudo que planejou, levando com ele as vestes da derrota, apenas as vestes. Ele sabia que para ganhar não poderia mais cometer os mesmos erros.

Era isso que procurava provar para ele mesmo, portanto, se auto impunha ir, como sempre foi para a biqueira. Ia mentalmente preparado para não cometer as repetidas insanidades. Dessa vez o resultado haveria de ser diferente. Um desafio louco!

Mas ele queria provar que poderia vencer a si mesmo. Saberia manter o auto controle e dominar seu comportamento, de modo a não mais permitir que ninguém lhe roubasse nada. Estabeleceu regras particulares. Compraria a droga e não se deixaria levar pelo impulso de usar nada na biqueira, em qualquer barraco que fosse. Sabia que no mundo das drogas, não existe amizade certa. Nada de dar ouvidos a ninguém, era pegar e seguir o seu caminho, sem dar lugar para ninguém lhe apertar a mente. A meta que traçou era usar e um hotel e, depois do uso, regressar para seu quartinho.

Caso conseguisse voltar com a sensação de que não foi lesado, de que sua postura foi a de quem sabia dominar a droga, sem se deixar dominar por ela, sairia dali com o sentimento de vitória, de libertação, sem vontade de continuar no uso. Assim, de dominado passaria à condição de dominador. Inverteria os papéis e retomaria sua sanidade de volta. Muito louco o desafio a que se propunha. Acabando a droga ele voltaria para casa e não para a bocada. Acabou, acabou, tinha que aceitar isso de modo consciente, mesmo sob efeitodo uso. O fato de usar era imperativo e fazia parte da luta que enfrentaria.

Para Dalton, esta era a chave da vitória, um nocaute na droga que o impregnava e uma pancada no poder superior destrutivo, que o aniquilava. Seria diferente e, mais que isso, não daria chance a revanche.

Ele carregava em silêncio este seu plano. Na cabeça dele, derrotando a droga, do jeito dele, estaria livre para sempre da mesma. Tanatos daria lugar a Eros e sua vida reiniciaria do modo salutar.Voltaria a viver com sobriedade!

Fez o que tinha que fazer. Não aceitou ser importunado. Não deu dinheiro a ninguém, sequer teve pena de quem quer que fosse. Comprou e seguiu para um hotel, onde fez uso da droga adquirida, sozinho. Amanheceu, pagou as contas e foi para a rua. Pegou um táxi e tomou o rumo de casa.

Levou seu plano à execução, com rigor. Fez tudo como havia planejado. Voltou para seu aconchego feliz da vida. entrou, fechou a porta, bebeu bastante água, depois se ajoelhou e orou. Agradeceu a Deus, a quem pediu força para segura-lo, até o efeito da droga passar.

Dalton conseguiu!

Depois de vencido pelo cansaço, durmiu; Acordou com um sonho, do qual só recordava a última frase: "levanta-te e resplandesce". Não sabia de onde vinha esta frase curta e cheia de magia. Um dia, conversando com um amigo religioso, soube tal frase era bíblica e o amigo citou tudo que acompanhava a curta frase...

Desse dia em diante, como uma estrela, Dalton resplandecia.

Até hoje, decorridos 10 anos, ele se mantém limpo, como um vencedor. Constitui mais um exemplo dessas pessoas, que, por diferentes razões, abandonam as drogas da noite para o dia. 

Para ele era uma vez uma droga difícil, que ele, Dalton, venceu, levantou e resplandeceu. Dai em diante o mundo lhe sorria. Era alvo de admiração para muita gente. Ele mostrou que é possível libertar-se do vício de modo radical. 

Houve alguém que chamou isso de despertar espiritual, mas ele não conhecia nada de NA. Outros, até hoje, falam que ele é um milagre de Deus. Para Dalton, ele é um sobrevivente vencedor, agradecido a Deus. Nunca soube o que é adicção, nem lhe perguntem, pois ele ignora a existência da doença e da palavra.

sábado, 21 de junho de 2014

REFLEXÃO DIÁRIA - ALCOÓLICOS ANÔNIMOS

MEDO E FÉ

21-06-2014

A conquista da libertação do medo é uma tarefa para toda a vida, é algo que nunca pode ficar completamente concluído.

Ao sermos duramente atacados, estarmos gravemente enfermos ou em qualquer situação de séria insegurança, todos nós vamos reagir a esta emoção de alguma maneira - bem ou mal - conforme o caso se apresente. Somente os que enganam a si mesmos alegam que estão totalmente livres do medo.
NA OPINIÃO DO BILL

O medo causou-me muito sofrimento, quando poderia ter tido mais fé. Há horas em que o medo subitamente me arrasa, justamente quando estou experimentando sentimentos de alegria, felicidade e leveza no coração. A fé - e um sentimento e valor próprio em relação ao Poder Superior - me ajudam a suportar a tragédia e o êxtase. Quando optar por entregar ao meu Poder Superior todos os meus medos, então eu serei livre.


Fonte:  AA-ÁREA 1 - RJ 

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos

Novos níveis de honestidade

Sábado, 21 de Junho de 2014.

Fomos mestres em auto-engano e racionalizações

Quando vamos a nossa primeira reunião e ouvimos que devemos ser honestos, podemos pensar: “Bem, isso não deve ser tão difícil. Tudo o que tenho que fazer é parar de mentir”. Para alguns de nós, isso acontece com facilidade. Não precisamos mais mentir para os nossos empregadores sobre a falta ao trabalho. Não precisamos mais mentir para os nossos familiares sobre onde estávamos na noite anterior. Quando não usamos mais drogas descobrimos que temos muito menos motivo para mentir. Alguns de nós podemos ter dificuldade até com esse tipo de honestidade, mas pelo menos aprender a não mentir é simples – você simplesmente não faz, não importa o quê. Com coragem, determinação e ajuda de nossos companheiros de NA e de um Poder Superior, a maioria de nós, afinal de contas, tem sucesso com esse tipo de honestidade.

Honestidade, no entanto, significa mais do que simplesmente não mentir. O tipo de honestidade que é verdadeiramente indispensável em recuperação é a consigo mesmo, que não é fácil nem simples de alcançar. Em nossa adicção, criávamos uma tempestade de auto-engano e racionalização, um furacão de mentiras no qual a pequena e quieta voz da honestidade não poderia ser ouvida. Para alcançar este tipo de honestidade, em primeiro lugar, precisamos parar de mentir para nós mesmos. Em nossas meditações de Décimo-Primeiro Passo, precisamos ficar calmos. Então, nesta tranqüilidade, buscamos escutar a verdade. Quando ficarmos calmos, a honestidade pessoal estará ao nosso alcance.

Só por hoje

Eu ficarei calmo e tranqüilo, escutando a verdade dentro de mim. Honrarei a verdade que encontrar.

Fonte: NASP - RGSP http://www.nasp.org.br/meditacao-diaria

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos


SEXTA-FEIRA, 20 DE JUNHO DE 2014.

Meditação para iniciados 
"Para alguns a prece é pedir a ajuda de Deus; a meditação é escutar a resposta de Deus... Quando acalmamos a mente através da meditação, sentimos uma paz interior que nos põe em contacto com o Deus dentro de nós." 
Texto Básico, p. 53 

A muitos de nós disseram, "Tem paciência quando estiveres a aprender a meditar. É preciso prática para se reconhecer aquilo que é preciso 'escutar'." É bom que nos tenham dito isto, ou muitos de nós teriam desistido após a primeira ou segunda semana de meditação. 

Ao longo das primeiras semanas, é provável que nos tenhamos sentado de manhã, acalmado os pensamentos, e "escutado", como diz o Texto Básico - mas sem "ouvir" nada. Poderão ter passado mais algumas semanas antes de algo realmente acontecer. 

Mesmo então, aquilo que aconteceu era por vezes dificilmente detectável. Acabávamos as nossas meditações matinais a sentir-nos um pouco melhor conosco próprios, a sentir um pouco mais de empatia por aqueles que íamos encontrando ao longo do dia, e um pouco mais em contato com o nosso Poder Superior. 

Para a maioria de nós não houve nada de dramático nessa consciencialização - não houve relâmpagos ou trovões. Em vez disso foi algo silencioso, mas com imenso poder. 

Estávamos a arranjar tempo para colocar os nossos egos e as nossas ideias fora do caminho. Nesse espaço de claridade, estávamos a melhorar o nosso contacto consciente com a fonte da nossa recuperação diária, o Deus da nossa concepção. A meditação era uma coisa nova, e exigia tempo e prática. Mas, como todos os passos, resultava - quando a praticávamos. 

Só por hoje vou praticar "escutar" o conhecimento da vontade de Deus para mim, mesmo que ainda não saiba aquilo que devo "escutar".


FONTE: http://www.na-pt.org/sph.php

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Reflexões Diárias - Alcoólicos Anônimos

 
Quinta-feira, 19 de Junho de 2014.

REGENERAÇÃO EM A.A.

Tal é o paradoxo da regeneração em A.A.: a força renascendo da fraqueza e da derrota completa; a perda de uma vida antiga como condição para encontrar uma nova.
A.A. ATINGE A MAIORIDADE, p. 41

Milhares de reveses por causa do álcool não me deram coragem de admitir minha derrota. Acreditava que era minha obrigação moral conquistar meu “inimigo-amigo”. Na minha primeira reunião de A.A., fui abençoado com um sentimento de que estava tudo bem admitir a derrota para uma doença que não tinha a ver com a minha “fibra moral”. Instintivamente soube que estava na presença de um grande amor, quando entrei pelas portas de A.A.. Sem nenhum esforço de minha parte, fiquei consciente de que amar a mim mesmo era bom e correto, como Deus pretendia. Meus sentimentos me libertaram, enquanto meus pensamentos tinham me mantido na escravidão. Eu sou grato.

REFLEXÕES DIÁRIAS, p. 179




Alcoólicos Anônimos - Área Piauí
http://www.aapiaui.org.br/reflexoes.php

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos


Quinta-feira, 19 de Junho de 2014.


Senso de humor

Descobrimos que, quando perdemos a auto-estima, somos capazes de compreender o que significa ser feliz, alegre e livre.

As risadas em nossas reuniões geralmente surpreendem o recém-chegado. Em grupo, apreciamos o alívio que o riso saudável traz, mesmo quando estamos com graves problemas. A alegria que está presente nas salas de reunião nos permite, por alguns momentos, nos divertirmos um pouco, em recuperação. Através do humor nos livramos temporariamente de nossa auto-obsessão.

A vida em seus próprios termos não é diversão. Mas, se pudermos nos ver com um certo censo de humor, as coisas pequenas podem se tornar suportáveis. Quantas vezes nos permitimos perder a serenidade por incidentes que, se levados com um pouco de humor, não seriam tão toleráveis? Quando ficamos aborrecidos com pessoas ou acontecimentos, buscar o humor da situação pode colocar as coisas em uma perspectiva mais clara. A habilidade de encontrar humor em situações difíceis é uma dádiva a desenvolver.

Só por hoje eu vou procurar encontrar o humor na adversidade. Quando cometer erros, vou encontrar uma maneira de rir das minhas imperfeições.




Fonte: NASP-RGSP

Procurando Eu!: Hoje Cedo... Quando eu Acordei...

Procurando Eu!: Hoje Cedo... Quando eu Acordei...



Com a devida licença achei legal visitar o Blog da Cicie e, confesso, pela primeira vez ouvi Emicida e gostei. Mais ainda porque Pitti tem uma participação especial. Lembro dela na casa de Antunes, com aquela galera exótica... O sucesso bateu na porta daquela turma, felizmente. 

A letra e música me fizeram viajar e como eu viajo. Uma coisa me leva a outra, que se enrosca com outras tantas e me conduz a pensamentos e recordações, de coisas que passei e vivi, dos riscos e perigos, coisas que não posso publicar. Minhas melhores histórias são aquela que devemos sepultar. 

Confesso que vivi intensamente e a música me traduz tantas coisas. Quantos dramas, quantas aventuras. Cansado e com sono, achei de lembrar um cara que conheci e fiquei amigo e depois tive que me tornar distante... Ele me falou que eu sabia jogar com a minha própria vida, porque ele conhecia de longas datas o que é o mundão e via as loucuras que praticava e que no final me levava a dar nó em pingo d´água. Ele era o meu melhor analista e o cara mais culto que conheci no mundão. Um homem de coragem que me ensinou muitas coisas, principalmente como viver dentro de uma favela, onde a morte era uma constante, tanto quanto os tiroteios. Deixei as drogas, mas certas pessoas são especiais e delas não posso esquecer. Que onda este post da Cicie! 

Desculpe-me não lhe pedir licença é que sou tal qual um posseiro. Mil desculpas e grato pelo post!

domingo, 15 de junho de 2014

Meditação do Dia - Narcóticos Anônimos


DOMINGO, 15 DE JUNHO DE 2014.

Resistência à mudança 

"Muitos de nós agarram-se aos nossos medos, dúvidas, baixa auto-estima ou ódio, pois há como que uma falsa segurança na dor que nos é familiar. Parece mais seguro abraçarmos aquilo que conhecemos, do que o largarmos e seguirmos em direção ao desconhecido." 
Texto Básico, p. 39 

Já tenho ouvido dizer que "quando a dor de permanecermos na mesma for maior do que a dor da mudança, iremos mudar." Os nossos medos podem impedir-nos de crescer, de pôr um fim a relações, de mudar de emprego, de ir a novas reuniões, de começar novas amizades, ou de tentar qualquer coisa fora do vulgar. Permanecemos, por muito mais tempo do que deveríamos, em situações que já não estão a resultar, apenas porque aquilo que é familiar é para nós mais seguro do que o desconhecido. Qualquer mudança implica ultrapassarmos os nossos medos. "E se eu ficar sozinho para sempre?", poderemos pensar, perante a hipótese de pormos fim a uma relação. "E se eu descobrir que sou incompetente?", pensaremos ao contemplar uma mudança de trabalho. Poderemos evitar ir a novas reuniões pois teremos de nos aproximar de outros. As nossas mentes produzem centenas de desculpas para nos deixarmos ficar onde estamos, com medo de tentarmos algo de novo. Descobrimos que a maior parte da nossa dor não advém da mudança, mas antes da resistência à mudança. Em NA aprendemos que a mudança é a forma de avançar nas nossas vidas. Novos amigos, novas relações, novos interesses e desafios, irão substituir tudo o que esteja velho. Com estas coisas novas nas nossas vidas, encontraremos novas alegrias e amores.

Só por hoje: Vou deixar ir o antigo e abraçar o novo, e assim crescer.

N.A. Portugal http://www.na-pt.org/sph.php

sábado, 14 de junho de 2014

A todos vocês que fazem este blog, minha gratidão!


Hoje, só por hoje, devo agradecer ao Deus da minha concepção, por mais um dia de vida. Ontem, é passado. Torci pelo Brasil e vencemos. A copa não deve servir, de modo oportunista, para que se intente buscar ganhar votos, no futuro, às custas da derrota da nossa seleção, que representa o Brasil e quem é brasileiro de verdade. O direito de se manifestar é algo compreensível, o de depredar é inconcebível. Os oportunista, aliados a baderneiros, procuram deslustrar o brilho dessa grande empreitada que foi trazer para o Brasil um evento esportivo que mexe com o mundo inteiro e que traz notoriedade para o nosso país. Mas em política existem os oportunistas de todo gênero, que se valem de inocentes úteis e, infelizmente, de gente que se infiltra para confrontar e afrontar a democracia, mediante atos violentos, como podemos observar pelas marcas deixadas por vândalos e um pequenino grupo de pessoas, que não sabem se organizar para reivindicar o que desejam. Escolheram o pior momento, pois ganham a antipatia geral do povo brasileiro, que deseja ardorosamente ver nossa seleção ganhar mais uma copa do mundo e, com fé em Deus, nós venceremos. 

Hoje, devo esclarecer que estou quase sem internet. Estou navegando como nos tempos do dial up. Chato, pra caramba! Mas, independentemente, estou trabalhando um texto que é do NA,  muito bom para quem está se iniciando no programa dos doze passos. Nunca achei tal texto na internet e desejo publicar o mesmo, amanhã. O ideal seria publica-lo pela manhã, porque todo mundo pode ler, copiar, imprimir, comentar e sobretudo adquirir algum conhecimento, aprendendo algo mais sobre o Primeiro Passo. Todos os passos são importantes, mas o primeiro é o começo do processo de recuperação. 

Mudando de assunto quero externar meus agradecimentos a todos que, de uma forma, ou de outra, ajudam a divulgar este blog, que só conta com este escrevinhador. Então quem faz este blog existir são vocês que o seguem, que curtem o mesmo, que o recomendam, não fosse isto seria uma mera terapia ocupacional para quem busca publicar algumas coisas que muitas vezes desconhecia e que julgo ótímo compartilhar. Quem quiser escrever algum texto é só mandar um e-mail. Os seguidores são membros deste blog e dele podem participar tranquilamente, sem preocupação alguma. 

Então, deixo aqui registrado o meu agradecimento à coletividade e, em especial, aos seguidores que
fortalecem o blog, enquanto formamos uma corrente do bem... Muito grato a todos vocês que me empurram a seguir em frente e a produzir algo que pode ajudar outras pessoas, que necessitam de ajuda. As vezes recebo pedidos de ajuda vindos de vários continentes e recordo que  o primeiro foi de um rapaz de moçambique que estava usando drogas, em um processo de recaída e, por lá, não havia NA e ele recorria a mim pedindo ajuda. Ele se sentia envergonhado e não queria decepcionar os pais. Creio que ele vai bem e torço por todos que desejam abandonar o vício, quanto torço pelos que estão em recuperação. Vocês todos são uma nova família que adotei no meu coração.

Muito agradecido.

SPH

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Prece da Serenidade


Concedei-me, Senhor, 
a serenidade necessária 
para aceitar as coisas que não posso modificar, 
coragem para modificar aquelas que posso 
e sabedoria para distinguir umas das outras, 
vivendo um dia de cada vez, 
desfrutando um momento de cada vez, 
aceitando as dificuldades 
como um caminho para alcançar a paz, 
considerando o mundo como ele é
e não como eu gostaria que ele fosse,
confiando em ti, meu Deus, 
para endireitar todas as coisas 
para que eu possa ser 
moderadamente feliz nesta vida 
e sumamente feliz contigo na eternidade.

Reinhold niebuhR 
Teólogo americano, 1892-1971

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