quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Meditação Diária, Narcóticos Anônimos


Quinta-feira, 06 de fevereiro de 2014

Eu não posso – nós podemos


"Tínhamos nos convencidos de que podíamos resolver tudo sozinhos e continuamos vivendo desse jeito. Os resultados foram desastrosos e, por fim, cada um de nós teve que admitir que a auto-suficiência era uma mentira"
Texto Básico, p. 68

“Eu não posso, mas nós podemos”. Esta simples mas profunda verdade aplica-se inicialmente para nossa primeira necessidade como membros de NA: juntos, podemos ficar limpos, mas quando nos isolamos, estamos em má companhia. Para nos recuperarmos precisamos do apoio de outros adictos.

A auto-suficiência não dificulta apenas nossa habilidade em ficar limpo. Com ou sem drogas, viver com vontade egocêntrica inevitavelmente conduz ao desastre. Dependemos de outras pessoas para tudo, desde bens e serviços até amor e companheirismo, e a vontade egocêntrica nos coloca em constante conflito com essas mesmas pessoas. Para viver uma vida plena, precisamos de harmonia com os outros.

Não dependemos apenas de adictos e de outras pessoas de nossa comunidade. Poder não é um atributo humano, contudo precisamos dele para viver. Encontramos isto em um Poder maior do que nós mesmos, o qual nos proporciona a orientação e a força que nos falta. Quando temos a pretensão de ser auto-suficiente, nos isolamos de uma fonte de poder que é suficiente para guiar-nos efetivamente através da vida: nosso Poder Superior.

Auto-suficiência não funciona. Precisamos de outros adictos, precisamos de outras pessoas e, para viver plenamente, precisamos de um Poder maior que nós mesmos.

Só por Hoje eu procurarei o apoio de outros adictos em recuperação, harmonia com os outros na minha comunidade e a proteção de meu Poder Superior. Eu não posso, mas nós podemos.

CSASP

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Reflexão Diária de Alcoólicos Anônimos

Quarta-feira, 05 de fevereiro de 2014

LIBERTAÇÃO GLORIOSA 

"A partir do momento em que desisti de argumentar, comecei a ver e a sentir."

Nesse instante, o Segundo Passo, sutil e gradualmente, começou a se infiltrar em minha vida. Não posso dizer a ocasião e a data em que vim a acreditar num Poder Superior a mim, mas, certamente, tenho esta crença agora. Para adquiri-la bastou-me parar de lutar e praticar o restante do programa de A.A. com o maior entusiasmo de que dispunha". 
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p. 23

Depois de anos satisfazendo a uma "desenfreada obstinação", o Segundo Passo tornou-se para mim uma libertação gloriosa de ficar sozinho. Nada agora é mais doloroso ou intransponível na minha jornada. Alguém está sempre aqui para compartilhar comigo as cargas da vida. O Segundo Passo tornou-se uma forma de reforçar minha relação com Deus, e agora percebo que minha insanidade e meu ego estavam curiosamente ligados. Para livrar-me do anterior, devo entregar este a alguém com os ombros muito mais largos que os meus.

Meditação Diária - Narcóticos Anônimos

Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014

Continue voltando!

Somos gratos por termos sido tão bem recebidos nas reuniões, a ponto de nos sentirmos à vontade

Lembra como tínhamos medo quando entramos pela primeira vez numa reunião de NA? Mesmo que tenhamos ido com um amigo, a maioria de nós se lembra como foi difícil assistir àquela reunião. O que foi que nos levou a voltar? A maioria de nós recorda com gratidão as boas-vindas que recebemos e como isto nos deixou à vontade. Quando levantamos a mão como recém-chegados, abrimos a porta para outros membros se aproximarem e nos receberem.

Às vezes, a diferença entre aqueles adictos que saem de sua primeira reunião para nunca mais voltar a NA e os adictos que ficam para procurar recuperação, é um simples abraço de um membro de NA. Quando já estamos limpos a algum tempo, é fácil nos afastarmos daquela procissão de recém-chegados... Afinal de contas, já vimos tantas pessoas indo e vindo. Mas membros limpos há algum tempo podem fazer a diferença entre o adicto que não volta e o adicto que continua voltando. Ao oferecer nosso número de telefone, um abraço ou simplesmente um “bem-vindo” caloroso, estendemos a mão de NA ao adicto que ainda sofre.

Só por hoje eu me lembro das boas-vindas que recebi quando cheguei pela primeira vez a NA. Hoje expressarei minha gratidão oferecendo um abraço para um recém-chegado.

NASP-RGSP

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Reflexões Diárias de Alcoólicos Anônimos

Terça-feira, 04 de fevereiro de 2014

QUANDO A FÉ ESTÁ PERDIDA

“Às vezes A.A. é aceito com maior dificuldade pelos que perderam ou rejeitaram a fé do que pelos que nunca a tiveram, pois acham que já experimentaram a fé e esta não lhes serviu. Experimentaram viver com fé e sem fé.”
OS DOZE PASSOS E AS DOZE TRADIÇÕES, p.24

Tão convencido estava de que Deus tinha me abandonado que ao final tornei-me provocador, embora soubesse que não devia agir assim, e mergulhei numa última bebedeira. Minha fé tornou-se amarga e não foi por coincidência. Aqueles que já tiveram uma grande fé atingem o fundo com mais dificuldade.

Levou muito tempo para que minha fé reacendesse, mesmo tendo vindo para A.A. Estava intelectualmente agradecido por sobreviver a queda tão vertiginosa, mas meu coração sentia-se endurecido. Ainda assim, persisti com o programa de A.A.; as alternativas eram muito tristes! Continuei assistindo as reuniões e, aos poucos, minha fé foi ressurgindo.


Meditação do dia:
“Na vida diária ficamos surpresos ao descobrir o quanto somos realmente dependentes e quão inconscientes somos dessa dependência. (...) A força corre exatamente para onde é necessária.”
(Na Opinião do Bill, p.26)

GRUPO CARMO SION

Meditação Diária - Narcóticos Anônimo

Terça-feira, 04 de fevereiro de 2014

Sentir-se bem não é a questão

"Para nós, a recuperação é mais do que apenas prazer."
Texto Básico, pág. 47

 Em nossa adicção ativa, a maioria de nós sabia exatamente como iríamos nos sentir de um dia para o outro. Tudo o que tínhamos que fazer era ler o rótulo de uma garrafa ou saber o que havia na bolsa. Planejávamos nossos sentimentos e nossa meta para nos sentir bem em cada dia.

Em recuperação estamos sujeitos a sentir qualquer coisa de um dia para o outro, ou mesmo de um minuto para o outro. Podemos nos sentir energizados e felizes pela manhã, então estranhamente nos desapontamos e ficamos tristes à tarde. Porque a cada manhã nós não mais planejamos nossos sentimentos para o dia, podemos terminar tendo sentimentos que são de certa forma inconvenientes, como sentirmo-nos cansados pela manhã e bem despertos na hora de dormir.

É claro que há sempre a possibilidade de nos sentirmos bem, mas essa não é a questão. Hoje, nossa maior preocupação não é nos sentirmos bem, mas aprender a compreender e lidar com nossos sentimentos, não importando quais sejam. Fazemos isso trabalhando os passos e compartilhando nossos sentimentos com outros.

Só por Hoje eu aceitarei meus sentimentos, sejam eles quais forem, exatamente como são. Praticarei o programa e aprenderei a viver com meus sentimentos.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Documentário sobre o Álcool





Manipulações


Pediram-me para que escrevesse algo sobre a adicção e a manipulação. Pretendo falar sobre o assunto de modo tangencial, sem verticalizar o conhecimento enquanto tentarei desmistificar o mito de que só os adictos são manipuladores.

A adicção é uma doença física, mental e espiritual que afeta "todas as áreas de nossas vidas". No plano físico caracteriza-se pelo uso compulsivo de drogas e o descontrole. No aspecto mental ela se apresenta como uma obsessão, ou um desejo incontrolável, que impulsiona o ser humano adoecido ao uso, mesmo sabendo das implicações que tal uso causa à própria saúde. No plano espiritual ela vem carimbada pelo egocentrismo, que não deve ser confundido com egoísmo. 

O adicto é portador de uma doença, não de uma deficiência moral, é bom que se ressalte. Ele não é responsável pela doença, pois ninguém pede para ser adicto, como ninguém pede para ser cardiopata, diabético, ou portador de outras disfunções orgânicas. O adicto é responsável pela sua recuperação, se assim quiser compreender.

Quando familiares descobrem que possuem um ser humano preso nas garras da adicção, há um choque que pode levar os menos informados a assumirem posturas agressivas, repressivas, policialescas e injustas. Também pode vir associada a um questionamento clássico que se resume em uma indagação: - Onde foi que errei, ou onde foi que erramos? 

A visão social que se tem das drogas e do usuário é tão louca, que o usuário é desumanizado, demonizado, excluído, rejeitado e visto como um ser nocivo à sociedade. Essa visão social é tão louca que a droga, que não é humana, faz com que o seu utilizador seja desumanizado de modo impiedoso. O que posso dizer é que, o usuário nos tempos atuais, guardadas as devidas proporções de tempo e espaço, representa o mesmo drama vivido por um leproso nos tempos de Cristo. Assista Ben Hur e tente fazer uma analogia. Não é nada construtiva, ou edificante, essa visão social que está associada a inúmeras deformações, fruto, quase sempre, da ignorância e da desinformação e de preconceitos arraigados. Há casos em que é uma visão maldosa, infame, injuriosa e difamante, que visa atingir a reputação alheia. Acrescente-se a tudo isso as fofocas, as futricas, intrigas além das versões distorcidas de fatos reais, que ganham corpo e proporção de verdade. Nascem boatos e por ai prosseguem as inverdades de todos os tipos. Adicto sofre!

A família nunca se julga disfuncional, ou desestruturada, pouco importa. Mas o fato é que a mesma fica entristecida, envergonhada, desapontada, com o seu inusitado "foco" de problema. Muitas vezes busca tapar o sol com a peneira. Há uma forte inclinação em querer negar a realidade, e reluta em admitir o que a sociedade encara como uma chaga. A família teme a repercussão do fato de ter um membro usuário, ou dependente químico. Nasce um novo tipo de culpa e vergonha, que brotam e afloram sob o manto hipócrita de falsos valores, frutos de preconcepções, estigmas e rotulações que impregnam o meio social adoecido e desinformado. temos que aceitar que a sociedade, marcada por desigualdades, desinformada e manipulada, acaba adoecendo, torna-se injusta e por essas e outras é uma sociedade doentia. 

Há famílias que se revelam tão despreparadas que se revelam confusas, frustradas e nocauteadas, e terminam desertando da luta de resgatar a vida da sua "ovelha desgarrada", se quisermos enfocar a questão sob uma ótica cristã. Desiludidos e desesperançosos, familiares jogam a toalha nos primeiros "rounds" e acabam pondo um ser adoecido no olho da rua. Eis ai o como nascem os guetos dos desamparados, dos abandonados e desassistidos, que podemos resumir o seu novo lar como sendo uma espécie de cracolândia. 

Outras famílias deixam-se conduzir pelos enfoques midiáticos, fruto de um sensacionalismo abominável, que só agrava o problema e acaba transformando uma questão social, em uma questão irracional. A insanidade, que parecia ser, meramente, do adicto se revela nos bate-papos e rodas sociais; ganha corpo nos meios de comunicação, corporifica-se no seio das famílias e o mal ganha uma proporção amplificada da realidade amaldiçoada. Eis que surgem em cena os salvadores da Pátria, prometendo mundos e fundos; clínicas passam a explorar o um universo rentável. Recuperação vira negócio, um novo mercado de compra e venda. Nascem os cemitérios de vivos! Codependentes montam clínicas, enquanto outros vão apresentar programas de rádio e TV. 

Diante desse quadro alarmista que se cria, podemos observar que o adicto, mestre em manipulações, é o elo mais fraco dentre todos os manipuladores. Uns manipulam a opinião pública, outros as famílias e quase ninguém observa o novo comércio que se desenvolve paralelamente com o tráfico. Unha e carne unidos pela desgraça alheia, infelizmente. Deputados, mestres em manipular, acabam sendo manipulados e passam a assumir posturas pouco dignificantes e retrogradas. Adotam uma visão conservadora ainda mais agravada e deformada e o eleitor se deixa levar, nessa cadeia estonteante de manipulações. Também é bom que se diga que existe ordem no caos. A família adoecida também passam a atuar como manipuladora e,diante deste triste quadro social, a insanidade prospera e agiganta-se e os manipuladores, de modo geral, acabam convergindo, de modo nocivo, contra o usuário de droga. Seres humanos doentes são tratados na base da porrada, castigos e até de execuções sumárias. E se o tráfico fosse legalizado e normatizado do mesmo modo que o álcool e o tabaco? Bem, esse é um outro papo.

Quem assiste este triste espetáculo, no deprimente show da vida, vai poder perceber as distorções e deformações, além de interesses escusos; Engolimos as "faxinas e higienizações" de humanos, retirados de um campo e concentrados em outros, longe das vistas da imensa plateia que aplaude a insanidade, tipicamente nazistas.

Chato constatar a postura de certos governantes e até de membros do judiciário, que buscam mascarar a realidade, visando esconder da opinião pública a sua incapacidade e incompetência em solucionar problemas humanos e que, por serem humanos, mereceriam um tratamento condizente, visto que adictos não são um problema de policia, mas uma questão de saúde. Nesse embalo a verdade fica comprometida e acaba sendo manipulada. Mussolini deve fazer festa no inferno, assistindo chamarmos o "Senhor Deus dos desgraçados", enquanto grita: - "o povo é fêmea, gosta de macho"... Coisa de totalitários!

Então como atribuir ao adicto todas as mazelas que cercam o problema, quando o verbo manipular é conjugado em todas as pessoas, no presente do indicativo?

No inicio deste escrito coloquei ,entre aspas, que a adicção é uma doença que afeta "todas as áreas de nossas vidas". A manipulação também !

Pena que o pior cego é aquele que não quer enxergar a verdade. O adicto, tido como mestre em manipulação, acaba como uma grande vítima de tantas outras ignóbeis manipulações.

Até quando?!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Meditação diária - Narcóticos Anônimos

Sábado, 1 de Fevereiro de 2014

Adversidades

Nós nos sentíamos diferentes (...) Somente após a rendição, começamos a superar a alienação da adicção

“Mas vocês não entendem!” – explodimos, tentando nos justificar. “Sou diferente! É realmente muito difícil pra mim!” Usávamos estas frases repetidamente em nossa adicção ativa, tentando fugir das consequências de nossas ações ou evitando seguir as regras que valiam para todos os outros. Podemos ter gritado coisas desse tipo em nossa primeira reunião. Podemos ter nos percebido choramingando essas frases recentemente.

Tantos de nós se sentem diferentes ou únicos. Como adictos, podemos usar praticamente qualquer coisa para nos alienar. Mas não há desculpa para deixar de aproveitar a recuperação, nada pode nos tornar inadequados para o programa – nem doença fatal nem pobreza, nada. Há milhares de adictos que encontram a recuperação apesar das adversidades reais que enfrentaram. Através da prática do programa, sua consciência espiritual cresceu, apesar ou talvez em função dessas adversidades.

Nossas particularidades e diferenças são irrelevantes quando se trata de recuperação. Abrindo mão de nossas particularidades e nos rendendo a esta maneira simples de viver, certamente percebemos que nos sentimos parte de alguma coisa. E nos sentir parte de alguma coisa nos dá a força para caminhar pela vida, com adversidades e tudo mais.

Só por hoje eu abrirei mão de minhas particularidades e seguirei os princípios de recuperação que tenho em comum com tantos outros. Minhas adversidades não me excluem da recuperação; elas me conduzem a ela.

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